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sábado, 17 de novembro de 2012

Keep calm com 12 dicas para detectar e evitar o estresse no trabalho

 
O estresse é uma reação ancestral do organismo às situações de risco. Um alerta da pré-história para dotar o organismo de coragem e hormônios para superar grandes desafios. Tipo… matar um leão. Da idade das pedras onde homens eram caçadores e caçados ao terceiro milênio, o estresse continua sendo um “companheiro” de trabalho, às vezes bem vindo – quando cria uma ansiedade pelo bom resultado – e outras, de forma nociva. Quando imobiliza a equipe, cria ruídos e consequentemente traz resultados negativos para a empresa. Selecionamos aqui algumas dicas para detectar se o estresse é mesmo do ambiente de trabalho, se é culpa do seu gestor ou se é com você.
 
Ligue o radar:
 
1 – Recorrência de doenças oportunistas: se ultimamente vira e mexe falta alguém na equipe por gripe, virose, conjuntivite, o sistema imunológico da equipe está em baixa. Logo, o problema está na gestão da área.
 
2 – Reclamação de dores: dor nas costas pode ser má-postura, ou sintoma mesmo de estresse, assim como a dor de cabeça. Se você não é o único a reclamar, algo de errado está rolando.
 
3 – Entregas sofridas: bater metas, superar dificuldades e criar soluções inovadoras devem ser motivo de comemoração. Se os resultados chegam com sofrimento e sem muita empolgação é porque as expectativas entre empresa e colaboradores estão fora de sintonia.
 
4 – Briguinhas chatinhas: indiretas, ciúmes, cobranças, transferência de responsabilidade para projetos equivocados e fofoquinhas também demonstram que “o estresse do mal” está presente na área. Falta de boa comunicação, transparência e gestão de responsabilidades.
 
“No Stress” para gestores:
 
5 – Respeitar os limites da equipe: não adianta dar uma de bacana para a diretoria e arrebentar a equipe em dois meses para alcançar um resultado além das possibilidades. Primeiro porque a chance de alcançar um resultado consistente em um ambiente infernal é bastante arriscado; segundo porque perder talentos por causa de tiranias dos superiores imediatos é o campeão dos motivos de demissão. E como talentos estão escassos, é melhor gerenciar com os pés na realidade do que com equipes desfalcadas e sem motivação.
 
6 – Comunique-se: se a comunicação está travada, o clima na equipe está silencioso e escorregadio é hora de parar para conversar abertamente. Isso exige coragem e maturidade por parte do gestor. Saiba escutar a equipe. Muitas vezes são pequenos incômodos de simples solução que estão “estressando” todo mundo. Com abertura, você ganha na reflexão de problemas sob vários âmbitos diferentes e daí podem chegar soluções inovadoras para manter o pique da galera.
 
7 – Estimule momentos de relax: um dia alguém escreverá sobre a importância de um happy hour em um momento de crise. Pessoas, por mais capacitadas que sejam, são de carne, osso e moléculas de carência. Sentir-se prestigiado, querido, ter espaço para compartilhar dificuldades no andamento de projetos de forma descontraída pode colaborar muito para a volta de um ambiente de trabalho mais produtivo e uma equipe mais saudável.
 
8 – Delegue, não sobrecarregue: poucos gestores sabem a diferença entre saber delegar e sobrecarregar a equipe. Sem dizer que muitas vezes profissionais que estão loucos para assumir novas responsabilidades são subestimados, o que também causa estresse. Uma atitude muito simples pode ajudar imensamente sua equipe equilibrar o volume de trabalho: pergunte sempre quantas horas o seu funcionário estima para realizar a tarefa delegada. Nossa, tão simples! Experimente!
 
“Keep Calm” para mortais:
 
9 – Falta de grana: segundo pesquisas, a falta de grana é um dos principais motivos de estresse, que obviamente, vai com você para o local de trabalho. Consulte nosso post com dicas para planejamento financeiro e pegar algumas dicas para não cair na pindaíba. Mas o mais importante é saber discernir o que são seus problemas pessoais e o que são problemas relacionados ao seu trabalho, à sua rotina. Já é um passo e tanto não misturar as coisas.
 
10 – Exercite-se, respire! Se cada vez que eu escrevesse isso, perdesse 100 calorias, seria mais magra que a Gisele Bündchen! Mas é simples assim mesmo: caminhe sozinho ou com seu cachorro, faça alguma atividade física, ande de bike no final de semana, suba escadas. E respire profundamente. Quando a tensão vai do couro cabeludo até o dedão do pé, pare tudo na sua mesa e simplesmente, respire profundamente sentindo o ar tanto no abdômen como nos pulmões!
 
