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domingo, 23 de dezembro de 2012

O Gestor da Qualidade e a Fadiga da Gestão

Depois de longos meses de muito trabalho com objetivo de receber o reconhecimento de uma certificadora no processo de qualificação em pró a ISO 9001, imagina-se que neste exato momento é que o papel de Gestor da Qualidade se inicia.
Sim, neste momento em que depois de todo o processo de implementação para que uma empresa consiga ser indicada para receber o certificado, por estar conforme os requisitos da norma ISO 9001, é neste ponto onde realmente começa a Gestão, pois até então era somente adequação.
Vamos verificar os termos usados para que possamos identificar os períodos:
Adequação
Processo de adaptação de todas as atividades da empresa conforme os requisitos orientados pela norma ISO 9001, neste caso durante o período que pode ir de 6 meses a 12 meses, a empresa identifica um profissional (RD – Representante da direção ou Gestor da Qualidade) para organizar e acompanhar as atividades necessárias tendo como resultado a indicação de uma certificadora.
Gestão
Orientação para um objetivo comum, estabelecido pela a empresa. Empresa, aqui significa o empreendimento, os esforços humanos organizados, feitos em comum, com um fim específico, um objetivo, neste caso o processo de administração dos requisitos definidos pela norma ISO 9001.
Como identifiquei acima, temos dois momentos onde se positivo resulta na Gestão que é a continuidade do processo de adequação, e claro, sem todo o suporte que foi designado no processo de adequação o Gestor deve estar agora mais orientado para a administração das atividades.
Em muitas empresas é de conhecimento que o processo de certificação, apresenta particularidades diferentes de uma para outra devido ao seu ramo de atividades, ou seja, investimento em estrutura e qualificação das pessoas envolvidas, mas, após entrar no processo de Gestão pequenos vícios administrativos começam a despertar em muitos casos, não conformidades passam a ser acumulativas, que ocasionam na perda desta conquista.
É claro que realço este comportamento muito comum, pode se ver em muitas profissionais e organizações uma fadiga administrativa por falta de uma posterior motivação no processo pós certificação ou um grande acumulo de funções devido a diversas atividades relacionadas aos procedimentos internos, e também devido a falta de acompanhamento da alta direção que deveria nortear o processo.
Então fica a dica a todos os Gestores da Qualidade e organizações que foram indicadas a receber esta certificação, o processo de melhoria contínua é igual, ou seja, devemos buscar todos os dias mais da situação anterior, gerando assim a continuidade da  melhoria.
Abaixo pequeno termômetro de um Gestor da Qualidade motivado na busca pela administração da norma ISO 9001 e o resultado da falta de reconhecimento ou acompanhamento pela alta administração.
Ano 1
Adequação
Etapa: Inicio
BUSCA
Ano 2
Certificação
Etapa: Resultado
CERTIFICAÇÃO
Ano 3
Gestão da Qualidade
Etapa: Continuidade
PERDA DA CERTIFICAÇÃO

Portanto fique ligado nestes momentos envolvendo a todos do comitê da Qualidade, buscando a motivação através da participação de todos participantes, e fica a dica, certificar não é o final de uma certificação, GESTÃO CONTINUA é a base de uma certificação saudável, devemos estar sempre envolvidos no processo de melhorar e não apenas garantir.



Zafenate DesidérioZafenate Desidério  /  Site do autor 

Fundador e editor de conteúdo do Portal Qualidade Brasil; Profissional na área da Gestão da Qualidade e administração; Desenvolvedor de sistemas para Gestão de empresas para indicadores e administração de empresas;...


Publicado Originalmente em: Portal Qualidade Brasil

domingo, 9 de dezembro de 2012

Prevenção De Falhas Humanas – Poka-Yoke


Por Rosemary Martins e Jeison Arenhart De Bastiani

Poka yoke




Você sabe utilizar ou o que significa poka-yoke ? A palavrapoka-yoke significa (poka = erros de desatenção; yoke = prevenir), logo poka-yoke são sistemas compostos por técnicas e dispositivos utilizados para a prevenção de prováveis falhas humanas em um processo produtivo. Fáceis de serem operacionalizados e de baixo custo, esses sistemas são incorporados em um processo para prevenir erros humanos que eventualmente venham ocorrer. Resumindo, é uma técnica que possibilita prevenir possíveis e potenciais falhas humanas durante o processo.

