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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Inmetro vai desenvolver sistema de certificação de produtos de defesa cibernética


Para incrementar os níveis de segurança cibernética de equipamentos e dispositivos importantes para a segurança e a defesa nacional, o Inmetro e o Exército Brasileiro estão trabalhando juntos no estabelecimento de um programa de avaliação de riscos e conformidade. A ideia é desenvolver metodologias e ensaios para avaliação de ativos de tecnologia da informação e comunicação, como roteadores, switches, firewalls, softwares de email, entre outros, a fim de mitigar a ocorrência de ataques cibernéticos.

Para implementação do projeto, chamado de Sistema Nacional de Certificação e Homologação de Produtos de Defesa Cibernética (SHCDCiber), foi assinado um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Inmetro e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, que possibilitará a contratação de bolsistas, aquisição de equipamentos, participação em eventos científicos, entre outras necessidades.

O instrumento tem prazo de 15 meses e a primeira reunião aconteceu no dia 5 de setembro, no campus de Xerém, envolvendo representantes do Inmetro, do Comando de Defesa Cibernética (Com D Ciber) do Exército e pesquisadores externos. A meta é que, ao fim deste período, esteja pronto um Programa de Avaliação da Conformidade (PAC) para ser usado pelas Forças Armadas.

Além disso, a ideia é que a parceria seja renovada, transformando-se em um projeto mais longo que possa levar, em médio prazo, ao uso voluntário do PAC em aplicações civis e, no longo prazo, ao estabelecimento de programas de avaliação da conformidade e de padrões de segurança voltados não só a equipamentos, mas a setores críticos como Energia, Comunicações ou Transportes. “Estamos começando um projeto que tem um forte viés de pesquisa, que vai gerar publicação de artigos e participação em congressos, mas que também poderá ter impacto muito grande na segurança do País”, falou Raphael Machado, chefe do Laboratório de Informática (Dimci/Dmtic/Lainf) e responsável do Inmetro pelo projeto.
Cerca de 30 pessoas, de diferentes instituições, estão envolvidas no desenvolvimento do SHCDCiber, sendo algumas dedicadas integralmente à iniciativa e outras que darão contribuições pontuais, em aspectos específicos. “Vejo com muita expectativa e satisfação o envolvimento de todos. Com a ajuda de vocês vamos chegar ao nível de segurança que o Exército precisa”, afirmou o major Edgard Honorato Cardoso Bernardo, gestor de projetos do Com D Ciber, durante a primeira reunião.

Para a execução do trabalho será necessário, entre outros passos, especificar requisitos de segurança para os dispositivos e sistemas e definir metodologias de auditoria que permitam atestar a competência de laboratórios na área de segurança. “Temos que definir quais conjuntos de requisitos que estão catalogados em bases internacionais fazem sentido para o cenário brasileiro. Além disso, é preciso fomentar o interesse dos laboratórios em se acreditarem neste escopo, oferecendo um arcabouço documental com orientações sobre o que precisa ser feito, para facilitar o trabalho”, explicou Raphael Machado.

A próxima reunião geral entre o grupo envolvido no projeto deverá acontecer em dezembro. Há, ainda, a intenção de realizar um treinamento para os futuros usuários do PAC (Forças armadas e reguladores) e para os laboratórios e desenvolvedores.


Fonte: Inmetro

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Padrões de internet sem fio serão renomeados



A instituição responsável pela certificação dos padrões de internet sem fio Wi-Fi Alliance anunciou mudanças nas nomenclaturas das suas tecnologias. 
  
Conforme o órgão, o padrão 802.11ax se chamará Wi-Fi 6, o 802.11ac será nomeado Wi-Fi 5 e o 802.11n mudará para Wi-Fi 4. 
  
Além dos nomes, a empresa modificou também os símbolos para representar cada um dos padrões. 
  
Edgar Figueroa, presidente e CEO da Wi-Fi Alliance, comentou que por quase duas décadas os usuários das redes sem fio tinham que adivinhar as convenções técnicas de nomes para determinar se seus dispositivos suportavam a mais recente tecnologia de Wi-Fi. Figueroa disse que as novas nomenclaturas serão mais fáceis para os consumidores identificarem. 
  
As novas nomenclaturas serão implementadas a partir do início de 2019, quando a instituição as incluirá no seu programa de certificação. 

