Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Gestão em Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestão em Saúde. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Principais mudanças da RDC 786/2023

A RDC n° 786/2023 determina os Requisitos técnico-sanitários para o funcionamento de Laboratórios  Clínicos, de Laboratórios de Anatomia Patológica e de outros Serviços que executam as atividades relacionadas aos Exames de Análises Clínicas (EAC)


A RDC 786/2023 da Anvisa traz diversas mudanças relacionadas à qualidade, segurança e controle de qualidade dos serviços de saúde. Algumas das principais alterações são: 


  • Aumento da abrangência: A norma inclui laboratórios de toxicologia e anatomopatológicos. 

  • Realização de exames em farmácias: É possível realizar exames em farmácias, mas apenas em caráter de triagem e em consultórios isolados. 

  • Regulamentação do vínculo entre postos de coleta e laboratórios: A RDC define o vínculo entre os serviços tipo II e tipo III. 

  • Rastreabilidade e confiabilidade dos exames: A norma define requisitos para garantir a rastreabilidade e a confiabilidade dos exames. 

  • Envio de material biológico: A RDC regulamenta o envio de material biológico para análise em laboratórios clínicos no exterior.

  • Metodologias próprias: A RDC permite a regulamentação de metodologias desenvolvidas pelo serviço tipo III. 

  • Critérios de envio de material biológico: A RDC define critérios mais claros para o envio de material biológico a laboratórios de apoio. 

  • Responsável Técnico: O Responsável Técnico (RT) deve ser um profissional legalmente habilitado, com formação superior e inscrito no respectivo Conselho de Classe. 

  • Proteção de dados pessoais: A RDC 786/2023 está alinhada com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).



quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

ANS abre Consulta Pública sobre melhorias no relacionamento entre operadoras e beneficiários

Sociedade pode participar enviando dados e comentários até 25/01/2024 pelo portal da Agência


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abre, nesta terça-feira (12), a Consulta Pública 121. O objetivo é obter contribuições de toda a sociedade para a proposta de revisão da Resolução Normativa 395/2016 e, dessa forma, promover melhorias nos serviços de atendimento aos clientes a serem empregadas pelas operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios. A realização da consulta pública foi aprovada na 598ª Reunião de Diretoria Colegiada, realizada em 27/11/2023. 


“A proposta é uma das ações previstas na Agenda Regulatória 2023-2025 e tem o objetivo de estimular as operadoras a desempenharem, da melhor forma, suas funções no relacionamento com os usuários da saúde suplementar. Aperfeiçoando os atendimentos e os serviços e seguindo as regras do setor, elas estarão reduzindo o registro de reclamações, entregando eficiência e transformando o ambiente de negócios”, afirma a diretora de Fiscalização da ANS, Eliane Medeiros. 


A revisão da RN 395/2016 é fruto de estudos sobre a identificação do problema regulatório referente ao relacionamento entre operadoras e beneficiários no âmbito dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) e das centrais de atendimento, com a consequente Análise de Impacto Regulatório (AIR).  


A proposta traz várias linhas de ação compatíveis com a visão moderna de fomentar medidas indutoras, sem perder de vista o olhar mais atento para os entes regulados que não estejam atingindo metas definidas pelo órgão regulador em indicador específico ou, ainda que distantes da meta, não apresentam movimento de melhoria: 


  • Expansão do escopo da norma de forma a contemplar todas as espécies de demandas de beneficiários com suas operadoras e administradoras de benefícios com alinhamento à estratégia da legislação federal sobre SAC, bem como excepcionalizando as regras específicas, customizadas ao setor de saúde suplementar.   
  • Aproveitamento melhor a estrutura das ouvidorias internas das operadoras (Resolução Normativa 323/13), uma vez que são áreas com a vocação de resolutividade de conflitos no atendimento aos consumidores, bem como possuem atribuição de propor melhorias e recomendações no aperfeiçoamento dos processos de trabalho da operadora.   
  • Ajustes para maior informação e qualificação de informação ao beneficiário no ciclo de tratamento da demanda no SAC/central de atendimentos. Ausência de resposta à solicitação dos beneficiários sobre cobertura, respostas genéricas no curso da jornada do usuário após a solicitação de cobertura, além de falta de clareza na comunicação com os clientes foram alguns problemas identificados que podem ser melhorados no fluxo dos SAC/central de atendimento das operadoras.  
  • Previsão de incentivo(s) indutor(es) pelo desempenho e performance da operadora quanto ao número de reclamações recepcionadas pela Agência, hoje retratado pelo Índice Geral de Reclamações (IGR). 
  • Aliado a esses parâmetros, ajustes também sob a ótica punitiva-pedagógica, de forma que as sanções por descumprimento possam considerar o desempenho no indicador. 


