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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

UX Design e UI Design

Design de experiência do usuário (UX) e de interface do usuário (UI) são dois termos frequentemente empregados de maneira intercambiável, o que pode levar a uma certa confusão. Embora ambos sejam aspectos essenciais do web design, eles representam coisas diferentes.


UX Design é a área que une negócios, tecnologia e foco em usuários para desenvolver produtos digitais que forneçam soluções para demandas específicas.

Essa experiência não se restringe apenas à jornada em produtos digitais. Ela considera negócios, tecnologia e pessoas.

O termo “experiência do usuário” foi utilizado pela primeira vez em 1993 por Don Norman, um especialista em ciência cognitiva, que, após juntar-se à Apple, criou a expressão para aprimorar o design industrial dos produtos da empresa, permitindo que os usuários configurassem e usassem os computadores mais facilmente.

UX design representa um conceito amplo, com inúmeras dimensões, no qual o objetivo é criar uma experiência de uso intuitiva e agradável para um produto ou serviço.

Já o UI design foca mais na linguagem visual e nos elementos interativos de um produto, como as cores, os leiautes, as animações, os botões e as fontes.

Desta forma, se pode dizer que enquanto a UX design configura o caminho à ser percorrido pelo usuário, da forma mais intuitiva e agradável possível tendo em conta as expectativas do usuário, a UI design cuida de formatar este caminho para ser visual e cognitivamente mais confortável aos sentidos deste usuário.

domingo, 9 de junho de 2019

A Indústria 4.0

As 3 primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação, elevando a renda dos trabalhadores e fazendo da competição tecnológica o cerne do desenvolvimento econômico. A quarta revolução industrial, que terá um impacto mais profundo e exponencial, se caracteriza, por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico.


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As principais tecnologias que permitem a fusão dos mundos físico, digital e biológico são a Manufatura Aditiva, a IA, a IoT, a Biologia Sintética e os Sistemas Ciber Físicos (CPS).


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Manufatura aditiva é o termo genérico que é usado para descrever o processo de manufatura através do qual operam diversas ferramentas como o que ficou conhecido como “impressora 3D”.
Trata-se de um processo mecânico no qual diversas camadas de material são progressivamente sobrepostas uma à outra com o objetivo de formar um objeto, geralmente tendo como base um modelo digital.



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Inteligência artificial (por vezes mencionada pela sigla em português IA ou pela sigla em inglês AI - artificial intelligence) é a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software, além de também ser um campo de estudo acadêmico. Os principais pesquisadores e livros didáticos definem o campo como "o estudo e projeto de agentes inteligentes", onde um agente inteligente é um sistema que percebe seu ambiente e toma atitudes que maximizam suas chances de sucesso. Andreas Kaplan e Michael Haenlein definem a inteligência artificial como “uma capacidade do sistema para interpretar corretamente dados externos, aprender a partir desses dados e utilizar essas aprendizagens para atingir objetivos e tarefas específicos através de adaptação flexível”.




Internet das Coisas é o modo como os objetos físicos estão conectados e se comunicando entre si e com o usuário, através de sensores inteligentes e softwares que transmitem dados para uma rede. Como se fosse um grande sistema nervoso que possibilita a troca de informações entre dois ou mais pontos.
O resultado disso é um planeta mais inteligente e responsivo.

Desde um relógio ou uma geladeira, até carros, máquinas, computadores e smartphones. Qualquer utensílio que se consiga imaginar pode, teoricamente, entrar para o mundo da Internet das Coisas; Eles conversam entre si para nos dar mais conforto, produtividade, informação e praticidade em geral, e seus usos podem abranger monitoramento de saúde, fornecimento de informação em tempo real sobre o trânsito da cidade ou o número de vagas disponíveis em um estacionamento e em que direção elas estão, até recomendação de atividades, lembretes, ou conteúdo em seus dispositivos conectados.




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A Biologia Sintética, em franca expansão nos dias de hoje, consiste no uso de bioinformática e técnicas de engenharia genética e bioquímica com o objetivo de desenhar circuitos biológicos modulares, por meio do redirecionamento ou construção de novas rotas metabólicas e a criação de organismos artificiais, visando maximizar o seu funcionamento. Não se trata de uma técnica específica, mas de um conceito que pode utilizar diferentes abordagens de edição genômica para alcançar a meta final. 



