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sábado, 31 de maio de 2025

Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM)

O Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) é um mecanismo da União Europeia criado para precificar as emissões de carbono dos produtos importados. Ele visa evitar o chamado "carbon leakage", que ocorre quando empresas deslocam a produção para países com políticas climáticas menos rigorosas ou quando produtos mais poluentes substituem os fabricados na UE.


#ParaTodosVerem Homens de terno debatendo ao ar livre, em praça arborizada, visualizando em pensamento documentos sobre o mercado de carbono

O CBAM funciona impondo um custo sobre as emissões de carbono embutidas em mercadorias importadas, garantindo que os produtos estrangeiros enfrentem os mesmos encargos climáticos que os fabricantes europeus sob o EU Emissions Trading System (ETS). Inicialmente, ele se aplica a setores de alta emissão, como ferro, aço, cimento, alumínio e fertilizantes, mas há planos para incluir têxteis a partir de 2030.


A fase transitória começou em outubro de 2023 e vai até o final de 2025, período em que os importadores devem apenas reportar as emissões sem pagar ajustes financeiros. A partir de 2026, eles precisarão adquirir certificados CBAM, cujo preço será baseado no mercado de carbono europeu.


Esse mecanismo tem impacto direto no comércio global, especialmente para países exportadores como o Brasil, que precisam adaptar suas cadeias produtivas para atender às exigências ambientais da UE


O CBAM pode ter impactos significativos para o Brasil, especialmente para setores que exportam para a União Europeia, como aço, alumínio, cimento e fertilizantes. Aqui estão alguns dos principais efeitos:


- Custos adicionais para exportadores: Empresas brasileiras que vendem para a UE precisarão pagar pela emissão de carbono embutida em seus produtos, o que pode aumentar os custos e reduzir a competitividade.


- Adaptação às novas regras: Exportadores terão que calcular e reportar as emissões de carbono de seus produtos de acordo com as metodologias europeias, exigindo investimentos em tecnologia e processos mais sustentáveis.


- Oportunidade para inovação: Empresas que adotarem práticas de produção mais limpas podem se destacar no mercado europeu e até ganhar vantagem competitiva.


- Impacto na indústria brasileira: Setores como siderurgia e mineração podem ser os mais afetados, pois terão que se adaptar rapidamente para evitar barreiras comerciais.


O Brasil pode responder a esse desafio investindo em descarbonização e certificações ambientais para garantir que seus produtos atendam às exigências do CBAM. Algumas das principais estratégias incluem:


- Investimento em descarbonização: Muitas indústrias estão adotando tecnologias mais limpas e fontes de energia renováveis para reduzir suas emissões de carbono.


- Certificações ambientais: Empresas estão buscando certificações internacionais que comprovem práticas sustentáveis, facilitando a exportação para a UE.


- Monitoramento e reporte de emissões: Como a fase transitória exige que importadores reportem emissões, exportadores brasileiros estão aprimorando seus sistemas de medição e transparência.


- Parcerias estratégicas: Algumas empresas estão colaborando com consultorias especializadas para entender melhor as exigências do CBAM e adaptar seus processos produtivos.


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) produziu um manual para auxiliar exportadores brasileiros a se adequarem às novas regras. Além disso, setores como ferro e aço, que representam grande parte das exportações afetadas, estão analisando formas de reduzir emissões e melhorar sua posição no mercado europeu.


Fábio Carvalho
https://br.linkedin.com/in/fabioapcarvalho

Graduado em Sistemas de Gestão e Gestão da Qualidade, com pós-graduação em Engenharia da Qualidade e Gestão de Saúde, e com MBA em Controladoria, Auditoria e Compliance e ainda MBA em Governança Corporativa Estratégica.

Profissional com vivência de 25 anos implementando, coordenando e auditando Sistemas de Gestão da Qualidade e Ambiental; Atua com as normas de gestão da qualidade (ISO 9001 / IATF 16949 / ISO IEC 17025 / ISO IEC 17065 / ANS RN 507 / ANS RN 518 / ANS RN 506), gestão ambiental (ESG, GHG, CFP, ISO 14001) e gestão de saúde e segurança do trabalho (ISO 45001), oferecendo também treinamento nestas normativas e ferramentas relacionadas. Atua ainda como auditor de 3ª parte em Organismos de Certificação de sistemas de gestão e de produtos e serviços.



quarta-feira, 31 de julho de 2024

Abordagens para contabilização das emissões para geração da energia elétrica no Escopo 2 do GHG Protocol Brasileiro

Recomendações do Programa Brasileiro GHG Protocol para relato de Escopo 2


Existem duas abordagens distintas para contabilização do Escopo 2 nos inventários de GEE. Ambas abordagens são úteis para diferentes fins e, juntas, fornecem informações completas que permitem às organizações realizarem avaliações de riscos, mapeamento de oportunidades e gestão nas emissões relacionadas à aquisição de energia elétrica.


