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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Materialidade Estratégica: Um Pilar Essencial da Gestão Corporativa

A materialidade estratégica é um conceito fundamental na gestão moderna das empresas, pois permite a identificação, análise e priorização dos temas que realmente importam para os negócios e seus stakeholders. Este processo envolve a avaliação de aspectos econômicos, ambientais e sociais, que podem impactar tanto a performance da empresa quanto a sua reputação.


A materialidade surgiu inicialmente no contexto da sustentabilidade corporativa, mas hoje se expandiu para abarcar todas as dimensões da governança empresarial. A ideia central é focar nos temas materiais que são críticos para o sucesso a longo prazo, alinhando as estratégias empresariais com as expectativas dos stakeholders, incluindo investidores, clientes, empregados e a sociedade em geral.


Para a implementação efetiva da materialidade estratégica, é essencial a realização de uma análise abrangente e dinâmica. Esta análise deve considerar tanto o ambiente interno quanto o externo da empresa, identificando riscos e oportunidades que podem influenciar o desempenho. Métodos como a análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) são frequentemente utilizados nesse processo.


Um dos principais benefícios da materialidade estratégica é a capacidade de antecipar tendências e mudanças no mercado. Ao focar nos temas materiais, a empresa se torna mais resiliente e preparada para enfrentar desafios, além de capitalizar sobre novas oportunidades. Isso resulta em uma gestão mais proativa e menos reativa, o que pode ser crucial em ambientes competitivos e voláteis.


Além disso, a materialidade estratégica fortalece a transparência e a comunicação com os stakeholders. Empresas que adotam esse enfoque tendem a ser mais transparentes em seus relatórios e práticas, o que pode aumentar a confiança e lealdade dos investidores e clientes. A transparência também facilita o cumprimento de normas regulatórias e padrões de governança corporativa.


Outro aspecto importante é o impacto positivo na reputação da empresa. A materialidade estratégica permite que a empresa demonstre um compromisso genuíno com a sustentabilidade e responsabilidade social, o que pode melhorar sua imagem pública. Uma boa reputação, por sua vez, pode levar a vantagens competitivas, como a atração e retenção de talentos, bem como maior fidelização de clientes.


No entanto, a implementação da materialidade estratégica não está isenta de desafios. Requer um compromisso contínuo da alta gestão e uma cultura organizacional que valorize a transparência e a responsabilidade. Além disso, é necessário o investimento em tecnologias e sistemas de gestão da informação que suportem a coleta e análise de dados relevantes.


A participação ativa dos stakeholders é outro elemento crucial. A empresa deve engajar seus principais interessados através de consultas, pesquisas e fóruns de discussão. Este engajamento não só enriquece o processo de identificação de temas materiais, como também fortalece os laços e a colaboração com os stakeholders.


Em resumo, a materialidade estratégica é um alicerce essencial para a gestão eficaz e sustentável das empresas modernas. Ao focar nos temas que realmente importam, as empresas podem melhorar sua resiliência, transparência e reputação, além de alinhar suas estratégias com as expectativas dos stakeholders. Apesar dos desafios, os benefícios a longo prazo tornam essa abordagem um investimento valioso para qualquer organização.


Para garantir o sucesso, é fundamental que a materialidade estratégica seja integrada de forma holística nas práticas e processos empresariais. Somente assim as empresas poderão aproveitar plenamente os benefícios dessa abordagem, impulsionando seu crescimento sustentável e sua capacidade de gerar valor para todos os seus stakeholders.


Fábio Carvalho
https://br.linkedin.com/in/fabioapcarvalho

Graduado em Sistemas de Gestão e Gestão da Qualidade, com pós-graduação em Engenharia da Qualidade e Gestão de Saúde, e com MBA em Controladoria, Auditoria e Compliance e ainda MBA em Governança Corporativa Estratégica.

Profissional com vivência de mais de 20 anos implementando, coordenando e auditando Sistemas de Gestão da Qualidade e Ambiental; Atua com as normas de gestão da qualidade (ISO 9001 / IATF 16949 / ISO IEC 17025 / ISO IEC 17065 / ANS RN 507 / ANS RN 518 / ANS RN 506), gestão ambiental (ESG, GHG, CFP, ISO 14001) e gestão de saúde e segurança do trabalho (ISO 45001), oferecendo também treinamento nestas normativas e ferramentas relacionadas. Atua ainda como auditor de 3ª parte em Organismos de Certificação de sistemas de gestão e de produtos e serviços.




quarta-feira, 8 de março de 2023

Governança ambiental, social e corporativa

 A governança ambiental, social e corporativa, do inglês Environmental, social, and corporate governance (ESG), é uma abordagem para avaliar até que ponto uma corporação trabalha em prol de objetivos sociais que vão além do papel de uma corporação para maximizar os lucros em nome dos acionistas da corporação. 