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Um sistema ciber-físico (cyber-physical system - CPS) é um sistema composto por elementos computacionais colaborativos com o intuito de controlar entidades físicas. A geração anterior à dos sistemas ciber-físicos é geralmente conhecida como sistemas embarcados, e encontraram aplicações em áreas diversas, tais como aeroespacial, automotiva, processos químicos, infraestrutura civil, energia, saúde, manufatura, transporte, entretenimento, e aplicações voltadas ao consumidor. Sistemas embarcados, no entanto, tendem a focar mais nos elementos computacionais, enquanto que sistemas ciber-físicos enfatizam o papel das ligações entre os elementos computacionais e elementos físicos.




IMPACTO

Os impactos da Indústria 4.0 sobre a produtividade, a redução de custos, o controle sobre o processo produtivo, a customização da produção, dentre outros, apontam para uma transformação profunda nas plantas fabris.

Segundo levantamento da ABDI, a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano.

Essa economia envolve ganhos de eficiência, redução nos custos de manutenção de máquinas e consumo de energia.



Referências acessadas em 09/06/2019 às 13:56:
http://www.industria40.gov.br
https://pt.wikipedia.org
https://www.youtube.com
https://www.proof.com.br
https://www.embrapa.br
https://medium.com


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Padrões de internet sem fio serão renomeados



A instituição responsável pela certificação dos padrões de internet sem fio Wi-Fi Alliance anunciou mudanças nas nomenclaturas das suas tecnologias. 
  
Conforme o órgão, o padrão 802.11ax se chamará Wi-Fi 6, o 802.11ac será nomeado Wi-Fi 5 e o 802.11n mudará para Wi-Fi 4. 
  
Além dos nomes, a empresa modificou também os símbolos para representar cada um dos padrões. 
  
Edgar Figueroa, presidente e CEO da Wi-Fi Alliance, comentou que por quase duas décadas os usuários das redes sem fio tinham que adivinhar as convenções técnicas de nomes para determinar se seus dispositivos suportavam a mais recente tecnologia de Wi-Fi. Figueroa disse que as novas nomenclaturas serão mais fáceis para os consumidores identificarem. 
  
As novas nomenclaturas serão implementadas a partir do início de 2019, quando a instituição as incluirá no seu programa de certificação. 

Fonte: Fortune

sábado, 7 de julho de 2018

Robô colaborativo pneumático vence o “German Design Award 2018”

O BionicCobot da Festo, um braço robótico colaborativo inspirado no braço humano, tanto na forma quanto na dinâmica dos movimentos, é o vencedor do “German Design Award 2018”, um dos mais prestigiados prêmios de design do mundo, ganhando Ouro pelo design de produto bem-sucedido.

Extremamente flexível, é dotado de sete juntas, todas desenvolvidas segundo princípios “agonista” (usuário) e “antagonista” (oponente), que permitem sua interação segura com a interface humana. O exclusivo conceito de movimentação possibilita a aplicação de força de forma sempre proporcional à necessidade, assim como a correta rigidez do braço; em caso de colisão, é automaticamente desligado para não oferecer risco ao usuário.

Seu uso é intuitivo e graças a uma interface gráfica própria, com apenas um tablet, o usuário pode ensinar ao robô as manobras a serem executadas. Através da plataforma de uso aberto ROS (Robot Operating System), a sequência de movimentos programada é enviada ao Festo Motion Terminal, que executa e controla todos movimentos.

Publicado originalmente em: NEI.com.br
Acessado em 07/07/2018 - 22:38, Horário de Brasília


domingo, 21 de janeiro de 2018

A segurança de máquinas

Manter a máquina em condição de imobilidade durante a presença de pessoas em zonas de perigo é uma das condições mais importantes da utilização segura de máquinas e, em razão disso, um dos maiores objetivos do
projetista e do usuário de máquinas. No passado, os conceitos de “máquina em operação” e “máquina paralisada” eram, geralmente, ambíguos.

Uma máquina estava: em operação, quando seus elementos móveis ou alguns deles estivessem em movimento; paralisada quando seus elementos móveis estivessem em repouso.