Várias são as origens das causas de erros humanos nos processos produtivos, entre elas podemos citar:
  • Falta de atenção ou descuido
  • Fadiga do trabalhador
  • Negligência aos procedimentos
  • Falta de capacitação técnica para a função
  • Falta de comprometimento para com os objetivos da empresa
  • Erros premeditados
Em se tratando da falta de atençãodescuido ou fadiga do trabalhador, eles podem estar relacionados ao excesso de pressão dos gestores exercido sobre eles. Num primeiro momento, o desempenho do colaborador até determinado ponto, é proporcional à pressão. Num segundo momento, o aumento da pressão não altera seu desempenho, mas num terceiro momento, o aumento dessa pressão vai causar queda no desempenho, o que é o principal responsável pela falta de atenção, descuido ou fadiga do trabalhador.
negligência, a falta de capacitação, a falta de comprometimento e os erros premeditados estão, na maioria das vezes, relacionados à politica de recursos humanos, a não eficácia e não adaptabilidade dos programas de treinamento e de integração realizados nas organizações.
Mesmo a organização criando programas eficazes para diminuir a pressão sobre o trabalhador ou para melhorar a política de recursos humanos, precisamos admitir que o ser humano não é infalível e os operadores e gestores dos processos também são humanos. Portanto, é preciso que os processos levem em consideração sistemas que compensem os prováveis erros humanos.
Os poka-yoke são apresentados de diversas formas e as mais comuns são através de sensores/interruptores que acusam os posicionamentos ou atividades que não estão sendo desenvolvidas corretamente, de gabaritos instalados em máquinas, contadores digitais para verificar o número de atividades, ou até mesmo através de uma simples lista de verificação.

EXEMPLO
Prevenção das falhas humanas em um processo de passar roupa.






Ainda no mundo doméstico é possível identificarmos outros poka-yoke como no caso da leiteira que emite um apito quando o leite está fervendo por exemplo.
A eficácia na utilização do poka-yoke tem levado a uma diminuição significativa na taxa de retrabalho, à diminuição de acidentes de trabalho e à melhoria dos processos produtivos, sempre com foco na eliminação dos erros.

REFERÊNCIA
RODRIGUES, Marcus Vinicius. Ações para a qualidade: GEIQ, gestão integrada para a qualidade: padrão seis sigma, classe mundial. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.

Publicado originalmente em: Blog da qualidade


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pensamento

"SCRUM não é 'bala de prata'!
Não resolve todos os problemas de uma só vez, mas permite errar cedo para aprender cedo!"

domingo, 25 de novembro de 2012

Como Pedir Demissão Graciosamente

Por Denis Camargo
 
É hora de mudar de emprego, seja para seguir uma nova carreira ou simplesmente um novo desafio. O procedimento para pedir demissão é bem simples: avise, de preferência com antecedência. Porém, se você não quiser fechar nenhuma porta, criando obstáculos para oportunidades futuras, você precisa ser muito cuidadoso e delicado. Demitir-se é fácil, mas demitir-se graciosamente não. Este artigo cobre os detalhes específicos de várias técnicas que uma pessoa pode usar para se demitir o mais suave e livre de ressentimentos possível.  


Passos

  1. Fique quieto. Depois de tomar a decisão, não fique tagarelando pela empresa toda que notificou o seu chefe que vai pedir demissão. Dê a ele tempo para absorver e processar a informação. Se a empresa fizer uma contra-oferta atraente, vai ser complicado para você se tiver anunciado os seus planos para seus colegas.