Fonte: Fortune

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Termos e Definições: Recovery Point Objective (RPO) / Recovery Time Objective (RTO)



Recovery Point Objective – RPO: O período de tempo máximo desejado antes de uma falha ou desastre durante o qual as alterações feitas aos dados podem ser perdidos como processo de uma recuperação.

Recovery Time Objective – RTO: O período de tempo máximo desejado para trazer um ou mais aplicativos, juntamente com seus dados, a um estado corretamente operacional.

Na prática RPO pode ser definido como “quanto de informação é tolerável perder em caso de falha ou sinistro”, enquanto RTO pode ser definido como “quanto tempo leva para os sistemas voltarem ao normal após uma falha ou sinistro”.

Alguns segmentos de negócios precisam de total disponibilidade em qualquer circunstância, de forma que a meta “0” (zero) para RPO e RTO é aceitável, nestes casos. Empresas de Telecom, bancos e administradoras de cartão de crédito são exemplos deste tipo de segmentos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vale a pena migrar meu software de gestão de projetos para a nuvem?



Quando precisamos defender a contratação de um software de gestão de projetos na nuvem uma dúvida recorrente é: quais são os benefícios efetivos em optar por uma contratação de software como serviço (ou SaaS, em inglês)? E para quem já possui uma aplicação contratada dentro de sua infraestrutura, vale a economia de migrar para uma solução cloud mesmo tendo uma operação reduzida? Essas perguntas estão na cabeça de muitos gestores e gerentes de TI.
Preparamos esse artigo com os principais benefícios de utilizar cloud computing para te ajudar a descobrir definitivamente se vale a pena mudar seu software para a nuvem.

Redução de custos
O Cloud computing traz a tona um novo paradigma na área da tecnologia da informação. Companhias que antes compravam licenças de uso de software por equipamento, agora tem a opção de contratar esses recursos como serviços por usuário. A nuvem tornou viável o software como serviço, conhecido como SaaS (Software As A Service). Nesse sentido, empresas que antes gastavam com infraestrutura de hardware para hospedar programas e aplicativos, licenças de softwares que precisavam ser renovadas anualmente e dependiam da criação de uma equipe de suporte com funcionários especializados para gerir toda essa operação, agora podem contratar com tudo isso em um único serviço, permitindo que a organização possa focar apenas em seu core business.
Isso representa uma redução de custos em toda a área de TI. Já que a empresa prestadora de serviço se responsabiliza não apenas pela segurança dos dados, como também por atualizações e backups de rotina. Sendo assim, a nuvem – em primeiro lugar – representa um aumento significativo de produtividade.

Segurança
Outra grande vantagem da nuvem é o fato do seu software ficar distribuído em uma estrutura virtual, garantindo a integridade e segurança dos dados. Quando o software se encontra hospedado na nuvem, ele está utilizando recursos de diversos equipamentos, possuindo dados atualizados em tempo real. Um serviço em nuvem está disponível – ininterruptamente – 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso significa a redução dos riscos de quedas de energia, problemas no seu servidor ou até mesmo ataques de hackers.

Mobilidade
Um dos principais benefícios do cloud computing é a mobilidade que ele proporciona aos seus clientes. Isso significa, no caso da gestão de projetos, poder acessar seus projetos, seja no seu computador, seja no seu smartphone ou tablet. Independentemente da maturidade e da complexidade do projeto, ter acesso aos dados e informações de sua empresa no frontend significa um diferencial competitivo claro. Fato que simplifica não apenas a tomada de decisões, como também dá mais agilidade e vantagem competitiva para a empresa.

Essas são apenas algumas vantagens proporcionadas pelo cloud computing. Migrar seu software de gestão de projetos para a nuvem significa um ganho de mobilidade, que influencia diretamente na tomada de decisões, agilidade e segurança dos dados, sem falar na redução significativa de custos.



Thiago Reis é formado em Gestão Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida e possui MBA em Gerenciamento de Projetos, pela Universidade Veiga de Almeida.NaProject Builder é responsável pela gestão do Marketing e Estratégia. Linkedin | Twitter







Publicado originalmente em: Project Builder
Acessado em 24/10/2014, 8:25 - Horário de Brasília


terça-feira, 28 de maio de 2013

O CD morreu


(por Felipe Setlik)

Sabe o Photoshop? Agora é “a” Photoshop, pois a empresa passou a chama-la de ferramenta. Mas essa não é a grande mudança…

No dia 6 de maio, foi apresentada a nova versão dela e toda a linha de softwares da Adobe. Quem usa Photoshop gosta de lembrar das diferentes versões que eram lançadas em CD periodicamente (versão 5, versão 6…). Pois é, isto acabou.