Os interessados podem enviar suas contribuições até 25/01/2024 no próprio site da ANS, onde também estão disponíveis os documentos relacionados à proposta: www.gov.br/ans, em "Acesso à informação", no item "Participação Social", no subitem "Consultas Públicas".  


sábado, 26 de setembro de 2020

Diagrama de Causa e Efeito para Área de Saúde

Muitos conhecem a ferramenta de Kaoru Ishikawa e os "5M's" popularmente utilizados na indústria para investigar causas-raiz para não conformidades desde os anos de 1950...

O que poucos sabem (e é muito interessante) é que na área de saúde, existe um grupo de causas que descrevem fatores contribuintes para um incidente clínico, determinado pelo Systems analysis of clinical incidents: The London Protocol que pode ser facilmente adaptado à tradicional ferramenta do guru da Qualidade:



• FATORES DO PACIENTE: condição (complexidade e gravidade); linguagem e comunicação; e personalidade e fatores sociais.


• FATORES DA TAREFA: projeto de tarefas e clareza de estrutura; disponibilidade e uso de protocolos; disponibilidade e precisão dos resultados dos testes; e apoio à decisão.


• FATORES INDIVIDUAIS: conhecimento e habilidade; competência; e saúde física e mental.


• FATORES DAS EQUIPES: comunicação verbal e escrita; supervisão e disponibilidade de suporte; estrutura do time (congruência, consistência, liderança, etc.).


• FATORES ORGANIZACIONAIS: recursos financeiros e restrições; estrutura organizacional; políticas, padrões e metas; e cultura e as prioridades de segurança. 


• FATORES DO AMBIENTE DE TRABALHO: variação de níveis de pessoal e habilidades; padrões de trabalho e turnos; projeto, disponibilidade e manutenção de equipamentos; apoio administrativo e gerencial; e ambiente e clima de trabalho.






quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Benefícios da Análise e Gestão dos Processos Hospitalares




Existem muitas variáveis a serem consideradas em um hospital, sendo justamente por isso, que os processos têm que ser analisados, discutidos e principalmente descritos.

Estas variáveis passam pela característica de cada paciente, pela estrutura e recursos do hospital, pela capacidade de negociação com fornecedores, pelo corpo clínico, pela adequação da equipe, pelas políticas de saúde pública, pela negociação com operadoras de planos de saúde, etc.

Existe a máxima que diz que “temos que mudar constantemente para permanecermos do mesmo jeito, pois o mundo muda ao nosso redor”.

Anteriormente tínhamos falamos dos passos fundamentais na hora de gerir processos hospitalares. Agora, podemos descrever alguns dos benefícios que a análise e gestão de processos podem trazer para uma organização hospitalar:

Compartilhamento do conhecimento. – Todos conseguem ter acesso à documentação da rotina do hospital, possibilitando o entendimento da organização como um todo, sem perder o foco no detalhe.

Identificação de melhorias.
– O que não foi detectado anteriormente, pode ser constantemente analisado, permitindo a melhoria contínua.

Retenção de informações na organização. – Com os processos definidos e manualizados, as informações ficam de propriedade da organização e não das pessoas que lá trabalham. As pessoas podem ir embora e a informação e o conhecimento fica.

Monitorar a qualidade de cada setor. – Permite a criação de indicadores setoriais e globais, possibilitando a análise e melhoria.

Alinhando a comunicação interna. – A informação fica mais clara, eliminado os ruídos internos.

Rastreando os pontos falhos os pontos ótimos. – Conhecendo os processos e determinando indicadores, é possível verificar o que se fez de ruim e eliminar, assim como verificar o que se fez de bom e replicar para os outros processos.

Senso de responsabilidade. – Cada colaborador entende a sua missão dentro do hospital e percebe que cada ação sua reflete nas fases seguintes do processo.

Importância do trabalho de cada um dentro de um todo.
– Cada colaborador entende como seu trabalho é importante dentro da cadeia de processos, fazendo com que seja mais orgulhoso do que faz. Isso implica, ainda, com que haja a percepção que todas as atividades dentro da organização são importantes e interligadas, reforçando a consciência do trabalho em equipe.

