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sábado, 27 de outubro de 2012

Cresce demanda por profissionais para atuar em cursos técnicos

Por Larissa Alberti


A presença de profissionais capacitados nas principais áreas de produção do país, como construção civil, automação, alimentos e bebidas, eletroeletrônica, energia e têxtil, é fundamental para que o país cresça economicamente. Trabalhadores qualificados para exercerem suas atividades implicam em melhores resultados. Por isso, para que o país possa atingir as metas econômicas estabelecidas pelo governo, deve-se investir na educação profissional.

Com isso, a demanda por profissionais técnicos, ou seja, especializados em uma determinada área, tem sido cada vez maior, o que implica diretamente no crescimento da oferta de cursos técnicos. O sistema federal de ensino, por exemplo, teve aumento considerável na oferta desse tipo de curso: em 2002, havia 140 estabelecimentos de ensino; atualmente são 366 e estima-se que em 2014 o número aumente para 486 instituições que ofertam cursos nessa modalidade.

Além da possibilidade de contratação imediata, alunos de cursos técnicos possuem vantagens relevantes, comparados aos cursos de graduação, como mensalidades mais acessíveis, conclusão do curso em menor espaço de tempo (geralmente dois anos), rápido retorno do investimento e salários atrativos. Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai) entre março de 2011 e abril deste ano, foram gerados 1,04 milhão de postos de trabalhos para profissionais técnicos. O levantamento, feito em 17 estados e no Distrito Federal, também apontou que a remuneração média de admissão dos trabalhadores técnicos das atividades mais demandadas pela indústria é R$ 2.085,57, valor superior aos salários de muitos trabalhadores com ensino superior completo.

Os profissionais técnicos mais buscados em São Paulo são projetistas e técnicos em manutenção, com vencimentos iniciais brutos de R$ 4,1 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente.  Já no Rio de Janeiro, técnicos em mineração e técnicos em mecatrônica possuem a maior remuneração: R$ 8,6 mil e R$ 4 mil. Em Minas Gerais, técnicos em mineração e em petróleo e gás recebem salários iniciais de R$ 4 mil. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), de 2009 a 2011, apontou que as matrículas em cursos técnicos cresceram mais de 12%, pulando de 537,6 mil para 669,7 mil estudantes. A pesquisa do MEC apontou, ainda, que no mesmo período as matrículas nos cursos online cresceram 162,19%, registrando 75.364 mil alunos em 2011, enquanto em 2009, eram apenas pouco mais de 19 mil estudantes na modalidade. A expectativa é que o Brasil precise de 7,2 milhões de trabalhadores técnicos até 2015.

A crescente demanda por cursos técnicos implica diretamente na necessidade de profissionais especializados para atuar na área, como professores, gestores, orientadores, coordenadores, assessores, secretários escolares e laboratoristas. Esses profissionais precisam estar preparados para participar de forma efetiva dos novos caminhos a serem trilhados com capacidade técnica e com compromisso social. Por isso, cursos de especialização em docência na educação profissional de nível técnico são fundamentais para a compreensão dos fundamentos e das especificidades dessa modalidade de ensino.





Crowd o quê? - Saiba o que é o crowdsourcing




Apesar de estar crescendo em popularidade, nem todo mundo sabe o que é "crowdsourcing". Entenda como o modelo colaborativo em que se baseia o Yahoo! Rede De Contribuidores está transformando a geração de conteúdo.


Crowdsourcing ou abastecido pela multidão (crowd = povo, multidão + sourcing = fornecimento, abastecimento) é um modelo colaborativo de trabalho cada vez mais popular que está transformando drasticamente o jeito que as pessoas analisam, entendem e resolvem seus problemas, começando pela internet.

Criado pelo jornalista Jeff Howe em junho de 2006, em seu artigo para a revista Wired "The Rise of Crowdsourcing", o termocrowdsourcing representa um movimento existente há muito mais tempo. Embora na prática o trabalho coletivo tenha surgido há milênios, quando nos juntávamos para caçar ou cultivar a terra, esta expressão é usualmente adotada para designar a contribuição coletiva com objetivo de gerar conhecimento, principalmente utilizando-se da internet como ferramenta e ambiente de trabalho.