     
  2. Planeje e dê prazos. Se quiser sair do melhor modo possível, não deixe o seu patrão na mão, tentando cobrir seu posto. Dê um aviso prévio de um mês a duas semanas, para que ele possa se preparar e arrumar pessoas para cobrir seu posto, ou treinar um substituto.

  3. Marque uma reunião com o seu chefe para discutir um assunto importante. Colocar a cabeça para dentro do escritório e pedir um momento para conversar a sós serve - só não deixe de respeitar o seu supervisor, que está ocupado e pode não ser capaz de largar tudo no instante exato em que você está pronto para entrar e dar as notícias para ele. Se houver muita coisa acontecendo, você só vai aumentar as suas preocupações; se possível, aguarde até que o seu chefe tenha um momento para se concentrar no que você tem a dizer.
  4. Esteja preparado e seja direto e educado. Ensaie em particular, para estar preparado quando o seu supervisor tiver tempo para lhe escutar. A maioria dos gerentes são extremamente ocupados e vão gostar se você for direto e ignorar a tentação de "amortecer o golpe", "encontrar a maneira correta de dizer isto...", ou protelar. Você pode dizer algo como:
     
    • "Estive pesando as minhas opções por um tempo e decidi que chegou a hora de seguir em frente. Agradeço muito as oportunidades que encontrei aqui, mas eu tenho que lhe dar o meu aviso prévio."
    • Ou: "Eu preciso lhe contar que me ofereceram um cargo em outra empresa. Eu gostei muito de trabalhar aqui, mas preciso lhe dar o meu aviso prévio hoje. Está tudo bem se o meu último dia aqui for [o dia que for daqui a um mês]?"

  5. Esteja preparado para discutir sobre os seus motivos. Se estiver neste emprego há algum tempo, há uma boa chance de seu chefe ter algumas perguntas para você. Ou talvez ele lhe valorize mais do que você pensava e faça uma contra-oferta. Ser educado e digno na sua carta de demissão pode lhe trazer esta oportunidade. Você terá que saber antecipadamente o que poderá fazê-lo permanecer lá, seja um aumento, mais benefícios, uma promoção ou outro incentivo. Esta é uma oportunidade única e excelente para negociar, e você deve estar preparado para tal, sabendo qual é o seu limite. Se ficar é uma opção, o que vai lhe fazer aceitá-la? Leia os avisos abaixo, pois as contra-ofertas podem trazer consigo sérios problemas.

  6. Dê ênfase ao lado positivo. Seja honesto, porém educado. Se o seu chefe perguntar se ele teve algo a ver com a sua decisão, e ele foi um fator, é melhor confiar no tato e na diplomacia para fazer uma resposta honesta e palatável. Em outras palavras, você não vai ajudar nada em dizer: "Sim, você foi um péssimo supervisor e eu poderia ter me saído bem melhor" (mesmo se for a verdade). Você pode dizer a verdade sem ser cruel: "Foi um fator, mas não a razão principal. Eu acho que os nossos estilos e abordagens não são compatíveis, e nunca pudemos dar certo juntos da maneira que eu gostaria. A experiência foi positiva, mas com esta nova oportunidade, eu me sinto pronto para um novo desafio".

  7. Tenha uma cópia de sua carta de demissão em mãos. Faça uma carta breve, profissional e sem confrontações. Um exemplo: "Prezado Sr. Roberto: Foi uma honra trabalhar na Rodas & Acessórios S.A. Esta carta é para lhe notificar que eu estarei saindo desta empresa para aceitar uma vaga em outra em [uma data pelo menos um mês depois da data da carta e da conversa]. Por favor, aceite a minha gratidão pela nossa associação. Desejo apenas o melhor para o senhor e para a sua empresa no futuro. Sinceramente, Jorge Alberto."

  8. Aperte as mãos, sorria e agradeça ao seu chefe. Seja uma partida motivada por mudança, por um emprego melhor ou apenas para sair de perto desse cara, mostre alguma elegância ao sair pela porta. Aperte as mãos daquele que brevemente será o seu ex-chefe, agradeça por "tudo" e saia. Volte para o seu posto e fique ali por pelo menos 10 minutos. Agora você pode contar a todos, mas tome cuidado para não pisar no calo de ninguém. Seja educado, tenha classe e confirme que está saindo.