Pelo entendimento do fluxo de valor.
– Mostra claramente o que realmente agrega valor ao paciente, podendo perceber o que não é importante e que pode ser eliminado do processo, gerando economia.

Entendimento estratégico. – Se os processos estiverem adequados, fica claro entender quais os objetivos estratégicos, seja da organização ou mesmo do setor. Este é o maior benefício da gestão de processos, pois todos os processos ficam voltados para o que realmente interessa, ou seja, a estratégia da organização, não permitindo que interesses individuais se sobreponham aos interesses da organização hospitalar.


Publicado originalmente em HM Doctors
Acessado em 04/08/2016, 17:45 - Horário de Brasília.




 

domingo, 31 de agosto de 2014

A Qualidade da Saúde Suplementar no Brasil


OS NÚMEROS DO SETOR


Com base nas informações do Relatório de Qualificação das Operadoras - 2013 divulgado no website da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), até recentemente haviam em atividade no país cerca de 1.200 operadoras de planos de saúde atendendo à aproximadamente 63 milhões de beneficiários (32,5% da população brasileira, considerando o ano base).

Com um faturamento de R$ 83.4 Bilhões no período segundo o SINDHOSP, a concorrência começou a tornar-se cada vez mais acirrada, mesmo para um segmento regulamentado, onde a Qualidade tem sido um diferencial no bom desempenho financeiro das OPS (Operadoras de Planos de Saúde)e  na conquista por novos beneficiários. Ainda segundo o Relatório de Qualificação das Operadoras - 2013, da ANS, pouco mais de 60% das OPS encontram-se nas duas melhores faixas do índice que varia de 0 a 1, enquanto que aproximadamente 75% dos beneficiários brasileiros são clientes destas OPS.

Se prestarmos atenção aos números, podemos perceber que, diferentemente do passado quando a renda era menor e as opções no mercado eram poucas, hoje o brasileiro leva em conta o nível de qualidade oferecida pela operadora ao contratar o seu plano de saúde.


PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DA SAÚDE SUPLEMENTAR


A ANS instituiu em 2006 o Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, que divulga o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar – IDSS das operadoras de planos de saúde, calculado a partir de indicadores definidos pela própria Agência, agregados em quatro dimensões, sendo que cada uma possui um peso diferente na formação do índice:
  •   40% para a dimensão Atenção à Saúde,
  •   20% para a dimensão Econômico-financeira,
  •   20% para a dimensão Estrutura e Operação e
  •   20% para a dimensão Satisfação do Beneficiário.

É possível consultar os resultados medidos destes índices através do site da ANS, neste link, permitindo não só ao atual beneficiário atual acompanhar o desempenho de sua operadora, como também comparar com outras, além de servir de subsídio para novos clientes na tomada de decisão ao contratar uma nova OPS.

Após alguns anos avaliando este índice, alguns fatores ficaram evidentes, como por exemplo, uma diminuição no número de operadoras ativas, avaliadas pela Qualificação das Operadoras, e um aumento no número de beneficiários. Cada vez menos OPS estava preparada para alcançar e/ou manter seus índices positivos e cada vez mais a população brasileira encarava a saúde suplementar como fator de investimento em seu orçamento doméstico, uma vez que os recursos públicos, tal como administrados, não garantem um atendimento de qualidade na rede pública de saúde, o SUS.


PROGRAMA DE ACREDITAÇÃO DE OPERADORAS DE PLANOS DE SAÚDE


É então instituído em 2011 pela ANS o Programa de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde, através de sua Resolução nº 277 de 04/11/2011. Inspirado em modelos internacionais, o objetivo do programa é aumentar a qualidade da prestação dos serviços por meio de critérios de avaliação que possibilitam a identificação e solução de problemas por parte das operadoras de planos de saúde com mais consistência, segurança e agilidade. Quanto mais eficiente for a operadora, tanto em aspectos de gestão quanto no atendimento e na satisfação dos consumidores, melhor poderá ser percebida a qualidade dos serviços prestados. Ou seja, além de incentivar a busca pela eficiência, a norma busca oferecer informação capaz de dar ao consumidor maior percepção em relação à qualidade de uma operadora de plano de saúde.