11 – Aceite seus limites: não adianta exigir de si mesmo características ou desempenhos que você não tem. Tipo falar em público se você gagueja só apresentar seu cartão de visita. Portanto, também não adianta topar desafios que você não será capaz de cumprir. O autoconhecimento nesse sentido, não é papo de autoajuda, é uma ferramenta que vai ajudá-lo a crescer na sua carreira para o resto da vida. Existem mapas de perfil e diagnóstico de características que podem ser realizados por coaches, psicólogos e até testes na internet. Recomendamos!
 
12 – O bom humor salva: às vezes o bicho pega – problemas profissionais, amorosos, financeiros resolvem aparecer assim, um depois do outro. E parece que não haverá solução. Mas se tem uma coisa boa no “envelhecer” é: passa. E você aprende milhares de coisas, atitudes, erros que não deve repetir, para o resto de sua vida. Não adianta ficar de mal humor. Veja vídeos engraçados no YouTube nas horas vagas, leia um livro light, porque o que não tem remédio, remediado está! Keep calm e um dia de cada vez!
 
 
Publicado originalmente em: Monster - Emprego e Carreira
 
 

domingo, 11 de novembro de 2012

Como equilibrar a carreira e a vida em família


Autor: Samara Teixeira

Dia dos Pais
A comemoração do dia dos pais representa uma oportunidade para avaliarmos como está a rotina do pai que tem que equilibrar a carreira e a vida familiar. Uma rotina estressante, cheias de metas e cobranças faz com que este profissional tenha uma agenda lotada de compromissos. Como as empresas estão facilitando a vida deste colaborador é uma discussão recente e, também, como este pai está organizando o seu tempo para garantir eficácia nos dois lados da moeda é discutido de forma aberta.

Para Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching e autor do livro “Conversa de Elevador”, o principal é compreender que o equilíbrio entre carreira e vida em família não é matemático, mas, sim, qualitativo. Ou seja, não desejar uma quantidade de horas iguais para ambas as esferas, mas, no tempo em que dedicar a cada uma delas, ser um tempo de foco e de muita qualidade. “Não adianta muito um pai dedicar um final de semana aos filhos se no decorrer dele não sai do celular e do computador para trabalhar. Melhor ter duas horas com os filhos, mas dar-lhes total atenção, gerando neles uma experiência marcante, relevante e inspiradora. É muito mais desafiador criar qualidade do que quantidade”, afirma.

Diante de problemas que de fato aflige um profissional, tanto na esfera organizacional quanto na familiar, o discernimento é fundamental para resgatar o equilíbrio perdido. Priorizar necessidades, planejar ações e ter consciência real de nossa autonomia de tempo é fundamental para a execução.

A contribuição das empresas está diretamente ligada a sua cultura organizacional, onde estão pautadas sua política e práticas de recursos humanos, e, consequentemente, a relação com seus colaboradores. “Em momentos de crise e dificuldades, sejam elas profissionais ou familiares, é fundamental para o indivíduo contar com os vínculos estabelecidos ao longo de sua jornada, saber que tem o apoio de seus colegas de trabalho e que com eles, há de recuperar a confiança abalada”, afirma Silvio José Coutinho, psicólogo e consultor de RH.

Jaziel de Cerqueira Leite Júnior, 33 anos, arquiteto java no Zoom, site comparador de preços e produtos, conta que possui um horário flexível, o qual permite a ele dedicar-se maior tempo ao filho Arthur, de 5 anos. “O Zoom contribui muito com este meu equilíbrio. Nesta sexta-feira, por exemplo, o meu filho  apresentou a homenagem para o Dia dos Pais na escola, só que seria no meio da tarde. Em conversa com a gerência consegui sair às 15h para garantir a minha presença. Ter o horário flexível também garante que eu ajude o Arthur a fazer o seu dever de casa. Mas existem os dois lados da balança, uma vez que eu entro mais tarde no trabalho para ajudá-lo, o reflexo direto é ficar até mais tarde na empresa para que eu consiga cumprir a minha carga horário de trabalho”, explica Jaziel.