O novo modelo de negócio da empresa é o software como serviço (conhecido pela sigla SaaS, em inglês), no qual os clientes pagam uma mensalidade e sempre terão acesso à versão mais nova da ferramenta. Isso só é possível agora que a Internet atingiu um nível de maturidade que dispensou os CDs de instalação e servidores internos.

Lançamento da nova estratégia da Adobe, no dia 6, com foco na Internet.

Não se trata exatamente de um pioneirismo. Os populares Word, Excel e PowerPoint já são vendidos pela Microsoft dessa forma, com pagamentos mensais, total integração com a Internet e versões sempre atualizadas. A própria Qualyteam já nasceu neste formato.

O CD está morrendo aos poucos, como já previa Steve Jobs quando lançou um notebook sem entrada para CD em 2008, o MacBook Air. Agora a ferramenta Photoshop é baixada pela Internet e arquivos criados nela também podem ser salvos na web e editados em equipe, em diferentes computadores, tablets e smartphones que estiverem online.

Uma pesquisa da Accenture mostrou que a maioria dos gestores de TI está investindo de 30 a 40% do orçamento em mobilidade nesse ano. A Internet deixou de ser um aglomerado de sites, um antro de hackers, fonte de notícias e besteirol. Os softwares estão migrando para a web. A Internet agora é uma ferramenta de comunicação, trabalho e portabilidade, e o CD já pode ser descartado.

__________________
Felipe Setlik – Especialista em Design Estratégico pela UFSC e designer na Qualyteam.

Publicado originalmente em: Blog Qualidade Simples
Acessado em 28/05/2013 - 14:20, Horário de Brasília




sábado, 4 de maio de 2013

Como editar uma apresentação do PowerPoint em duas janelas


O PowerPoint 2007 e superior possui um recurso muito interessante que permite que você abrir o mesmo documento em outra janela.  Utilize este recurso para abrir uma nova janela com o mesmo documento.  Para poder usar este recurso você precisa acessar o menu View (Exibição) na barra de tarefas e depois clicar em New Window (Nova Janela).


Este é um recurso muito poderoso e interessante, onde você faz a edição de uma apresentação em uma janela e pode vê-lo na outra janela. Se você tem um outro monitor, você pode mover a segunda janela monitor secundário e editá-lo, podendo acompanhar tudo sem precisar sair da edição e tendo a oportunidade de observar como ficou.
Se você fechar a uma das janelas, retornará ao padrão normal. Você pode criar quantas janelas adicionais que você desejar.

Use o segundo documento para reproduzir a apresentação de slides do PowerPoint



Neste exemplo, vamos utilizar o botão Nova Janela para abrir uma janela secundária da mesma apresentação . pptx .  Como você pode ver, à direita mostra a reprodução no formato slideshow e a apresentação normal à editar à esquerda.  Para tornar isso possível, você terá de configurar a sua apresentação através da configuração de slides na barra de tarefas:

Este sistema é muito utilizado quando o apresentador deseja ter o domínio das ações durante a apresentação, sendo também muito útil para apresentações via webinar.
Espero que tenham gostado!

Publicado originalmente em: R2Criative
Acessado em: 28/04/2013; 20:50 - Horário de Brasília


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ngram apresenta a evolução (e involução), nos últimos 50 anos, das seguintes disciplinas e abordagens: Quality Control (Controle da Qualidade), Quality Assurance (Garantia da Qualidade), Quality Management (Gestão da Qualidade) e Risk Management (Gestão de Riscos).

Atenção profissionais da Qualidade: coloquem as barbas de molho!

O Ngram (*) abaixo que criamos apresenta a evolução (e involução), nos últimos 50 anos, das seguintes disciplinas e abordagens: Quality Control (Controle da Qualidade), Quality Assurance (Garantia da Qualidade), Quality Management (Gestão da Qualidade) e Risk Management (Gestão de Riscos).
O Ngram é autoexplicativo: mostra claramente a evolução da Gestão de Riscos e a involução da Qualidade...
Sem falar que o Ngram ainda não capturou a influência da ISO 31000:2009 no consistente processo evolutivo da Gestão de Riscos...