A automatização de máquinas fez com que a relação entre “operando” e “movendo”, por um lado, e “paralisada” e “em repouso”, por outro lado, ficasse mais difícil de definir.

A automatização também aumentou o potencial de uma partida inesperada, e há um número significante de acidentes onde máquinas, paralisadas para trabalhos de diagnósticos ou ações corretivas, partem inesperadamente. Perigos diferentes dos perigos mecânicos, gerados por elementos móveis (por exemplo, um faixo de laser), também devem ser levados em consideração.

A apreciação do risco, relacionado à presença de pessoas em uma zona de perigo, de uma máquina paralisada, deve levar em consideração a probabilidade de uma partida inesperada dos elementos da máquina geradores de perigos. Esta norma fornece aos projetistas de máquinas e comitês técnicos, encarregados do trabalho de preparação de normas técnicas sobre segurança de máquinas, uma vista geral de medidas incorporadas ao equipamento, com a finalidade de impedir a partida inesperada.

Pode-se definir a partida inesperada (não intencional) como qualquer partida causada por um comando de partida que é resultado de uma falha do sistema de comando ou de uma influência externa sobre ele; um comando de partida gerado por ação não intencional, em um controle de partida ou outras partes da máquina, como por exemplo um sensor ou um elemento de controle de potência; restauração do fornecimento de energia, após uma interrupção; influências externas/internas (gravidade, vento, autoignição em motores de combustão interna) em partes da máquina.

A partida automática da máquina durante a operação normal é intencional, porém pode ser considerada inesperada, do ponto de vista do operador. A prevenção de acidentes, nesse caso, envolve o uso de medidas de proteção. As máquinas devem ser providas de dispositivos para a
isolação e dissipação de energia, especialmente no caso de manutenções maiores, trabalho em circuitos de potência e desativação.

Confirmada em novembro de 2017, a NBR 14154 de 07/1998 - Segurança de máquinas - Prevenção de partida inesperada especifica medidas de segurança incorporadas ao equipamento, que objetivam a prevenção da partida inesperada da máquina, para permitir intervenções humanas seguras em zonas de perigo. Aplica-se a partidas inesperadas de todos os tipos de fontes de energia, como, por exemplo: fornecimento de energia, por exemplo, elétrica, hidráulica, pneumática; energia acumulada através de, por exemplo, gravidade, molas comprimidas; e influências externas, por exemplo, do vento.

 

 


Fonte: Target

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FIEE - Energia para gerar resultados

Com sua abrangência, a FIEE proporciona à sua empresa acesso aos compradores e tomadores de decisão dos mais diversos setores da indústria e do varejo, em busca de soluções em instalações elétricas, eletrônica, energia e automação. 


Automação – automação, nanotecnologia, robótica e tecnologia embarcada
Eletrônica – Equipamentos eletrônicos, de segurança eletrônica, informática, produtrônica, telecom, manufatura em eletrônica (montagem, sistemas e subsistemas)
Equipamentos Industriais – Equipamentos e máquinas para manutenção e instalações industriais.
GTDC (Novo setor) - Geração, Transmissão, Distribuição e Comercializaçao de Energia, Alternativas e Eficiência Energética, Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Informações gerais
Nova Data: 25 a 28 de Julho de 2017
Novo Local: São Paulo Expo
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 | Água Funda - São Paulo | SP
Cep: 04301-010





domingo, 9 de abril de 2017

Mas afinal, o que é Growth Hacking?

Por Douglas Souza
Digital Marketer/Growth Hacker

Growth Hacking tem sido um daqueles “trend topics” bem complexos de se explicar. Em seu artigo Growth Hacker is the new VP Marketing, Andrew Chen, hoje head of growth da Uber, popularizou o tema enfatizando a mudança de cultura no Vale do Silício em relação ao novo cenário do marketing, destacando a importância do conhecimento técnico na tomada de decisão. E, com a revolução da internet, é difícil pensar diferente.

Em um mundo com canais extremamente fragmentados, onde há bilhões de usuários demandando conteúdo, produtos e serviços, e que, por outro lado, as barreiras de entrada para a oferta dos mesmos é baixa, cria-se um cenário perfeito para um mercado extremamente dinâmico. Pense. Cada interação dentro de todo esse furacão de informações apresenta uma montanha de dados. Perguntas do tipo “Como faço para adquirir mais usuários?” deveriam ser respondidas com dados, e é aí que entra a parte técnica.