É necessário compreender que, para um profissional atingir alto desempenho, precisa ter foco. Se ele estiver com a cabeça no filho que está requerendo sua atenção, dificilmente conseguirá dar foco na esfera profissional. Portanto, a empresa deve preocupar-se em ter uma equipe dimensionada corretamente, ou seja, com o número de pessoas adequadas para as tarefas.

Uma empresa cujas atividades  somente são feitas por meio de heroísmo de seus profissionais está com sérios problemas de liderança e estratégia. “A empresa pode contribuir contratando líderes que saibam ser estratégicos, planejar pessoas e recursos e, principalmente, executar o que for necessário sem precisar sobrecarregar os colaboradores”, explica Sílvio Celestino.

Quando se tem uma família, é importante dedicar o tempo livre para ela e estar presente ao máximo nas situações que envolvam seus filhos. “Se fizermos isso, saberemos que não haverá cobrança quando chegar a hora da empresa precisar de mais tempo dedicado em um determinado projeto, por exemplo”, resume Cerqueira.







domingo, 4 de novembro de 2012

Teatro para executivos: uma grata surpresa!

Quem nunca utilizou a expressão, “teatro corporativo”, referindo-se às posturas, comportamentos em reuniões, táticas e olhares? Ter a impostação de voz na hora certa, tudo muito calculado como uma peça bem ensaiada para o seu personagem roubar a cena?

Pois era essa a imagem que me vinha à cabeça quando recebia o release sobre o curso livre da Faap, “Teatro para executivos”, sem ler o texto na íntegra. Até que resolvi saber do que se trata realmente e entrevistei Nany Di Lima, diretora, atriz, psicóloga e pasmem, oriunda da área e Recursos Humanos. Desde 2008, a atriz que já fez oito novelas, inúmeras peças, conta com turmas lotadas a cada dois meses para levar o melhor das artes cênicas aos executivos.

No curso, se a sua expectativa é que você vai se tornar um “ator” no ambiente de trabalho, “ser outro”, colocar uma máscara, a proposta é bem diferente. “Fazemos  o contrário, buscamos seu espontâneo. Fazemos um diagnóstico de speech e investimos no estilo individual. A partir do autoconhecimento, do autodesenvolvimento, da consciência do que você comunica quando fala”, conta a atriz.

Nesses quatro anos de trabalho, Nany observa que não existe um perfil predominante de executivos, nem de faixa etária. Muitos são das áreas financeiras e de TI, “normalmente mais fechadas”, mas até mesmo médicos, jornalistas e publicitários já passaram pela sua direção. Um dos motivos mais recorrentes da procura pelo curso é a timidez ou mesmo a dificuldade de se expressar na hora de apresentar um projeto. “Mais do que comunicar, os profissionais querem encantar sua platéia”, avalia a atriz.

Segundo Nany, quando o profissional precisa comunicar algo, é preciso que ele esteja inteiro naquele momento, dedicado, que não preste atenção se o chefe está na quarta fileira, quem está entrando ou saindo.  “Para isso, os participantes do curso acabam percebendo que a prática de autoconhecimento é fundamental para se localizar naquela plateia”, diz a ex-gerente de desenvolvimento.

“Minha missão é levar o teatro para não atores. Aqui na FAAP, que abriu as portas para uma proposta inovadora, falar para esse público sobre presença, vibração, expressão, pausas, silêncios,  ritmos, velocidades, tempos, andares, olhares, vibrações, modulações e corações é muito gratificante”, descreve Nany com certo orgulho (merecido) de trabalho desenvolvido.

São muitas as histórias que já passaram pelo seu palco, onde medos são revelados, trabalhos encenados e reavaliados. Entre esses cases, Nany “relê” dois deles para o blog. Impossível editar! De presente para vocês:

Um executivo de consultoria internacional:
O menino foi recitar Shakespeare na escola,  a pedido da professora.

Na hora, assustado com tanta gente, teve um impacto e perdeu a palavra.

A professora cutucou, cutucou e quanto mais ela “espremia” mais silencio ele
fazia. E a plateia, ria! Apagão. Tudo se tornou escuro.

Desde então, fez silêncio entre empregadores e sócios faladores, entre

plateias histriônicas de NY, Tokio, SP e China. Os sócios, aborrecidos com a aparente timidez, o sentiam mais estagiário que sócio, dado que mal sabia se expressar. Será que sócio vai ficar?