O Programa de Acreditação vai identificar e definir parâmetros de qualidade a serem utilizados pelas operadoras, mas sem qualquer caráter de obrigatoriedade. Para isso, já existem normas criadas pela ANS de cumprimento obrigatório. A finalidade é estimular a adoção das melhores práticas por parte das operadoras, desenvolvendo no mercado condições para o estabelecimento de uma competição qualitativa, incentivando a mudança do modelo tecnico-assistencial existente. Segundo Leandro Fonseca, então Diretor Adjunto de Normas e Habilitação das Operadoras, “a acreditação diminui algumas das imperfeições do mercado e permite que as operadoras conheçam melhor seu próprio negócio, identificando as soluções para os problemas com mais segurança e agilidade, além de possibilitar que os consumidores tenham uma melhor percepção das diferenças nos níveis de qualidade entre as operadoras”.

O Programa de Acreditação tem como objetivo certificar a qualidade assistencial das OPS, de acordo com avaliação feita por entidades de acreditação homologadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e obrigatoriamente habilitadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

A análise das empresas leva em conta diversos pontos para conceder a certidão, como a administração, a estrutura e a operação dos serviços de saúde oferecidos, o desempenho da rede de profissionais e de estabelecimentos de saúde conveniados e o nível de satisfação dos beneficiários.


NÍVEIS DE ACREDITAÇÃO


A certidão de acreditação pode ser conferida em 3 níveis:





METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO

 
A ANS-RN 277/2011 possui  um total de 147 itens a serem avaliados, distribuídos em 07 dimensões, da seguinte forma:

Dimensão 1 - Programa de Melhoria da Qualidade – PMQ: 11 itens (peso 1 na pontuação)

Dimensão 2 - Dinâmica da Qualidade e Desempenho da Rede Prestadora: 12 itens (peso 2 na pontuação)

Dimensão 3 - Sistemáticas de Gerenciamento das Ações dos Serviços de Saúde: 25 itens (peso 2 na pontuação)

Dimensão 4 - Satisfação dos Beneficiários: 09 itens (peso 2 na pontuação)

Dimensão 5 - Programas de Gerenciamento de Doenças e Promoção da Saúde: 51 itens (peso 1 na pontuação)

Dimensão 6 - Estrutura e Operação: 15 itens (peso 2 na pontuação)

Dimensão 7 - Gestão: 24 itens (peso 1 na pontuação)


Cada uma das dimensões deve, obrigatoriamente, obter pontuação mínima 70 para que seja concedida a Acreditação, mesmo que no total geral a nota mínima par o nível III tenha sido atingida.

Estas dimensões avaliam a organização, planejamento e a resposta das OPS à percepção de seu beneficiário através de um Programa de Melhoria da Qualidade (PMQ) o qual, entre outros fatores, prevê a participação de profissional médico no grupo gestor e a implantação de um sistema de gestão da qualidade.

Em correlação com outras duas resoluções da ANS, a RN 267/2011 (Programa de Divulgação da Qualificação de Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar) e a RN 275/2011 (Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar –QUALISS), o Programa de Melhoria da Qualidade também avalia os critérios de seleção e o monitoramento que a OPS realiza sobre sua rede prestadora, inclusive sobre a qualidade e a segurança no atendimento ao beneficiário.

A percepção da OPS sobre a satisfação do beneficiário, e sua resposta perante reclamações e solicitações dos mesmos, também tem papel de destaque na avaliação, que lança ainda um olhar aprofundado sobre a gestão da infraestrutura e das operações rotineiras, além de permear critérios de gestão e liderança.

Por fim, seguindo a atual tendência de que "prevenir é sempre melhor que remediar", o gerenciamento de Casos Complexos e Doenças Crônicas, bem como a Promoção à Saúde, avaliam os diversos programas oferecidos pelas OPS a fim de evitar internações médicas, custosas à OPS e sofridas ao beneficiário, através da prevenção para os beneficiários em grupos de risco e da melhoria da qualidade de vida de beneficiários com doenças crônicas ou casos complexos.


CONCLUSÃO


Observa-se, desta forma, que a Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde conforme a ANS - RN nº277/2011, de caráter voluntário, constitui importante ferramenta para manter e/o melhorar o desempenho nos indicadores do IDSS, estes sim, com edição e divulgação obrigatórias.

Desta forma, a Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde tem tudo para ser um programa que somará à sociedade brasileira em termos de confiança e ao mercado da saúde suplementar, como uma metodologia para aumentar o seu desempenho e manter-se dentro dos índices aceitáveis segundo a legislação atual. Os dois lados ganham com este programa que, até a publicação deste artigo, concedeu à 03 Operadoras de Planos de Saúde sua acreditação; para informações atualizadas, basta conferir este link. Estes números associados à um tempo de preparação/adequação médio de 01 a 02 anos das OPS para receber a acreditação, demonstram a robustez dos parâmetros avaliados pelo texto da ANS-RN 277/2011 aplicado conforme metodologia de auditoria do Inmetro.