Clique na figura para melhor visualizá-la.



Isto é mind-blowing !!!

PS: venha discutir essas tendências e o futuro da Qualidade e da Gestão de Riscos no nosso Grupo SUCESSO SUSTENTADO no LinkedIn.
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(*) O Google Labs, inovadora seção de aplicativos protótipos do Google, lançou no final de 2010 o "Google Books Ngram Viewer", uma ferramenta que está se tornando uma grande aliada de pesquisadores, professores e estudantes. O "Books Ngram Viewer" utiliza o banco de dados do "Google Books" (sistema de livros digitalizado online para consulta gratuita) para contar quantas vezes um mesmo nome, frase, termo, expressão ou conceito foi utilizado entre 1800 e 2008. Assim, é possível saber a trajetória de uma palavra ao longo de dois séculos de cultura escrita e descobrir um pouco mais sobre as tendências culturais, políticas e sociais de nosso tempo. Saiba mais aqui.
Publicado originalmente em: Blog QSP - Gestão de Riscos
Acessado em: 01/04/2013 - 15:00 Horário de Brasília

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pensamento

"SCRUM não é 'bala de prata'!
Não resolve todos os problemas de uma só vez, mas permite errar cedo para aprender cedo!"

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Computação em Nuvem: Seis Princípios Eficazes

A mudança crescente para a computação em nuvem, pode agregar valor significativo, mas a maioria das empresas possui pouco conhecimento sobre os perigos da transferência de tomada de decisões em relação a TI, estando longe de especialistas em tecnologia para os líderes das unidades de negócios.
Eliminando a parte de supervisão e governança das decisões de computação em nuvem, há a grande possibilidade de criar um risco significativo para as organizações, efetivamente minando os benefícios da mudança para a nuvem e, ao mesmo tempo, criando sérios problemas para as organizações. Somente através de uma boa administração e gestão de cloud computing, é possível atingir o seu potencial para as organizações.
Entretanto, no intuito de ajudar as empresas a gerenciar os pontos de pressão potenciais, que começam a vir à tona quando as estratégias de computação em nuvem apresentam divergências internas, desde serviços de TI ou tradicionais arranjos terceirizados, a ISACA delineou seis princípios-chave de computação em nuvem:
- O princípio da habilitação: nesse cenário, existe um plano para a computação em nuvem como um agente facilitador estratégico, ao invés de um acordo de subcontratação ou plataforma técnica.
- O princípio do custo / benefício: avaliar os benefícios da aquisição de serviços de nuvem com base em uma compreensão completa dos custos de nuvem, em comparação com os custos de outras soluções de tecnologia de negócios da plataforma.
- O princípio de risco da empresa: isso envolve um grande risco de gerenciamento empresarial (ERM) para a adoção e o uso de serviços de cloud computing.
- O princípio da capacidade: está enfatizando a capacidade de extensão total de recursos que os provedores de nuvem oferecem, com recursos internos para fornecer um suporte técnico e entregar uma abrangente solução.
- O princípio responsabilidade: gerenciar responsabilidades, definindo claramente todas as responsabilidades internas e funções relacionadas ao provedor.
- O princípio confiança: é necessário que haja extrema confiança em uma parte essencial de soluções de cloud computing; isso é o ponto de partida para a construção da confiança em todos os processos de negócios que dependem de computação em nuvem.
“Cloud Computing” representa uma oportunidade única para as empresas, e é particularmente um divisor de águas para as pequenas e médias empresas, porque a sua disponibilidade significa que infra-estrutura de tecnologia não é o diferenciador do mercado da mesma forma que foi no passado “, disse Ramsés Gallego, CISM, CGEIT, membro da ISACA e do Comitê de Práticas e Estratégias de Segurança para a Quest Software. “Estes princípios irão permitir às empresas, conhecer o valor que a nuvem pode proporcionar e garantir que os usuários internos e externos confiem em soluções de cloud computing.
Fonte: Site Under-Linux
Publicado originalmente em: QiNetwork

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O pai da Web e um dos pais do Google dizem que controle da Internet é assustador



Duas das mais importantes figuras mundiais ligadas ao desenvolvimento da Internet nas últimas décadas - Tim Berners-Lee e Sergey Brin - defendem que as tentativas de controlo e censura da Web que se têm multiplicado um pouco por todo o mundo são “perigosas” e “assustadoras”.