     

Dicas

  • Lembre-se que existem poucas pessoas tão livres quanto aquelas que não tem nada a perder - mas não será bom para o seu futuro se você começar a lavar a roupa suja só porque está de saída. Ser gentil por mais um mês não vai lhe matar; afinal, você está saindo, mas a experiência adquirida vai com você.
 
  • Aquele chefe idiota que você está abandonando pode acabar voltando a ser o seu chefe no futuro. E lembre-se: algumas vezes, estes idiotas não se dão conta de que não são queridos. Se ele se lembrar de você como alguém que era positivo e generoso no passado, você pode estar preparando um futuro melhor quando seu novo/velho chefe lhe colocar a frente de outros na sua nova posição. Isto pode facilitar transferências para outras filiais, trazer melhores tarefas e muito mais.
 
  • Pode ser algo muito inteligente recusar quaisquer ofertas para permanecer no seu emprego atual. Aceitar um aumento ou bônus depois de ameaçar sair pode colocá-lo em uma posição negativa em relação aos seus companheiros e à companhia como um todo. Você pode acabar parecendo alguém indeciso e de lealdade questionável. Sempre mantenha um registro da oferta, caso volte para a empresa no futuro.
 
  • Depois de informar o seu supervisor, diga pessoalmente aos outros gerentes ou empregados principais com que trabalhou que está de saída. Diga de modo a agradecer a pessoa por ajudar a desenvolver sua carreira. "Não sei o que você ouviu por aí, mas eu estou saindo para assumir uma posição em outra empresa. Antes de sair, gostaria de dizer pessoalmente o quanto foi bom trabalhar com você." Estas pessoas podem um dia sair para outros empregos no futuro, e é melhor que elas tenham boas memórias de você. Quem sabe o impacto que elas podem ter na sua próxima ascensão profissional.
 

Avisos

  • Permitir que um chefe de quem você não goste lhe provoque ao ponto de o fazer insultá-lo vai terminar mal. Você não quer ser arrastado para fora pela segurança. Não ceda à tentação de dizer o que realmente pensa.
 
  • Alguns chefes não gostam que você seja a pessoa a tomar a decisão. Quando for dar a notícia, esteja preparado para sair do emprego no mesmo dia, pois alguns supervisores vão levar a sua saída para o lado pessoal e vão lhe dizer que não há necesside de aviso prévio, pois você está demitido! Por isso, verifique se o seu chefe é este tipo de pessoa - mas tome cuidado, pois você não tem como prever o que ele pode fazer. Leia o seu contrato novamente, verifique as opções de término que você e a empresa possuem. Se não houver contrato formal de emprego, estude as leis do seu estado.
 
  • Esteja preparado para sair no mesmo dia, antes de dar a notícia. Antes de ir, salve em um HD ou mande um e-mail para uma conta particular tudo aquilo de que irá precisar e que tem o direito de levar, como o contato dos clientes, fornecedores e outras referências; amostras do trabalho, para portfólio; uma lista dos projetos em que trabalhou, etc. (Certifique-se de que você tem o direito de levar uma cópia desta informação. Leia o seu contrato e a legislação local antes de seguir este conselho.)
 
  • Quando for considerar uma contra-oferta, avalie honestamente porque quer sair e proteja-se. Apesar de um aumento ser bom, pode não resolver outros problemas que podem requerer uma promoção ou transferência para outra equipe (se o problema for o chefe). Você pode se proteger de ser demitido por vingança posteriormente, exigindo que, por pelo menos dois anos, você só possa ser demitido por justa causa.
 
  • Contra-ofertas algumas vezes são feitas pelo receio de não haver ninguém para fazer seu serviço. Se esse for o caso e você aceitar a oferta, eles podem lhe pedir para treinar outros no que você faz. Você pode acabar treinando o seu substituto, apenas para descobrir que a próxima mudança pode não estar nos seus planos.
 