Referências:



possui vivência de mais de dez anos implementando, coordenando e auditando Sistemas de Gestão da Qualidade e Ambiental.









Licença Creative Commons
A Qualidade da Saúde Suplementar no Brasil de Fábio Aparecido Alves de Carvalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

As Vantagens de usar o Marketing de Conteúdo na Saúde

Conteúdo é uma palavra que costuma ser sinônimo de coisas positivas e valiosas para quem lê e quer saber de algum assunto. Um livro é um bom exemplo de conteúdo, assim como pode ser uma revista, uma matéria em um blog, um infográfico e também uma vídeo-aula.
 
Em tempos de sobrecarga de informação, que corre a uma velocidade extraordinária graças as redes sociais na internet, e onde muitas informações sobre saúde são de duvidosa procedência, há uma oportunidade de implementar uma estratégia de marketing que leve conteúdo relevante para um determinado público alvo.
 
O que isso quer dizer exatamente? Simples, o marketing de conteúdo é um tipo de marketing onde o princípio mais importante não é vender um produto ou serviço, mas comunicar-se com seu público, é levar aos seus futuros clientes algo que realmente lhes interessa, como uma informação que eles queiram receber.
 
Vamos a um exemplo: uma clínica de reabilitação que no seu site, blog e fan page, oferece dicas sobre exercícios de prevenção para LER (Lesão por Esforço Repetitivo), ou informação para as empresas evitarem acidentes de trabalho.
 
Agora você estará se perguntando, mas por que dar dicas para evitar exatamente aquilo com que essa empresa ganha? A resposta é: pela confiança, credibilidade, preocupação, humanização, responsabilidade social e outras virtudes que essa empresa de saúde passa para as pessoas, criando o reconhecimento, autoridade e fortalecimento da sua marca no mercado.
 
A gama de benefícios que isso traz é enorme, e o cliente-paciente se sente valorizado e protegido, pois um hospital ou um centro de medicina diagnóstica podem educar e fidelizar seu público alvo de maneira formidável, enfocando a importância da medicina preventiva, esclarecendo tratamentos, exames, enfim, criando um elo de ligação estreitado pelo conteúdo que realmente interessa a quem o recebe.
 
Estudos apontam que gestores de marketing já observam esta estratégia de marketing como fundamental num futuro a curto prazo e muitos já o utilizam neste momento, saindo na frente no quesito relação empresa-cliente. Temos algumas estatísticas:
 
  • 78% dos diretores de marketing acreditam que conteúdo personalizado é o futuro do marketing;
  • 91% das empresas B2B e 86% das empresas B2C, em outros setores, utilizam marketing de conteúdo;
  • 93% das experiências online de compra, começam com uma ferramenta de busca.
 
Como o marketing em saúde por si só deve ser pautado pela ética, a principal finalidade quando se divulga conteúdo em saúde é informar e educar o cliente, podendo funcionar também como um complemento à assistência profissional, interagindo com os pacientes mais receptivos, para descobrir as necessidades e seus interesses.
 
O diferencial deste tipo de ação está em criar e estreitar um relacionamento, preferencialmente através da internet, de forma que o cliente lembre, confie, procure, e o encontre, quando precisar dos seus serviços. Daí cabe a sua instituição de saúde divulgar aquilo que ela tem de mais nobre, seu compromisso com a saúde das pessoas.
 
E o melhor de tudo, é que o marketing de conteúdo não se restringe a hospitais ou laboratórios, toda clínica médica, odontológica, home care, drogarias e até mesmo os próprios profissionais de saúde, podem aplicar esse conceito mercadológico em seu nicho de mercado.
 
Outro ponto favorável desta estratégia é o baixo investimento, ao contrário de campanhas publicitárias e anúncios, onde a verba sempre é alta, blogs, redes sociais como o Facebook, LinkedIn e também o Google são ferramentas extraordinárias e gratuitas para divulgar conteúdo.
 
Além do mais, já existem estudos apontando uma certa rejeição aos anúncios publicitários por parte dos consumidores, sobretudo aqueles mais jovens plugados diariamente no mundo virtual.
 
Tudo isso tem forçado os profissionais de marketing a inovarem e com isso buscarem novas formas para conquistar seus clientes de uma forma diferente, ou seja, não pela ânsia de vender algo, mas sim pela preocupação em lhes oferecer aquilo que pode ser mais propício no momento, gerando como consequência uma empatia do cliente perante a instituição. É um elo onde os dois lados só têm a ganhar.
 