Ainda que de acordo com o autor do livro "The Surgeon of Crowthorne", Simon Winchester, o dicionário inglês de Oxford é um dos primeiros exemplos de crowdsourcing ao aceitar mais de 6 milhões de contribuições ao longo de 70 anos, os exemplos atuais deste modelo referem-se mais às iniciativas como a Wikipedia, o Yahoo! Rede de Contribuidores, a plataforma de freelancers 99designs e tantas outras.

Plataformas de crowdsourcing inovadoras

Se duas cabeças juntas pensam melhor do que uma - ou pelo menos tendem a abordar um problema de diferentes pontos de vista -, o que dizer de milhares de cientistas espalhados pelas melhores universidades do mundo? Esta é a ideia da plataforma de inovação aberta Ninesigma de como resolver um desafio tecnológico altamente complexo. Através dela problemas dos departamentos de P&D são enviados - e quase sempre resolvidos - por pesquisadores das mais diversas áreas, e que de outra forma dificilmente seriam acessados.

Outro exemplo de crowdsourcing é a plataforma Battle of Concepts, que convida jovens universitários e recém-graduados a criarem ideias e conceitos para solucionar desafios empresariais instigantes, envolvendo mudanças de modelo de negócio, relacionamento com clientes ou novas estratégias de marketing. Os melhores conceitos são sempre premiados.

Seguindo a linha de ferramentas como a Wikipedia, o World Memory Project, que ajuda a elucidar a história de famílias vítimas do nazismo, ou ainda o Amazon Turk, que une milhares de programadores para executar tarefas que nem os computadores mais rápidos são capazes, a iniciativa Yahoo! Rede de Contribuidores busca acessar competências e conhecimentos de muitos para ampliar e aprofundar seu escopo de temas abordados na geração de notícias e conteúdos diversos.

Como o crowdsourcing está transformando a maneira como os problemas são resolvidos

Num mundo virtual marcado pelos encontros em redes sociais e conversas via mensagens de texto, a sensação de fazer parte de um grupo, e de construir em conjunto, proporcionada pelocrowdsourcing, têm influenciado e transformado a geração de ideias, conteúdos e tecnologias.

Para Felipe Mattos, um dos entusiastas do crowdsourcing no Brasil e idealizador do programa Startup Farm, que reúne empreendedores de forma colaborativa no desenvolvimento de novos negócios digitais, o "crowdsourcing está modificando a maneira como muitos problemas da humanidade são resolvidos, tornando tarefas caras e complexas em simples, rápidas e baratas, através da inteligência da multidão e do poder de distribuição das redes." Ele cita como exemplo um game desenvolvido por um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia (UCLA), que utiliza ocrowdsourcing para diagnosticar células infectadas por malária.

Todas estas diferentes iniciativas exemplificam como, de forma cada vez mais rápida, a busca pelas respostas aos variados problemas está migrando de alvo, e as autoridades do conhecimento estão perdendo espaço para as mais velozes, inteligentes e criativas soluções geradas e abastecidas pela multidão.




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

5 dicas para se destacar e desenvolver na carreira

Formação acadêmica e currículo não preenchem o requisito que os recrutadores buscam. Confira cinco dicas para alcançar essa meta e se desenvolver na carreira

Seu conhecimento e habilidades são muito importantes, é claro. Mas isso não quer dizer que serão o suficiente para que você consiga o emprego dos sonhos na empresa que sempre quis trabalhar. Para chegar a tal lugar, é necessário um ingrediente a mais, que faz os olhos dos recrutadores saltarem de admiração e certeza.


Confira a seguir cinco dicas que vão ajudar você a se destacar entre todos os candidatos e a conseguir a vaga dos sonhos:

1. Seja encantador


Não confunda agradável com encantador. O último é capaz de ganhar a confiança das pessoas sem muito esforço. Sua aparência não é tudo, você também deve aprender como conversar com as pessoas de maneira que elas se sintam confortáveis e a vontade em sua companhia. Em um sentido profissional, procure saber os interesses da pessoa com a qual irá conversar e possíveis assuntos para abordar durante a interação.