E ele então, resolveu aproximar-se novamente do bardo. Teatro para Executivos. Tentativa de tirar o fardo.
No coração da sala de ensaio, sala de histórias lindas e encantadas, refez o mesmo trecho de Shakespeare num exercício simples, querendo com ele, a cena restaurar. Essa se parecia com uma peça rara de antiquário. Linda. Conservada. E o menino ao invés de

calado, começou a gritar.

Gritou que não queria mais calar. E que todos parassem de lhe perturbar. Primeiro um silêncio. E depois, risos, do momento da faxina,  que tirou debaixo do tapete uma voz potente, uma firmeza da fala e gigante estava sua clareza de intenção. Fez valer a peça. Fez valer o dia. E a sociedade ? Nem finda…
* * *
E tem aquela executiva,  primeira linha, diretora do conglomerado financeiro que, 

um dia, viu o pai ir embora. Naquele dia, pediu muito prá ele ficar. Que ela não queria que ele fosse. Pediu, pediu, pediu. E ele nada deu. Nem explicação.

Sua questão também era de coração. Disse que cliente não encara: não pede pra

ninguém comprar, assinar, acordar. Não sabe expressar, influenciar. Mostra o que de bom tem, o quanto vale a pena seu servir, mas pedir nunca mais. E portanto, nenhum grande contrato. Nenhuma carteira cheia. Nenhum sim tampouco não.

A cena de encerramento era ela… encerradamente alta, loira, cheia de marcas “chic´s” na roupa e fundas outras, no coração. Pegou uma boneca de pano e levou pro meio do palco.

Olhou fundo, pro fundo da plateia. Todos éramos “aquele momento” .  O da partida. 

E reviveu aquilo tudo. E viu ele partir. Sem explicar. E viu-se a ficar. Sem entender. Sem expressar.  Contou que assim não queria, mas sem ter como mudar, deixou a boneca cair naquele lugar. Da sala de aula encantada. E disse que ali, aquela dor, ela queria deixar.
A luz iluminou o brinquedo de pano e mais a lágrima da dor daquele sufoco. E ela sai coxia adentro, rindo do desencanto. Que agora, ela pôde tratar. Final de curso ela brinca com desenvoltura. O papel de quem sabe negociar: O meu é o melhor. É você pegar ou largar.





terça-feira, 30 de outubro de 2012

Veja as 10 doenças mais comuns entre os executivos


SÃO PAULO - Uma pesquisa realizada pela Omint, com 15 mil executivos brasileiros, revelou as dez enfermidades mais comuns entre estes profissionais.





No topo do ranking das doenças, aparece a rinite alérgica, que atinge quase 29% dos entrevistados, principais motivos é a poluição e a manutenção inadequada do ar condicionado no ambiente de trabalho. O segundo lugar é ocupado pela alergia de pele, atingindo 22,4% do total. Confira a lista abaixo:


Principais doenças
Patologia2011
*Omint
Rinite28,97%
Alergia de Pele22,41%
Dor no pescoço/ombros19,36%
Excesso de peso18,42%
Dores de cabeça frequente16,50%
Ansiedade18,19%
Asma ou bronquite13,47%
Insônia10,86%
Colesterol alto11,53%
Dor nas costas8,52%

Hábitos 



O questionário analisou também os hábitos dos entrevistados e descobriu que 95% não mantêm uma alimentação equilibrada no dia a dia, 44% são sedentários e 31,7% têm índice elevado de estresse. "Esses indicadores tem permanecido estáticos nos últimos 3 anos, embora boa parte deles revelem intenção de mudança de hábitos alimentares e inclusão de atividades físicas na rotina”, explica o diretor-médico da Omint e coordenador do estudo, Caio Soares.


Apesar dos hábitos não serem bons, o executivos apresentam vontade de mudar. A inclusão de pelo menos uma atividade física na rotina é objetivo de 37,7% dos executivos e 44%, ainda que não tenham tomado nenhuma iniciativa, tem “pensado muito” no assunto.

Quando o assunto é alimentação saudável a pesquisa detectou que 26,1% dos executivos avaliados já estão tomando providências e adotando um cardápio mais saudável no dia a dia, enquanto que 39% pensam constantemente sobre o assunto.

Para o especialista, a adoção de hábitos de vida saudáveis deveria ser uma preocupação de primeira ordem para empresas e seus colaboradores. “As pessoas hoje têm consciência do risco que correm com os hábitos de vidas não saudáveis, mas conforme nosso estudo comprova, isso não é suficiente para a mudança de comportamento. Elas precisam de estímulos contínuos para mudança de estilo de vida”, finalizou.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Levar trabalho para casa: sim ou não?