Muitos acreditam que o Growth Hacking é um mix de programação, marketing e ciência de dados.


Eu concordo totalmente e é por isso que eu acredito que Growth Hacking é um processo e um time, e não apenas um profissional ninja lutando contra o marketing tradicional, como muito pintam por aí. É quase impossível ser um excelente programador, conhecer diferentes linguagens e API’s, fazer análise cohort, conhecer todos os canais de aquisição, Search Engine Marketing, Pay Per Click, neuromarketing. É muita coisa.

Então, como seria esse processo?

Calma lá, deixa eu dar uma dica primeiro: antes de pular diretamente para o processo, há algumas questões que devem ser validadas. A primeira e mais lógica é entender o seu modelo de negócios. Eu particularmente adoro o blend entre Business Model Canvas, Value Preposition Canvas e The Hook Canvas. Não vou me delongar neles, mas quando você terminar os três você terá uma visualização muito mais clara do seu segmento, dos argumentos de persuasão e um escopo muito mais claro da sua empresa.

Dica: acompanhe o trabalho do pessoal da Growth Tribe, boa parte do que eu aprendi sobre growth foi com as referências deles.
Mas vamos que interessa!

PRIMEIRA PARTE DO PROCESSO: THE PIRATE FUNNEL

O pirate funnel é uma excelente forma de organizar os seus KPI’s. Dave Mcclure, o criador do funil, conseguiu sintetizar todo o customer life cycle em etapas que simplificam muito na hora de escolher a métrica que realmente importa, a famosa OMTM. Mas nós vamos chegar lá, primeiro vamos dar uma olhada no funil.


Como já havia comentado, hoje em dia tudo é mensurável, portanto, nada melhor que acompanhar o seu futuro cliente desde o momento que ele preenche o primeiro formulário, até o momento que ele convida os seus amigos para usar o seu produto. É importante entender o funil pois quando você começa analisar as métricas referente a cada etapa, você entende os gargalos do seu negócio.

Acquisition

As suas métricas de aquisição devem demonstrar quais canais estão funcionando ou não. Olhe para a taxa de conversão e o custo por conversão de cada canal. Entenda a escalabilidade dos mesmos. Já tive casos em pegar campanhas de adwords com custo por conversão baixíssimo e parcela de impressão (que é a quantidade de vocês que o seu anúncio aparece para cada busca feita) de 15%. Se você encontrou um canal que funciona, foque nele e use apenas uma parte da sua verba para testar os outros.

É muito comum olhar apenas para o tráfego em começos de funil. Se você tem 10.000 pessoas por mês no seu site e uma taxa de conversão de 0.2%, é muito mais fácil aumentar 10x a taxa de conversão do que 10x o tráfego.

Bata forte no CRO na fase de acquisition!

Dica: esse curso de CRO está com um bom desconto no Udemy. Vale cada centavo.

Activation

No mercado de SaaS (Software as a Service), é muito comum usar demonstrações para engajar os usuários com o produto. Se o usuário se registrou para fazer uma demonstração é porque o seu produto conseguiu despertar algum nível de interesse, e isso significa que ele teve uma primeira boa impressão.


Também se faz necessário entender o nível de interação com produto. Digamos que 10 usuários tenham se cadastrado na sua demo e 80% deles tenha ficado apenas 15 segundos. É um péssimo sinal, não é mesmo? Talvez seja hora de repensar a interface, melhorar a UX, ou até mesmo mudar as funcionalidades. É esse tipo de insight que pode levá-lo a ação e melhorar o seu produto.

Você pode facilmente adaptar isso para o seu website, caso não tenha uma demo do seu produto. Verifique os usuários que fizeram + de uma sessão, que ficaram + de 10 seg ou que deram + de 5 cliques, por exemplo. Seja criativo, importante é mensurar o quão fantástica tem sido a primeira experiência do usuário, é disso que se trata essa fase do funil.

Retention

Depois que você testou os seus canais de aquisição e o usuário passou a usar o seu produto, é importante saber se ele está voltando. Muitos irão usar o seu produto uma única vez e nunca mais irão voltar. Isso é problemático pois você gastou tempo e dinheiro na fase de aquisição e retenção.