O movimento global mais proeminente nesse sentido é a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela Nações Unidas em 2015.


A classificação ESG é o resultado da análise ESG de uma empresa. Baseia-se em:

1. Coleta de informações (demonstrações financeiras, relatórios de RSC, entrevistas, questionários)

2. Avaliação de informações

3. Verificação de dados de saída


A classificação de sustentabilidade geralmente é confiada a centros de pesquisa especializados na coleta e processamento de informações e dados sobre o comportamento ESG das empresas.


quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Os Três Pilares da Boa Estratégia

É fácil observar que objetivos exigem estratégias e que as estratégias a serem formuladas determinarão a necessidade de uma série de ações racionais e coordenadas para que atinja o resultado desejado.



domingo, 5 de setembro de 2021

Marcos históricos das melhores práticas em Governança e Gestão de Riscos Corporativos

 



• 1903: Fundado, na Inglaterra, o Institute of Directors (IOD).

• 1916: Fundado o Conference Board.

• 1977: Fundada, nos EUA, a NACD - National Association of Corporate Directors.

• 1992: a ideia de gestão de riscos corporativos volta a ganhar foco, quando o Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – COSO publica o guia Internal Control - integrated framework (COSO-IC ou COSO I).

• 1992: The Cadbury Report – o primeiro de todos os códigos sobre Governança Corporativa. As práticas de Governança Corporativa recomendadas influenciaram efetivamente a alta gestão das corporações no Reino Unido e serviram de base para posições semelhantes em outros países, como Canadá, Estados Unidos, França e Austrália.

• 1995: esforço conjunto das entidades padronizadoras Standards Australia e Standards New Zealand resulta na publicação do primeiro modelo padrão oficial para a gestão de riscos, a norma técnica Risk Management Standard, AS/NZS 4360:1995. Normas técnicas assemelhadas logo são publicadas também no Canadá, no Reino Unido e outros países.

• 1995: Fundado no Brasil o IBCA - Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração, que depois passou a
ser chamado de Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Iniciativa de Bengt Halqvist e João Bosco Lloyd, acompanhados
de um grupo de “sócio fundadores”.

• 1997: The Hempel Report – a primeira revisão do Cadbury.

• de 1976 a 1997: As Leis das SA’s brasileiras estabelecem que o Conselho de Administração só é obrigatório nas
Sociedades Anônimas Abertas de Capital Aberto e nas de Capital Autorizado. No entanto, milhares de sociedades de outro tipo, como as SA’s fechadas e as Limitadas, têm conselhos mais ou menos atuantes, usados como instrumentos de Governança.

• 2001: colapso da empresa Enron revela um esquema gigantesco de manipulação de
balanços, ocultação de dívidas, lucros artificialmente inflados e falhas de auditorias.

• 2004: o COSO publicou o Enterprise Risk Management - integrated framework (COSO￾ERM ou COSO II), modelo de referência que estendeu o COSO I, tendo como foco a gestão de riscos corporativos (COSO, 2004).

• 2009: é publicada a norma técnica ISO 31000 Risk management – Principles and
guidelines.

• 2013: é lançado o COSO III uma versão atualizada que permitirá às empresas
desenvolver e manter sistemas de controle eficazes e eficientes papel interno no processo de adaptação às mudanças.

• 2016: Publicada a Instrução Normativa Conjunta IN nº 01 de 10 de maio de 2016, do Ministério do Planejamento (MP) e Controladoria Geral da União (CGU), dispõe sobre controles internos, gestão de riscos e governança no âmbito do Poder Executivo Federal.

• 2017: houve o lançamento da nova edição COSO ERM -Integrating with Strategy and Performance.

• 2018: foi atualizada a ISO 31000 que fora originalmente publicada em 2009. A nova versão foi publicada em fevereiro de 2018. No entanto, a finalidade da ISO 31000 permanece a mesma – integrando a gestão do risco em um ambiente estratégico e operacional sistema de gestão. A versão 2018 é muito semelhante à versão original.


sexta-feira, 23 de julho de 2021

Termos e Definições: Governança Corporativa

 

 

Conforme IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa):

“Governança Corporativa é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas-cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal.

As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor
da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade”


Saiba mais em: www.ibgc.org.br