Por Caio Lauer



O cenário atual das organizações é a redução do capital humano e, ao mesmo tempo, a exigência de maior produtividade a cada ano. A alta competitividade do mercado faz com que as empresas cobrem cada vez mais de seus funcionários, o que faz muitos profissionais ficarem sobrecarregados e levarem trabalho para casa.


Dedicação ou falta de organização?

O profissional que leva atividades para fora da companhia pode ganhar a fama de pessoa dedicada, mas, dependendo da cultura da empresa e da maneira que seu líder gere a equipe, pode denotar falta de planejamento e deficiência de certas competências essenciais, como administração do tempo e assertividade.

“As pessoas normalmente dizem: ‘olha o fulano levando trabalho para casa, mesmo não tendo acabado aqui está dedicando o seu tempo que iria ficar com a família para não deixar de entregar seus afazeres. Porém, pode também indicar que o indivíduo esteja administrando muito mal o seu tempo, procrastinando suas atividades e elegendo de forma errada suas prioridades”, aponta Alan Cordeiro, consultor da M&S, consultoria especializada em desenvolvimento humano. Segundo Cordeiro, outra hipótese é que a empresa possa estar delegando excessivamente tarefas para o profissional, onde esse muitas vezes acaba acumulando funções de outras pessoas.


Levar trabalho para casa, em um primeiro momento, pode transmitir a impressão de uma pessoa dedicada e comprometida com a empresa. No entanto, caso se torne uma rotina, o profissional também pode acabar sendo mal visto perante os colegas e a corporação como um todo. “Levar trabalho para casa uma vez ou outra, não denota, obrigatoriamente falta de organização. A questão é quando isso deixa de ser algo pontual e torna-se parte da rotina. A pessoa deve se perguntar sobre o que está acontecendo para ter que levar atividades para fora da empresa”, indica Susana Azevedo, coach e diretora da ns2a Desenvolvimento Humano.

Como trabalhar em casa


Apesar dos pontos negativos, a maioria das pessoas levou, pelo menos uma vez, trabalho para fora da empresa. Nestes casos, a questão da disciplina é fundamental para executar as atividades de forma efetiva. De acordo com Susana, deve ser avaliado como será o equilíbrio na relação “trabalho x família” e considerar um espaço específico para executar o trabalho. “Porém, o ideal é que não leve isso como uma rotina, pois acaba influenciando também na relação com os membros da casa”, pondera.

A evolução das tecnologias auxiliou na opção de muitos profissionais por trabalhar em casa – a inclusão digital, as facilidades da internet e telefonia são fatores primordiais. Profissionais que não possuem essa estrutura em suas casas podem ter dificuldades em desenvolver as atividades, já que presencialmente na empresa teriam melhores condições. “O ambiente prazeroso proporcionado pelo lar, oferece inúmeras possibilidades atrativas para que a pessoa se distraia ao longo de sua jornada de trabalho. Por esta questão é muito importante que o profissional defina sua rotina e mantenha a disciplina nessa situação de trabalho”, comenta o consultor da M&S.

Não devemos ser radicais quanto ao fato de levar trabalho para casa, pois pode haver uma necessidade por demanda maior de trabalho em um determinado período ou a exigência de cobrir um colega que está ausente por motivos de saúde, por exemplo. Susana Azevedo diz que levar atividades para o lar pode ser interessante quando o profissional se sente pressionado ou muito estressado no ambiente da empresa: “se deslocar para um local mais tranquilo, onde se sinta mais a vontade, pode funcionar”. Ainda para ela, é importante o profissional refletir sobre o que quer a curto, médio e longo prazo, tanto para a carreira, quanto para sua família.

Liderança


A função de líder, em si, demanda maiores responsabilidades. O fato de levar trabalho para casa pode estar ligado a uma sobrecarga de tarefas, onde o gestor acaba realizando as próprias a atividades e também a de seus subordinados – isto ocorre muito com líderes que não sabem delegar tarefas devidamente.

“Ao invés de identificar os talentos na equipe, desenvolvê-los e delegar tarefas, o gestor prefere se sobrecarregar por pensar que sabe mais que os liderados e que pode executar a tarefa com mais efetividade e rapidez. Em um curto prazo, isto pode funcionar, mas em um longo período isto irá refletir negativamente para imagem do líder perante a empresa”, completa Susana.