Abordagem baseada na localização (location-based)


Esta abordagem quantifica as emissões de GEE de Escopo 2 utilizando como fator de emissão a média das emissões para geração da energia elétrica em um determinado sistema elétrico (grid), considerando seu limite geográfico e um dado período de tempo. A abordagem baseada na localização é o modelo tradicionalmente adotado pelo PBGHGP para contabilização de Escopo 2, em que é utilizado como fator de emissão a média das emissões para geração de eletricidade que compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN).


Abordagem baseada na escolha de compra (market-based)


Esta abordagem quantifica as emissões de GEE de Escopo 2 utilizando o fator de emissão específico associado a cada fonte de geração da eletricidade que a organização inventariante escolheu adquirir. Neste sentido, o fator de emissão está diretamente associado à origem da geração de eletricidade, sendo necessária sua comprovação e rastreamento.


A utilização da abordagem baseada na escolha de compra (market-based) permite à organização inventariante relatar as emissões de seu Escopo 2 de maneira que estas reflitam diretamente a composição de seu portfólio de eletricidade adquirida, não variando em função das emissões do grid em que a OI está inserida.


No âmbito do Programa Brasileiro GHG Protocol, o relato das emissões por aquisição de eletricidade seguindo a abordagem baseada na escolha de compra é voluntário, adicional e exclusivo às organizações que consigam atender a todos os critérios de qualidade descritos no item 6.5 da nota técnica Diretrizes para a contabilização de emissões de Escopo 2 em inventários organizacionais de gases de efeito estufa no âmbito do Programa Brasileiro GHG Protocol.


Fábio Carvalho

https://br.linkedin.com/in/fabioapcarvalho

Graduado em Sistemas de Gestão e Gestão da Qualidade, com pós-graduação em Engenharia da Qualidade e Gestão de Saúde, e com MBA em Controladoria, Auditoria e Compliance e ainda MBA em Governança Corporativa Estratégica.

Profissional com vivência de mais de 20 anos implementando, coordenando e auditando Sistemas de Gestão da Qualidade e Ambiental; Atua com as normas de gestão da qualidade (ISO 9001 / IATF 16949 / ISO IEC 17025 / ISO IEC 17065 / ANS RN 507 / ANS RN 518 / ANS RN 506), gestão ambiental (ISO 14001) e gestão de saúde e segurança do trabalho (ISO 45001), oferecendo também treinamento nestas normativas e ferramentas relacionadas. Atua ainda como auditor de 3ª parte em Organismos de Certificação de sistemas de gestão e de produtos e serviços.



domingo, 26 de maio de 2024

ISO 14054 - Contabilidade de Capital Natural para Organizações - Especificação

Está em votação no comitê internacional da ISO um novo texto para a ISO 14054 - Contabilidade de Capital Natural para Organizações - Especificação.


Esta norma fornece princípios, requisitos e diretrizes para o processo de preparação de contas de capital natural para organizações. Ao combinar informações financeiras, ambientais e socioeconómicas, a contabilidade do capital natural revela o valor da natureza para uma organização e para o resto da sociedade, e o valor dos impactos ou dependências na natureza provenientes das atividades de uma organização ou daquelas atribuídas à sua cadeia de valor . Tanto os valores de mercado como os não mercantis são incluídos nas contas de capital natural, fazendo o melhor uso de métricas qualitativas, quantitativas e monetárias.


Existem duas contas de capital natural – cada uma com cronogramas de apoio: 

a) Demonstração do Resultado do Capital Natural; e 

b) Balanço de Capital Natural.