As métricas aqui são bem relativas. Eu tenho trabalhado com o Nerdspell, um app de relacionamento voltado para o público nerd, e, para nós, mensurar a quantidade de vezes que o usuário usou o app durante o período de uma semana faz todo o sentido, porém nem todos os produtos tem uma necessidade de interação constante. Você deve entender o que significa retenção dentro do seu segmento.

Não saia fazendo ligações comerciais para quem se cadastrou numa demo, tente agregar valor e ajudá-lo. Se você ajudar o usuário demonstrando os principais benefícios do seu produto e conseguir linkar esses benefícios as necessidades dele, sem dúvidas ele estará muito mais propenso a virar uma real oportunidade. Eu cansei de receber e-mails extremamente agressivos apenas por ter me cadastrado em uma demo. Péssima prática.

Referral

Você provavelmente já viu por aí algo como “convide seu amigo e ganhe mais 5GB de espaço livre”. Isso é referral. Fazer com que usuários ativos convidem os seus amigos para testar o seu produto.

O famoso boca a boca é, provavelmente, uma das formas mais baratas e com maior taxa de conversão para se adquirir novos usuários. Mas a verdade é que na maioria dos casos ninguém sai por aí falando sobre o seu produto. Você precisar criar incentivos.

Um dos cases mais clássicos de campanhas de referral é o da Dropbox. A empresa fez diversos experimentos com mídias pagas, inclusive fazendo campanhas de Google Adwords. Eles estavam gastando de US$233 a US$388 para adquirir um usuário que gerava US$ 99 para a empresa. FAIL!


O que realmente alavancou a Dropbox foi a campanha de referral. Para cada amigo cadastrado que o usuário ativo recomendou, ambos ganhavam 500 MB de espaço livre.




É bem provável que você tenha alguma maneira de incentivar os seus usuários a fazer o velho e bom boca a boca.

Recentemente o Rodrigo Noll, Gerente de Marketing da Sbtur e um dos fundados da Growth BR, escreveu um artigo sobre o tema:
Vale a pena a leitura.

Revenue

É onde você descobre se a mágica deu certo ou não. Aumentar o preço do seu produto em 30% pode diminuir a taxa de conversão e o volume de vendas, porém, pode aumentar o MRR (receita recorrente mensal) e o LTV (valor de tempo de vida do cliente).

Consegue entender a importância de por na ponta do lápis o retorno sobre as ações? Nós podemos facilmente nos enganar pelas métricas. Se um experimento aumentar em 10% a taxa de conversão e tiver um custo recorrente que não cubra a receita dada pelo aumento da taxa de conversão, ele é prejudicial mesmo com o aumento de 10%.

Essa é provavelmente a parte mais perigosa do funil e a que mais merece atenção. Recomendo o melhor artigo que você pode ler na vida sobre o tema:


Porque usar o PIRATE FUNEL?

O funil é uma maneira simples de entender as forças e fraquezas do seu negócio. Você conseguirá ter visualização clara das métricas que realmente importam para o crescimento sustentável.


Simples de entender. Simples para se tomar ações.

SEGUNDA PARTE DO PROCESSO: THE ONE METRIC THAT MATTERS (OMTM)

Alguém falou em tomar ações?

A OMTM foi desenvolvida por Alistar Croll e Benjamin Yoskovitz no livro Lean Analytics. Basicamente o que os autores sugerem é que cada fase do processo de crescimento de uma empresa contém apenas uma métrica que realmente importa.

Alistar usualmente exemplifica a OMTM com um pessoa tentando estacionar um carro. Há várias métricas que podem ser levadas em consideração nessa ação, como a temperatura do motor do veículo, a quantidade de combustível ou até mesmo quantidade de passageiros, porém, para esse objetivo essas métricas são pouco relevantes, certo? A métrica que importa nesse caso é a distância do veículo detrás. Essa é a OMTM.

Agora volte e olhe para o seu PIRATE FUNNEL. Qual é a métrica que pode aumentar o seu ROI? Aumento de referrals? Taxa de conversão? Retenção muito baixa?