 Tim Berners-Lee defende que a vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” (Philippe Desmazes/AFP)

Ambos os especialistas em Internet falaram recentemente ao diário “The Guardian”, num especial que este jornal britânico está a conduzir acerca da batalha pelo controlo da Internet a que se tem assistido em todo o mundo e que está a ser protagonizado por governos, empresas, estrategas militares, activistas e hackers. 


Se em países como a China, a Arábia Saudita e o Irão as censuras à actividade dos utilizadores são explícitas e constantes, nos EUA e no Reino Unido a censura também tem começado a anunciar-se, embora de outras formas. Na América foi a vez de a Administração Obama ter apresentado duas propostas de lei, a SOPA (Stop Online Piracy Act) e a PIPA (Protect IP Act), que têm como alvo impedir o acesso a sites que violam os direitos de autor mas que, potencialmente, ameaçam sites inócuos com conteúdos gerados pelos próprios utilizadores, podendo em última análise ser uma ameaça à liberdade de expressão e à inovação.


Paralelamente, está em marcha nos EUA a CISPA (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act), que, caso venha a ser aprovada (a votação decorre na próxima semana), daria ao governo norte-americano opções e recursos adicionais para garantir a segurança das redes contra ataques e reforçar a luta contra a violação dos direitos de copyright.


No Reino Unido, a actual polémica prende-se com a anunciada legislação com vista à monitorização em tempo real de toda a actividade online – o que inclui emails, navegação em sites, blogues e redes sociais.


Rapidamente os detractores desta anunciada lei fizeram saber que o combate ao crime e ao terrorismo está a converter-se em invasão de privacidade. Esta teoria foi agora apoiada pelo homem que é considerado o “pai” da Internet tal como a conhecemos hoje, Sir Tim Berners-Lee. 


“Destruição dos direitos humanos”, diz Berners-Lee 


Tim Berners-Lee, considerado o fundador da World Wide Web e cuja função actual é precisamente aconselhar o governo britânico sobre a forma de tornar os dados públicos mais acessíveis aos cidadãos, veio dizer em entrevista ao “The Guardian” que a extensão dos poderes de vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” e que irá tornar vulnerável a uma eventual exposição pública uma grande quantidade de informação íntima. 


“Se passar a ser possível monitorizar a actividade de Internet, a quantidade de controlo que se passa a ter sobre as pessoas é incrível. Fica-se a conhecer cada pormenor... De certa forma fica-se a conhecer pormenores mais íntimos sobre a vida de alguém do que as pessoas com quem esse alguém fala todos os dias, porque muitas vezes as pessoas confiam na Internet quando procuram informações em sites médicos... ou por exemplo quando um adolescente procura na Internet informações sobre homossexualidade...”, descreve o engenheiro informático.


“A ideia de que, rotineiramente, devemos guardar informação acerca de pessoas é obviamente muito perigosa. Isso significa que passará a informação que poderá ser roubada, adquirida através de funcionários corruptos ou operadoras corruptas e usada, por exemplo, para chantagear pessoas do governo ou do Exército. Arriscamo-nos a que haja abusos se armazenarmos estas informações”, alertou o especialista.


Tim Berners-Lee considerou ainda que, se o governo considera ser essencial armazenar todo o tipo de informações sensíveis acerca dos seus cidadãos, então é necessário criar um “organismo fortemente independente”, que averiguaria - de forma isenta - se as informações recolhidas são ou não válidas em termos de ameaça à segurança nacional.


Porém, tal como está neste momento, a legislação “deve ser travada”, disse claramente Berners-Lee ao “The Guardian”.
Esta oposição aberta à legislação por parte de uma figura com tanto peso como Berners-Lee está com certeza a criar “dores de cabeça” à ministra britânica do Interior, Theresa May, que já fez saber que as medidas vão mesmo avançar no próximo mês, após o discurso da rainha, agendado para 9 de Maio.”É assustador”, diz Brin


Tal como Berners-Lee, também Sergey Brin - um dos fundadores do Google - é um defensor de uma “Internet aberta” e um crítico de todos aqueles que tentam atacar esses princípios de abertura.


Na entrevista ao “The Guardian”, Brin alertou para o facto de haver “forças muito poderosas que se arregimentaram contra a Internet aberta, em todas as frentes e em todo o mundo”. “Estou agora mais preocupado que nunca. É assustador”, reforçou.