A ISO 14054 apresenta a terminologia, os princípios, os requisitos e as diretrizes utilizadas na preparação das contas de capital natural para garantir que o processo seja transparente, repetível e gere informações úteis para a tomada de decisões. Este processo de fornecimento de informações abrangentes e transparentes pode ajudar uma organização a:


— identificar os seus impactos e dependências, e os da sua cadeia de valor, no capital natural, e os riscos e oportunidades associados;

— comunicar informações e implicações dentro da organização e com partes interessadas externas;

— realizar análises de cenários para apoiar decisões estratégicas e operacionais;

— considerar as opções para investir em capital natural ou para gerir impactos e dependências; e

— monitorizar a forma como o capital natural e os impactos ou dependências na natureza provenientes das atividades de uma organização ou da sua cadeia de valor mudam ao longo do tempo, incluindo a eficácia das ações da organização.


quarta-feira, 8 de março de 2023

Governança ambiental, social e corporativa

 A governança ambiental, social e corporativa, do inglês Environmental, social, and corporate governance (ESG), é uma abordagem para avaliar até que ponto uma corporação trabalha em prol de objetivos sociais que vão além do papel de uma corporação para maximizar os lucros em nome dos acionistas da corporação. 


O movimento global mais proeminente nesse sentido é a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela Nações Unidas em 2015.


A classificação ESG é o resultado da análise ESG de uma empresa. Baseia-se em:

1. Coleta de informações (demonstrações financeiras, relatórios de RSC, entrevistas, questionários)

2. Avaliação de informações

3. Verificação de dados de saída


A classificação de sustentabilidade geralmente é confiada a centros de pesquisa especializados na coleta e processamento de informações e dados sobre o comportamento ESG das empresas.


segunda-feira, 10 de outubro de 2022

PRODIR - Processo de Distribuição Responsável

 A ASSOCIQUIM (Associação dos Distribuidores Químicos) desenvolveu um processo para o setor de distribuição de produtos químicos e petroquímicos denominado PRODIR - Processo de Distribuição Responsável.


Seu princípio básico do PRODIR envolve além dos aspectos operacionais, a política, o gerenciamento e o comprometimento da alta administração das empresas com a melhoria contínua de todos os setores envolvidos com a distribuição de produtos químicos, adotando uma abordagem sistemática voltada para questões tais como:

- qualidade

- saúde

- segurança

- proteção do homem

- proteção do meio ambiente


O objetivo da metodologia é o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade de vida para os trabalhadores e a sociedade de uma forma geral e consequente diminuição do custo social para o governo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Disponibilizada pesquisa para os usuários da ISO 14001

 

A pesquisa para melhoria contínua da ISO 14001 e ISO 14004 foi disponibilizada neste mês de setembro de 2021


O objetivo desta pesquisa é desenvolver uma compreensão das necessidades dos usuários e outras partes interessadas em relação às normas de sistemas de gestão ambiental (SGA ou EMS, do original em inglês), proporcionar informações para as revisões da ISO 14001 e ISO 14004, bem como outras normas ISO relacionadas. A pesquisa leva em conta tópicos-chave e desafios futuros percebidos para a gestão ambiental, com o objetivo da melhoria contínua.

O questionário da pesquisa é destinado ao preenchimento de:

pessoas em organizações que implementaram a ISO 14001 e/ou 14004 (usuários);

outras pessoas com conhecimento prático ou interessa na ISO 14001 (por exemplo, organismos certificadores, agências regulatórias, universidades, institutos de pesquisa, associações comerciais, grupos industriais e entidades acadêmicas).


Em média, a pesquisa pode ser preenchida em cerca de 20 minutos e as respostas podem ser salvas para retornar ao preenchimento mais tarde. Todas as respostas são confidenciais, e participantes individuais não são identificados.

Ainda que seja possível responder a pesquisa através de dispositivos móveis, o comitê responsável da ISO recomenda a utilização de um PC ou notebook, devido à formatação de algumas questões.


Preencha a Pesquisa para os Usuários da ISO 14001 clicando neste link.


A pesquisa estará disponível para preenchimento entre 13/09 e 13/11/2021.

Adaptado de: ISO/TC 207/SC 1.


domingo, 25 de outubro de 2020

Certificação LEED

LEED (em inglês: Leadership in Energy and Environmental Design; em português: Liderança em Energia e Design Ambiental) é uma certificação para construções sustentáveis, concebida e concedida pela organização não governamental United States Green Building Council (USGBC), com intuito de promover e estimular práticas de construções sustentáveis, satisfazendo critérios para uma construção verde:

- Localização e Transporte
- Lotes Sustentáveis
- Eficiência da Água
- Energia e Atmosfera
- Materiais e Recursos
- Qualidade Interna dos Ambientes
- Inovação e Prioridades Regionais)

Foi posto em prática em 1998 e atualmente já possuem ou estão em fase de aprovação, por meio de um selo, milhares de projetos ao redor do mundo.