Para ajudar a determinar a mais importante, você precisa entender a fase que seu negócio se encontra. Peguei esse gráfico emprestado da meetime:



Sugiro a leitura do artigo:

Então, depois que você olhou para o seu PIRATE FUNEL e identificou a fase que o seu negócio se encontra, você já deve ter a OMTM. Agora ela entrará no ciclo G.R.O.W.S, que faz parte das próximas partes do processo.

Por que usar a OMTM?

Pra mim, o grande salto do Growth Hacking para o marketing tradicional é a capacidade de foco. É muito comum times de marketing criarem campanhas sem ter um objetivo claro. Além disso, muitas vezes há 4 ou 5 campanhas rodando (lá vem o princípio de paretto de novo).

No processo de Growth você identifica o que deve melhorar para depois pensar em otimizações ou campanhas.

TERCEIRA PARTE DO PROCESSO: G.R.O.W.S

Reforçando: boa parte do meu material de estudo vem da Growth Tribe, inclusive o framework que vou compartilhar com vocês a seguir.



Como você provavelmente reparou, o processo a partir de agora é cíclico. Note que a OMTM está no meio, reforçando aquilo que escrevi anteriormente: o foco das ações giram em torno da métrica.
Para facilitar o entendimento vou separar a última parte do processo em etapas, seguindo no sentido horário, que é o correto.

G.R.O.W.S:

Gather Ideas
Rank Ideas
Outline experiments
Work work work
Study data

Gather Ideas

Você irá começar o processo criando um backlog de todas as ideias que façam sentido para melhor a OMTM. Não tenha muito filtro, é hora de pensar fora da caixa.

Há inúmeras formas de gerar insights: olhando as suas ferramentas de web analytics, entrevistas/pesquisas com usuários, testes de usabilidade, Business Intelligence, e, pelo amor de deus, comunique-se com o time de vendas.

Rank Ideas

Depois de ter o seu backlog pronto é preciso priorizar os seus experimentos e os canais que você irá utilizar. Confesso que não tenho o costume de usar uma maneira cientifica para priorizar os experimentos. A esse ponto eu já estou utilizando o bullseye framework e sei os canais que devo utilizar.

Sugiro que use o BRASS. Eu honestamente achei muito trabalho para coisas que eu poderia ver “no olho”. Mas se você não se sente confortável usando um pouco a sua experiência/intuição. Just do it.

Outline experiments

Agora é a hora de pegar as suas ideias com maior ranking, chamar o time técnico e entender a viabilidade dos experimentos.
Faça isso para minimizar os riscos/custos de algo dar errado.

Work Work Work

Faça. Simplesmente faça.
Lembra da parte técnica? Pois é.

Study data

Hora de cair fundo nos dados e entender quais foram os impactos na OMTM. Dê o devido grau de importância para os dados qualitativos e quantitativos. Usualmente os dados quantitativos mostram o que está errado, mas são os qualitativos que demonstram como melhorar.

Novamente a melhor forma de fazer isso é cair pra cima das suas ferramentas de web analytics e BI. Com os resultados você saberá se o experimento foi bem sucedido ou não. Se foi bem sucedido, parabéns. Se não, volte para o seu backlog e pegue a sua segunda hipótese.

Importante

A grande maioria dos experimentos falha. É por isso que é importante segurar as expectativas e entender que as falhas contribuem para um processo de aprendizagem enorme.
Nem todo o resultado é a “bala de prata”. Nem sempre o sucesso de um experimento irá trazer milhões para a empresa. Mas eu garanto que uma série de pequenas vitórias podem trazer resultados extremamente significativos.

Sugestão de ferramenta para gerenciar os experimentos

Eu tenho usado o Pipefy e ele é excelente pra se livrar das planilhas. É extremamente intuitivo e adaptado ao processo de growth e o PIRATE FUNNEL.

CONCLUSÃO, DÚVIDAS E CRÍTICAS

Growth Hacking não é CRO, não é bala de prata e, definitivamente, não é algo que nós “sempre fizemos”. É um processo novo que eu acredito que veio para ficar. Há uma expansão absurda do mercado de SaaS e Apps e essas mudanças surgiram por consequência do cenário.

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Acessado em 09/04/2017, 13:10 - Horário de Brasília