  • Contra-ofertas são um reconhecimento de que você está sendo mal pago. Se você precisa de um ambiente saudável que reconhece o valor das pessoas sem ameaças de demissão, talvez não se sinta à vontade a longo prazo no seu emprego atual. Mas, se você está confortável com a idéia de negociar um aumento e não se importa que os seus colegas - que são negociadores menos habilidosos - não ganhem tanto quanto merecem, você pode pensar em permanecer lá.
 
  • Tenha em mente os benefícios que pode receber. Se estiver para ser demitido, você pode ter um plano de desemprego, ou a opção de receber o seguro desemprego. Pode ser útil se você não tiver um outro emprego garantido. Sair de um emprego por conta própria pode invalidar todos estes benefícios. Pode ser bom recebê-los enquanto procura por uma nova posição.
 
  • Não comece a sair lavando a roupa suja com os seus colegas antes de sair. Todas as coisas negativas que forem ditas vão chegar no seu chefe ou na pessoa de quem está a reclamar. Mais uma vez: você nunca sabe se estas pessoas vão cruzar com você novamente na sua carreira profissional. Se for começar a arremessar coisas no ventilador, faça-o somente para pessoas em que confie. Faça isto longe do trabalho, de preferência depois de sair.
 
Publicado originalmente em: WikiHow
 
 

sábado, 24 de novembro de 2012

O que está acontecendo com o conteúdo do Linkedin ?


O LinkedIn é uma rede de negócios fundada em Dezembro de 2002 e lançada em 5 de Maio de 2003.  É comparável a redes de relacionamentos, e é principalmente utilizada por profissionais. Em Novembro de 2007, tinha mais de 16 milhões de usuários registrados, abrangendo 150 indústrias e mais de 400 regiões econômicas (como classificado pelo serviço).

Apesar do público direcionado, hoje em dia o que se nota é que o espaço e o conteúdo do debates passou a dar lugar a anúncios, ofertas de produtos e serviços "gratuitos" que na maior parte das vezes nada tem a ver com os diversos grupos de discussão idealizados e montados por seus participantes.

Exemplo claro da falta de sintonia entre os objetivos primários dos grupos de discussão e o que é praticado em seus fóruns é a insistência de muitas pessoas em publicar suas ofertas de emprego e de serviços no espaço reservado aos debates entre profissionais das mais diversas áreas.
 
Tudo isto acaba desmotivando à todos, minando o interesse nos grupos e reduzindo a participação e a colaboração efetiva dos profissionais através  da troca de experiência vivida por eles, nos diversos segmentos que integram.

'Novatos' e até alguns mais experientes promovem ainda um averdadeira feira de modelos prontos de documentos, procedimentos e planilhas de cálculos, isso quando não utilizam os debates para solicitar cópias 'piratas' de normas e manuais. É impressionante como  os debates mais ativos, na verdade contém centenas de posts com a famigerada frase: "por favor encaminhe também para mim no email 'nome@domínio.com.br'".

O fato é que não é possível negar a maioria destes fatos, porém ainda há muitos posts com informação e com artigos sérios e interessantes... 

Sente-se realmente muita falta da troca de experiências, e de debates com argumentos, contra-argumentos e um esforço coletivo para se chegar à um denominador comum. 

Penso que artigos e informações são bastante úteis (eu mesmo leio muitos); Já com relação às propagandas, ofertas de emprego e de produtos, como bem apontam inúmeros colegas de rede, há lugar específico para isso na maioria dos grupos do LinkedIn.

Há ainda a "pseudo-ciência", nova tendência na rede que promovida pelo pessoal da auto-ajuda que acredita que o universo conspira a nosso favor, mesmo se não estudarmos, pesquisarmos ou trabalharmos. Há até divulgação de palestra com um "Gestor de Almas" (???).  