Tenha presente, que como toda estratégia, o marketing de conteúdo deve ser planejado, e leva tempo para que o público-alvo seja alcançado da maneira correta e enxergue exatamente o que a instituição quer transmitir, obtendo os resultados desejados.
 
Mas por favor, não vá por ai copiando e colando às informações dos outros, isso não é marketing de conteúdo, para que esta estratégia seja realmente favorável para a sua instituição ou para você mesmo, ela deve criar autoridade e para isso acontecer não basta ser competente, ela deve ser autêntica.
 
O mercado da saúde deve atentar-se cada vez mais ao marketing de conteúdo, pois ele transmite humanização e gera fidelização do cliente-paciente, fornecendo-lhe informações pertinentes e verdadeiras, onde os mesmos poderão compartilhar com mais pessoas, gerando assim uma grande cadeia de conscientização e solidariedade, levando sua marca.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Publicado originalmente em: HMDoctors
Acessado em 20/06/2014; 9:30 - Horário de Brasília



domingo, 1 de setembro de 2013

SEIS METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE

Você conhece as seis metas de segurança do paciente? Nunca ouviu falar?

Em 2005 a Organização Mundial de Saúde lançou Aliança Mundial para a Segurança do Paciente identificando seis áreas de maior problemática que pode colocor em risco o paciente, podendo assim promover as melhorias cabíveis na assistência.

Hoje alguns hospitais já passaram a desenvolver estratégia para implantar e trabalhar com as seis metas de segurança, criando com isso grupos multidisciplinares que trabalham em prol da melhoria na prática assistencial. Dentre estas metas estão:

  1. Identificação do Paciente – Identificar o Paciente Corretamente = Muitos são os relatos de problemas decorrentes de uma identificação dos pacientes como cirurgias em paciente errado, medicação administradado em paciente errado, hemocomponente transfundido em paciente errado, dentre outros. Para se ter uma garantia maior se identificamos corretamente o paciente, algumas instituições utilizam ao menos dois identificadores sendo que em sua maioria dos casos o nome completo do paciente e a data de nacimento, não sendo incomum as instituições utilizarem o número do prontuário (quando este é único e gerado automaticamente via sistema).
  2. Comunicação Efetiva – Melhorar a Comunicação entre os Profissionais de Saúde = Este é o grande e contínuo investimento em melhoria contínua, visto que os instrumentos de comunicação quando inefetivos podem colocar em risco os cuidados prestados. Pensem em ordens verbais, resultados críticos de exames ou mesmo prescrições de emergência. É fundamental que tudo o que seja definido, seja feito com segurança e que os registros sejam claros.
  3. Medicação de Alta Vigilância – Melhorar a Segurança nas Medicações de Alta Vigilância = Medicamento de alta vigilância poderá ser entendido como sendo aqueles potencialmente perigosos. Um dos creitérios para que se identifique isso é o limear tênue entre a dose terapêutica e a dose tóxica deixando sempre uma situação de alerta aos profissionais da assistencia. Importantíssimo a participação de profissionais farmacêuticos com relação a identificação destes medicamentos, bem como seus planos de diluições, tempos de infusão, dupla checage,etc…
  4. Intervenção Cirúrgica Correta – Assegurar que as Crurgias sejam feitas Crretamente e em Pcientes Corretos = Erros cirurgicos são muito comuns e como forma de prevenir ocorrência muitas instituições desenvolveram o Protocolo de Cirurgia Segura, onde contempla a marcação do sítio cirurgico, a avaliação pré anestésica e o checklist final (TIME OUT), dentre outros cuidados.
  5. Redução do Risco de Infecção – Estimasse que até 10% dos pacientes adquirem infecção hospitalar e que uma das maiores causas para esta ocorrência seria a higiene inadequada das mãos, algo primário considerado pela OMS.
  6. Lesão por Queda = Reduzir o Risco de Queda = Protocolo de segurança e prevenção em muitas instituições o Risco que Queda é algo que sempre concentraremos esforços para identificar e prevenir, onde alguns fatores como medicamentos podem contribuir. Grades de macas sempre levantadas para estes pacientes são medidas simples que previnem quedas.