Na sua opinião, a ameaça à liberdade da Internet deriva de uma combinação de governos que, cada vez mais, tentam controlar a comunicação dos seus cidadãos, da indústria de entretenimento, que tenta acabar com a pirataria, e do crescimento de “jardins murados restritivos” como o Facebook e as aplicações da Apple, que controlam de forma muito apertada o software lançado nas suas plataformas.


O bilionário de 38 anos - cuja família fugiu do anti-semitismo que reinava na antiga União Soviética - é considerado a força motriz por detrás da saída do Google da China, em 2010, por causa das generalizadas tentativas de controlo e censura por parte do regime de Pequim e também por causa dos constantes ciberataques. 


Há cinco anos, Brin disse não acreditar que a China ou qualquer outro país pudesse restringir, efectivamente, a Internet, mas o criador do Google indica agora que já percebeu que estava enganado: “Achei que não havia maneira de pôr o génio outra vez dentro da garrafa, mas agora parece - em algumas áreas - que o génio já foi posto dentro da garrafa!”.


Para além de se preocupar com a censura à Internet em países como a China, Arábia Saudita e Irão, o criador do Google mostrou-se igualmente preocupado com a situação nos EUA, reconhecendo que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de informação delas próprias que neste momento já está nas mãos das autoridades uma vez que está armazenada em servidores do Google.


Brin esclareceu que a sua empresa é forçada, periodicamente, a fornecer dados dos seus utilizadores às autoridades e, algumas vezes, é mesmo proibida - por meios legais - de notificar os seus utilizadores que o fez. “Lutamos muito contra isto e conseguimos muitas vezes não obedecer a estes pedidos. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para proteger os dados. Se pudéssemos (...) não estar sujeitos às leis norte-americanas, isso seria óptimo. Se pudéssemos estar numa jurisdição mágica na qual todas as pessoas do mundo confiassem, isso seria óptimo... Estamos a fazer isso o melhor possível”, disse.


Brin alertou ainda para a forma fechada de operar das plataformas Apple e do Facebook, que na sua opinião dividem a Web. “Por exemplo, toda a informação contida nas aplicações - essa informação não é ‘rastreável’. Não é possível fazer buscas por ela”.


Brin indicou ainda que ele e o seu companheiro de criação do Google, Larry Page, não teriam hoje sido capazes de criar o gigante tecnológico que fundaram em 1998 se a Internet já estivesse dominada pelo Facebook. “Temos que jogar de acordo com as regras deles, que são realmente restritivas. O tipo de ambiente em que desenvolvemos o Google - e a razão pela qual conseguimos desenvolver um motor de busca - era muito aberto. A partir do momento em que há demasiadas regras, isso reprime a inovação”.
Pode-se argumentar que Brin terá palavras duras contra o Facebook porque este site se tornou rapidamente num gigante mundial - com cerca de 850 milhões de utilizadores activos em todo o mundo - e num poderoso rival do Google em vésperas de se estrear na bolsa.Mas Berners-Lee também há muito que vem alertando para o perigo da dominância da Internet por “silos” como o Facebook e as aplicações fechadas da Apple. Já em 2010 Berners-Lee tinha chamado a atenção para este problema, permanecendo actualmente preocupado com a criação de “fortes monopólios”. Berners-Lee acredita, porém, que é improvável que gigantes como o Facebook possam gozar do seu império indefinidamente. “(...) As coisas estão em mudança contínua, por isso é muito difícil dizer (...) como é que isto vai estar daqui a uns meses”.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Você Não É um Aplicativo!


O livro GADGET – Você não é um aplicativo!, de Jaron Lanier, parte do pressuposto de que a glorificação de mantras – como colaboração online, informação livre e sabedoria das multidões – têm ofuscado a criatividade individual e o livre-arbítrio.

A partir disso, o autor foca as críticas nas plataformas de redes sociais. Com a autoridade de ser um dos visionários pioneiros da web, Lanier afirma que as atuais redes sociais são impessoais e incentivam as pessoas a criar presenças online padronizadas. Reflexos de como as pessoas se diminuem para poder utilizar um serviço de internet, enquanto que, contrariamente, os serviços de internet que deveriam se adaptar ao usuário.

Lanier também nos mostra como a paranoia antigoverno dos anos 1960 influenciou o design do mundo on-line e permitiu a agressividade e a trivialização do discurso on-line; como o compartilhamento de arquivos está matando a classe média artística; como uma crença em um “arrebatamento” tecnológico motiva alguns dos tecnólogos mais influentes do mundo; e por que uma nova tecnologia humanista é necessária.