Quanto à este último, não tem jeito; Estamos sujeitos à este infame sub-produto da liberdade de expressão e da globalização em qualquer mídia hoje em dia, sobretudo mídias digitais veiculadas pela internet. 

Como disse um colega de rede e de grupo, que "nossas senhoras de todos 'O Segredo', de todos os 'Quem somos Nós', de todos os 'Gerente Minuto' e de 'Quem mexeu no meu queijo', roguem por nós e pelas redes sociais sérias".

Outro colega de rede e de grupo mencionou, ainda neste tema, o caso do orkut, e lembro-me bem quando era preciso convite (e estes eram limitados) para ingressar naquela rede social; A maioria dos grupos era acadêmica, de grupos filosóficos ou de movimentos artísticos. Lembro-me que com muito custo consegui um convite de um amigo da Unicamp, pois queria melhorar meu inglês e fazer intercâmbio cultural com pessoas de outros países. E em menos de dois anos, o orkut era a rede social mais ordinária e odiosa que jamais vi... até pedófilos tinham (ou têm?) páginas no orkut! 

Quando se vê que o problema chegou ao seu grupo preferido, pode-se criar novos grupos - na verdade estes se espalham na rede com extrema facilidade e absurda velocidade, inclusive oriundos de outros grupos e recrutando dentro deles! O melhor, entretanto, seria debater e, em conjunto, conversar e solicitar ao dono do grupo ('owner') para tomar ações que visem minimizar estes aspectos negativos com moderação. 

Outra coisa que se faz necessária, é determinar e divulgar o máximo possível os objetivos e regras dos grupos dos quais se participa. Um 'owner' de um grupo bastante frequentado e lido no LinkedIn, que também é sócio-diretor de uma renomada consultoria empresarial da região, resolveu tornar aberto ao público em geral o grupo em questão. Não tardou a aparecerem spammers e pseudo-profissionais aproveitando-se do grupo como vitrine para oferecer seus produtos e serviços. 

Muito depois este 'owner' desabafou em um post,  amargurado e acusativo, que quase ninguém promovia debates sobre as normas de sistemas de gestão específicas para discussão no grupo; 'Taí' algo que fora surpresa até para mim, que mais leio do que escrevo: as pessoas não tinham ideia que o objetivo do grupo era discutir o texto e a aplicação das normas de gestão específicas que compõe o nome do grupo, e não as experiências profissionais do pessoal que trabalha com gestão da qualidade, certificada segundo estas normas. Por mais óbvio que possa parecer, muitos não haviam também compreendido o objetivo do grupo, à despeito dos repetitivos e-mails com regras e mais regras.

Assim foi que muitos falavam e publicavam assuntos relacionados ao dia-a-dia da qualidade e assim o triste amigo 'owner' criou um grupo com muitos profissionais e aspirantes que se transformou num happyhour à distância para os calejados profissionais da qualidade se encontrarem e falar sobre suas muitas dificuldades e algumas realizações do dia-adia, e ao mesmo tempo em uma vitrine digital pronta a oferecer produtos e serviços dos mais diversos, alvo para empreendedores e vendedores sem muita etiqueta profissional. 

Desta forma, concluo defendendo que antes de desistirmos de nossos grupos virtuais  (e até do espaço proporcionado pelas redes sociais) , devemos procurar nossos colegas de grupo (como o amigo Caio) e conversarmos; Com o resultado disto, pedirmos aos owners de nossos grupos prediletos que definam: 


- quais os objetivos do grupo; 

- quais as metodologias para alcançá-los;

 - o que se pode e o que não se pode fazer ao participar do grupo; e 

- quais as medidas cabíveis para os "infratores recorrentes".


Ou um resumo de tudo isso: 

MODERAÇÃO PARTICIPATIVA, À PARTIR DE OBJETIVOS E REGRAS ESTABELECIDOS E COMUNICADOS CLARAMENTE À TODOS. 


Acredito que criar novos grupos não é a resposta. É adubar mais terreno para que as ervas daninhas continuem proliferando.