Publicado originalmente em: Blog Segurança em Saúde
Acessado em: 01/09/2013 - 22:10, Horário de Brasília

  

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Resíduos de Serviços de Saúde

Por Renata Silva Côrtes



Os resíduos sólidos (lixo) são rejeitos resultantes das mais diversas atividades dos aglomerados urbanos – domésticas, industriais, agrícolas, serviços de saúde, entre outras. Os resíduos de serviços de saúde representam uma pequena parcela do lixo urbano coletado, mas necessitam de um gerenciamento adequado devido aos riscos que podem causar à saúde pública e ao meio ambiente.

O conceito de Resíduos de Serviços de Saúde – RSS é mais amplo do que o conhecido “lixo hospitalar”. A Resolução nº 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, de 2005 define esses resíduos como aqueles resultantes de atividades relacionadas com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos; importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, entre outros similares que, por suas características, necessitam de processos diferenciados em seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio à sua disposição final.

Verifica-se um aumento progressivo na taxa de geração de resíduos sólidos dos serviços de saúde em decorrência do uso crescente de materiais descartáveis e do aumento da complexidade da atenção médica. São geradas cerca de mil toneladas por dia de resíduos de saúde, no Brasil.

O destino do lixo proveniente dos serviços de saúde é ainda mais preocupante pois muitas vezes é lançado diretamente nos lixões, sem tratamento prévio como a esterilização dos resíduos infectantes, por exemplo, ou ainda, em alguns casos, é queimado, transformando-se em cinzas e lançando na atmosfera subprodutos como dioxinas e metais pesados. Destacam-se ainda os riscos de acidentes envolvendo os materiais perfuro-cortantes.

Com base nos problemas relatados é necessário elevar a qualidade da atenção dispensada ao assunto “resíduos sólidos dos serviços de saúde” em busca do conhecimento das fontes geradoras dos resíduos além de estimular a decisão por métodos de coleta, embalagem, transporte e destino adequados. O gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde tem por objetivo prevenir e reduzir os riscos à saúde humana e ao meio ambiente o que tem como consequência a redução dos custos com manejo, tratamento e disposição final dos resíduos.

Segundo as normas sanitárias, o lixo hospitalar deve ser rigorosamente separado e cada classe deve ter um tipo de coleta e destinação. De acordo com as normas, a separação dos resíduos deve ocorrer conforme um sistema de classificação que inclui:

1) Resíduos infectantes - lixo classe A, como resíduos com possível presença de agentes biológicos que podem apresentar risco de infecção (culturas, amostras contendo sangue ou líquidos corpóreos, peças anatômicas, carcaças, vísceras, filtros de ar e gases aspirados de área contaminada, recipientes que contem restos de amostras, bolsas transfusionais, órgãos, tecidos, fluidos orgânicos, restos de material de laboratório, seringas, agulhas, hemoderivados) entre outros);

2) Resíduos contendo substâncias químicas - classe B, que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de características como inflamabilidadde, corrosividade, reatividade e toxicidade (resíduos e insumos de produtos farmacêuticos controlados, quimioterápicos, antimicrobianos, resíduos de saneantes, resíduos contendo metais pesados, efluentes de processadores de imagem e outros produtos considerados perigosos pela NBR 10.004 da ABNT);

3) Resíduos - classe C – quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites especificados nas normas do CNEM (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista;

4) Resíduos – classe D, resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares e que pode ser subdividido em orgânico e reciclável (papel de uso sanitário, fralda, absorventes higiênicos, peças descartáveis de vestiário, sobras de alimentos, resíduos provenientes de áreas administrativas, resíduos de gesso);

5) Resíduos – classe E, que são os materiais perfurocortantes e escarificantes. Ademais, os estabelecimentos devem ter um responsável técnico, devidamente registrado em conselho profissional, para o gerenciamento de seus resíduos.

O gerenciamento de resíduos sólidos de serviços de saúde é um conjunto de ações desenvolvidas que visam o manejo adequado dos resíduos sólidos, nos aspectos intra e extra-estabelecimento: geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento, segurança ocupacional, disposição final. O 

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE – PGRSS 

baseia-se no princípio da não geração e da minimização da geração de resíduos.

Dentre as etapas previstas no estabelecimento de um PGRSS estão a caracterização dos aspectos ambientais envolvidos: listagem dos locais que geram resíduos sólidos, emissões gasosas, efluentes líquidos; descrição dos resíduos biológicos, químicos, radioativos e comuns gerados nas unidades; descrição das emissões gasosas geradas; descrição dos efluentes líquidos resultantes dos procedimentos realizados. Com base nestas informações obtém-se um diagnóstico inicial capaz de suportar o planejamento das ações a serem executadas com vistas ao manejo adequado dos resíduos.