GADGET – Você não é um aplicativo! nos  mostra o quanto alguns mantras sagrados da web viraram lugar comum. Esses mantras, segundo o pesquisador, estão nos negócios do Vale do Silício, no meio acadêmico e no foco da cobertura da imprensa de tecnologia. A tendência é que esse tipo de pensamento fique igual à noção de arquivos, tão incrustada em nossa sociedade que não teremos capacidade de pensar em outros caminhos possíveis.

O livro representa uma defesa dos seres humanos por um autor mais do que qualificado a discorrer sobre como a tecnologia interage com a nossa cultura. Lanier sugere que continuemos a utilizar a Internet, porém centrado nas pessoas e não nas tecnologias.

Sobre o autor:
Jaron Lanier é conhecido como o pai da tecnologia da realidade virtual e tem trabalhado na interface entre a ciência da computação e a medicina, a física e a neurociência. É cientista da computação, compositor, artista visual e autor.

domingo, 18 de setembro de 2011

Pense duas vezes antes de publicar algo nas redes sociais

Empresas precisam elaborar política clara sobre o comportamento online de seus funcionários. Estes, por sua vez, devem pensar duas vezes antes tuitar.



Por: 

Michael Gartenberg/Computerworld/US

Publicada em 15 de setembro de 2011 às 07h11



As empresas têm convivido com o desafio das redes sociais há anos. No passado, discuti quais seriam as vantagens e armadilhas no uso de blog e mensagens instantâneas durante a jornada de trabalho. A conclusão era de que, de uma forma ou de outra, a questão teria de ser enfrentada, jamais evitada.

Qualquer companhia que não tenha levado o assunto em consideração, a partir da elaboração de políticas claras sobre como os funcionários devem agir, está bastante atrasada. Com a ascensão de portais como Facebook e Twitter, a interação social ficou ainda mais dinâmica, de modo que a atenção sobre elas também precisa ser.

A única preocupação não deve recair sobre a produtividade. O uso imprudente desses sites abre portas para pragas digitais e mesmo processos judiciais. Essas consequências, naturalmente, não são ignoradas pelas corporações, e, sendo assim, muitas delas estão tentando bloquear as redes sociais no ambiente de trabalho. Bem... boa sorte a elas.

A censura imposta ao comportamento online de funcionário vem de longa data: filtros para impedir o acesso a portais de conteúdo adulto ou de games existem desde sempre. A tecnologia, porém, avança, e os métodos não são mais tão eficazes quanto costumavam ser.

Para começo de conversa, a maioria dos usuários carrega consigo dispositivos móveis – de notebooks a tablets e smartphones. Se impedidos de acessarem o Facebook no computador da empresa, não pensarão duas vezes em pegar o celular. As possibilidades são numerosas e afetam empregados, administradores e diretores.

Use com moderação
O que todos eles precisam entender é que compartilhar opiniões inapropriadas pela rede não é uma opção segura. Pelo contrário, elas poderão ser usadas como justificativa para uma punição ou demissão, mesmo que a mensagem tenha sido enviada a uma conta, supostamente, pessoal. Episódios do tipo têm sido cada vez mais frequentes.

Aqui vai um exercício divertido: procure no Facebook ou no Twitter por algo como “meu chefe é estúpido”. Ficará surpreso com a quantidade de resultados. É importante lembrar que o que vai para a Internet fica para sempre – até que algo seja feito para apagar o conteúdo. É comum que uma atualização restrita, digamos, a amigos, chegue a muitas outras pessoas. O microblogging, sem dúvida, potencializou a incidência desse problema.

Aos administradores de TI e líderes de empresa, cabe encontrar uma alternativa ao bloqueio das redes sociais. No caso, a resposta não está na tecnologia, mas na educação. Banir portais populares, além de ser uma medida pouco efetiva, aumenta a probabilidade de que algo prejudicial seja compartilhado durante o tempo livre do funcionário.

Por isso, é essencial para as empresas a elaboração de políticas claras – além da divulgação delas – a fim de mostrar aos usuários a repercussão que seu comportamento online pode tomar. Claro, também seria útil se os usuários compreendessem que nem todo pensamento repentino merece ser compartilhado com milhares de internautas.