Imagem: Dubai Chamber of Commerce and Industry; Divulgação USGBC

O objetivo dos "edifícios verdes" é proporcionar um futuro mais saudável e sustentável, além de infraestrutura otimizada, aumento de eficiência e redução de custos.

Outros benefícios incluem:

- colaboradores e visitantes mais satisfeitos
- interiorização do que é bom e prevenção do que não é
- qualidade ambiental interna
- redução da poluição
- maior competitividade
- gestão de performance

Gostaria de conhecer edifícios verdes reconhecidos mundialmente e saber alguns números do setor?

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Nova norma: ABNT NBR 16849:2020 Resíduos sólidos urbanos para fins energéticos - Requisitos

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou em no último dia 10 uma nova norma; Trata-se da ABNT NBR 16849:2020 Resíduos sólidos urbanos para fins energéticos - Requisitos.


Os resíduos sólidos urbanos (RSU) originários de atividades domésticas em residências urbanas como varrição, limpeza de logradouros e de vias públicas e outros serviços de limpeza urbana, de estabelecimentos comerciais e de prestadores de serviços tornam-se elegíveis para recuperação energética (ou aproveitamento energético) são automaticamente elegíveis;


Outros tipos de resíduos, para serem considerados elegíveis, devem:


- ser classificado como resíduo Classe II - Não perigoso, de acordo com a ABNT NBR 10004 - Resíduos sólidos - Classificação;

- possuir PCI ≥ 2.750 kcal/kg, base seca e apresentar concentração de cloro ≤ 3% (Cl ≤ 3,00%) e mercúrio ≤ 1mg/kg (Hg ≤ 1 mg/kg).


Há ainda uma listagem de resíduos sólidos compatíveis no ANEXO A da NBR 16849:2020.


A NBR 16849:2020 estabelece os requisitos para aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos com ou sem incorporação de outros resíduos classe II - Não perigosos, abrangendo:


- aspectos de elegibilidade de resíduos

- registros e rastreabilidade

- amostragem

- formação dos lotes

- armazenamento

- preparo de resíduos sólidos urbanos para fins energéticos (RSUE)

- classificação dos lotes gerados e uso do RSUE nas unidades de recuperação energética (URE), conforme a cadeia de custódia, respeitando a hierarquia de gestão e gerenciamento de resíduos


A recuperação energética (ou aproveitamento energético) de resíduos sólidos nada mais é do que a utilização de energia térmica gerada à partir da combustão de resíduos sólidos urbanos para fins energéticos (RSUE), incluindo os processos de oxidação térmica e outros como gaseificação e/ou pirólise do RSUE, que fundamentalmente utilizam energia térmica gerada para fins industriais ou de geração de eletricidade, executado sob condições controladas e como devido controle e monitoramento ambiental.

terça-feira, 5 de março de 2019

A aplicação do conceito de Ciclo de Vida na área de serviços

Muito se fala sobre o ciclo de vida do produto, em geral aplicado à produtos tangíveis, palpáveis. Mas e quando precisamos considerar o CICLO DE VIDA DE UM SERVIÇO?

Conforme ABNT NBR ISO 14001:2015, Ciclo de vida envolve estágios consecutivos e encadeados de um sistema de produto (ou serviço), desde a aquisição da matéria-prima ou de sua geração, a partir de recursos naturais até a disposição final, incluindo mas não se limitando à:
  • aquisição da matéria-prima
  • projeto
  • produção
  • transporte
  • entrega
  • uso
  • tratamento pós-uso
  • disposição final
Considerando esta perspectiva de ciclo de vida, a organização deve determinar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços (dentro do escopo definido no sistema de gestão ambiental), os quais ela possa controlar e aqueles que ela possa influenciar.

Ainda de forma coerente com o exposto acima, a organização deve estabelecer controles, como apropriado, para assegurar que os requisitos ambientais sejam tratados no processo de projeto e desenvolvimento do produto ou do serviço, considerando cada estágio do seu ciclo de vida.

ATENÇÃO: Isto não requer uma avaliação detalhada do ciclo de vida; o pensamento cuidadoso sobre os estágios do ciclo de vida que podem ser controlados ou influenciados pela organização é suficiente.