Os resíduos dos serviços de saúde deverão ser adequadamente separados, identificados e acondicionados conforme as exigências legais referentes ao meio ambiente, à saúde e à limpeza urbana, e às normas da ABNT ou às normas e critérios internacionalmente aceitos:

• NBR 9.190/2000 – ABNT (Sacos plásticos para acondicionamento de lixo);
• NBR 7.500/1987:2000 – ABNT (Símbolos de riscos e manuseio para o transporte e armazenamento).

Os resíduos do Grupo A, B, C e E devem ser separados e acondicionados em sacos plásticos na cor branca leitosa, tipo II, consoante indicação da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, referência NBR 9.190, devidamente fechados e lacrados:


a) identificados em ambos os lados com as seguintes inscrições laterais, na cor laranja-avermelhado: Lixo Hospitalar – Substância /Resíduos Infectantes;


b) dispostos em contentores de polietileno de alta densidade nas cores preta, azul ou vermelha.

Observa-se que no processo de destinação as características originais dos resíduos devem ser preservadas, não se permitindo a abertura, rompimento ou transferência do conteúdo de uma embalagem para outra.

A coleta dos resíduos dos serviços de saúde poderá ser executada por terceiros devidamente licenciados pelo órgão de controle ambiental, em veículos de uso exclusivo, quando se tratar de resíduos dos Grupos A , B e E. Os veículos utilizados para coleta e transporte externo dos RSS devem atender às exigências legais e às normas da ABNT:

  • NBR 12.810/1993 – ABNT (Coleta de RSS);
  • NBR 14.652/2001 – ABNT (Coletor – transportador rodoviário de RSS).
  • Aplica-se o disposto na NBR 12.810 da ABNT ao pessoal contratado na execução das tarefas de coleta e transporte para resíduos dos Grupos A, B e E.


É obrigatório que os sistemas de tratamento e disposição final de resíduos de serviços de saúde estejam licenciados pelo órgão ambiental competente para fins de funcionamento. Além disso devem ser submetidos a monitoramento de acordo com parâmetros e periodicidade definidos no licenciamento ambiental.

Os resíduos dos Grupos A, B e E necessitam de tratamento prévio obrigatório antes de sua disposição final. Os resíduos do grupo C necessitam tratamento específico segundo as normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O tratamento prévio engloba processos e procedimentos que alterem as características físicas, químicas e biológicas dos resíduos e que conduzam à minimização do risco à saúde pública e à qualidade do meio ambiente.

As matérias primas utilizadas nos produtos de uso nos serviços médicos são de natureza virgem de muito valor, daí a importância de se avaliar a quantidade e a qualidade dos resíduos gerados de modo que o recolhimento e o descarte ocorram da forma mais adequada com vistas ao atendimento à política dos 3 Rs: reutilizar, reciclar e reduzir. É preciso colaborar para reduzir a poluição ambiental: gerando, incinerando e encaminhado para a coleta especial a menor quantidade possível de resíduos. Deve-se buscar o reprocessamento de resíduos cujas matérias primas possam ser reutilizadas sem riscos à saúde de pacientes e funcionários.

É importante considerar, de acordo com o disposto na Resolução Conama 358/2005, a necessidade de promover a substituição de materiais e de processos por alternativas de menor risco, a redução na fonte e a reciclagem, dentre outras alternativas.

A reciclagem reduz consideravelmente o volume de resíduos encaminhados para tratamento ou disposição final e é uma das etapas fundamentais no gerenciamento dos serviços de saúde.

Materiais que podem ser enviados para a reciclagem: papel, papelão, plásticos, vidros, panos, metais, latas, borracha, material de informática. Estes materiais devem ser armazenados em local apropriado (coleta seletiva) separadamente do lixo hospitalar. 




Ademais, novas tecnologias têm surgido tornando possível a reciclagem de outros materiais como seringas hospitalares, cuja agulha e plástico podem ser aproveitados após descontaminação e luvas cirúrgicas, cujo látex pode ser misturado com asfalto. Nos dois últimos casos é necessário estabelecer contato com as empresas específicas que tratam o material citado.

O Adequado gerenciamento dos resíduos de saúde tem por objetivo prevenir e reduzir os riscos à saúde humana e ao meio ambiente o que terá como consequência a redução dos custos com manejo, tratamento e disposição final dos resíduos.