A matriz abaixo conecta os estágios do ciclo de vida do produto aos principais indicadores de entrada e saída ambientais, demonstrando que impactos ambientais não serão transferidos de um estágio do ciclo de vida para outro, sem que haja um controle ambiental ou ação mitigadora.

Para o exemplo à seguir, consideremos um serviço de treinamento in company:

 Para maiores explicações, assista nosso vídeo:



Referências:
ABNT ISO 14001:2015 - Sistemas de gestão ambiental — Requisitos com orientações para uso
ABNT ISO 14024:2004 - Rótulos e declarações ambientais - Rotulagem ambiental do tipo l - Princípios e procedimentos

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FIEE - Energia para gerar resultados

Com sua abrangência, a FIEE proporciona à sua empresa acesso aos compradores e tomadores de decisão dos mais diversos setores da indústria e do varejo, em busca de soluções em instalações elétricas, eletrônica, energia e automação. 


Automação – automação, nanotecnologia, robótica e tecnologia embarcada
Eletrônica – Equipamentos eletrônicos, de segurança eletrônica, informática, produtrônica, telecom, manufatura em eletrônica (montagem, sistemas e subsistemas)
Equipamentos Industriais – Equipamentos e máquinas para manutenção e instalações industriais.
GTDC (Novo setor) - Geração, Transmissão, Distribuição e Comercializaçao de Energia, Alternativas e Eficiência Energética, Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Informações gerais
Nova Data: 25 a 28 de Julho de 2017
Novo Local: São Paulo Expo
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 | Água Funda - São Paulo | SP
Cep: 04301-010





domingo, 2 de abril de 2017

O Tratamento de Lixo no Japão

O bom exemplo no tratamento do lixo vem do outro lado do mundo.



As ruas das cidades são absolutamente limpas. A preocupação das pessoas vai além da reciclagem. O cuidado é não produzir muito lixo, mas é inevitável ter sujeira, dejetos, coisas que a gente joga fora. A visita a uma moderna usina de tratamento mexe com a cabeça da gente.

Elas se espalham pelo Japão. De longe, parecem prédios, mas são chaminés, a parte mais visível de como os japoneses tratam o lixo. Não há depósitos abertos, lixões, mas locais como o da cidade de Saitama, vizinha a Tóquio.

O entra e sai dos caminhões é constante. Trazem lixo dos bairros ao redor, quase 400 toneladas por dia. Os moradores já separam em casa o que é orgânico do que é reciclável. Cada caminhão traz um tipo de lixo, tratados de forma diferente.

Por trás das portas, fica o depósito de lixo orgânico. Quando os caminhões descarregam, é que descobrimos o tamanho do desafio: enorme. Tudo que chega é controlado de uma sala de vidro, um operador carrega remotamente o lixo até o incinerador.

Lá dentro, a queima acontece por uma hora, à temperatura de 1.800 graus centígrados. De um lado, forma-se um gás, que por uma tubulação alimenta uma turbina geradora de energia. De lá, sai eletricidade para atender o equivalente a 10 mil casas. De outro, o que sobra da tal queima, resíduos e metais, que são reaproveitados em sua quase totalidade como, por exemplo, para asfaltar ruas.

No mesmo prédio, mas para outro grande depósito, vai o lixo reciclável, o cuidado ali é outro. Uma enorme garra de aço tem capacidade de transportar até 3 toneladas de carga. No fundo, só tem plástico. Todo esse material vai para uma separação manual, antes de ir para reciclagem.

O processo é rápido. Funcionários separam garrafas pet do plástico comum. Latas de alumínio, metais, são distribuídos em outro setor. E, no final, tudo já sai embalado, limpo, pronto para ser vendido para centros de reciclagem. Assim, do total de lixo que chega à usina, apenas 4% não rendem nada, mas só até agora.
Um dos funcionários conta que, no futuro, ainda serão aproveitados esses 4%, retirando vários tipos de metal contidos ali.

Para quem se espanta com tanta dedicação ao lixo, tem mais. Em um prédio ao lado, foi montado um centro social, onde os moradores se encontram. Podem mergulhar em banheiras com água a 40 °C, fazem ginástica. Tudo funciona com a energia gerada na turbina do lixo.

Adaptado de: Portal G1 - Globo.Com
Acessado em 02/04/2017, 17:50 - Horário de Brasília