2. Invista em relacionamentos


Para que você consiga se destacar e oferecer aquilo que os recrutadores procuram é preciso estar disposto a desenvolver relacionamentos. Procure passar alguns momentos de conversa produtiva e tranquila com pessoas que trabalham nos mesmos projetos que você. As tensões e possíveis desentendimentos são levados embora quando os indivíduos se sentem a vontade no ambiente de trabalho.


3. Mostre que se importa


Mostre que você realmente se importa com as pessoas ao seu redor e não pergunte como elas estão apenas quando deseja obter algo. Lembre-se de aniversários, nome de filhos e companheiros e outros detalhes pessoais que podem mostrar que você realmente se importa.


4. Mostre ambição positiva


Sonhar alto não é algo ruim, especialmente quando você traz essa motivação para seu trabalho. Se você já realizou sonhos anteriormente, pode utilizar essas experiências como gatilho para conseguir apoio e conquistar seus objetivos no trabalho.


5. Tenha iniciativa


Nem sempre dizer sim vai demonstrar iniciativa. Você pode deixar claro que está aberto para novos desafios e assuntos quando mostrar interesse por problemas que têm maior facilidade para resolver e também para projetos desafiadores, que todos parecem querer fugir.



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Nível de inglês de brasileiro é considerado "muito baixo" em ranking


A lista revela que o País que sediará a Copa do Mundo e as Olimpíadas está em 46º lugar entre 54 países e fica atrás de países como Síria e Vietnã


Prestes a sediar a Copa do Mundo da FIFA, em 2014, e a Olimpíada, em 2016, o Brasil apresentou um dos piores resultados em um ranking internacional sobre conhecimento da língua inglesa, divulgado nesta quarta-feira (24). De acordo com o Índice EF English Proficiency Index (EF EPI), o País está em 46º lugar entre 54 países, com pontuação inferior, por exemplo, ao Vietnã, Peru, México, Argélia e Síria.
Segundo dados do estudo, que mediu o domínio da língua inglesa de cada País entre 2009 e 2011, o Brasil caiu 15 posições e obteve pontuação de 46.86, muito abaixo da registrada no estudo anterior de 2007 a 2009. Nele, o Brasil estava na 31ª posição, com 47.27 pontos. Com isso, o País foi rebaixado da categoria “proficiência baixa” para “muito baixa”.
Por outro lado, com o objetivo de fortalecer a educação multilinguística para todos os cidadãos, a Europa lidera o ranking, com 11 países presentes nas melhores posições, como a Suécia, Dinamarca e Holanda, respectivamente em 1º, 2º e 3º lugar na lista.
América Latina apresenta baixo desempenho


Junto ao Brasil, mais sete países latino-americanos apresentaram “proficiência muito baixa”, como a Venezuela, El Salvador, Equador, Colômbia e Guatemala. Já Uruguai, Peru, Costa Rica e México apresentaram “proficiência baixa” e apenas a Argentina foi classificada em “proficiência moderada”.

O estudo vincula o baixo desempenho à importância da língua espanhola na região, pois o idioma compartilhado já permite atividades de comércio internacional e viagens e pode diminuir a motivação para aprender inglês.
A publicação também ressalta que a baixa qualidade da educação pública primária aumenta a dificuldade de introdução à língua inglesa em países como o Brasil, que descobriu no estudo de 2007 que 52% dos estudantes tinham níveis baixos ou muito baixos de habilidade com a própria língua portuguesa. Em todas as regiões, os baixos níveis de educação dos pais e a etnia dos estudantes tiveram forte impacto em leitura.
Ainda, foi constatado que as mulheres latino-americanas tiveram maiores pontuações do que os homens, com 48.94 contra 47.48. A diferença acompanha o índice mundial, no qual as mulheres pontuaram 53.90 e os homens 52.14.
Lista parcial

Veja a seguir os cinco países melhores colocados e os cinco últimos do ranking:


PosiçãoPaíses (melhores colocações)Pontuação

1Suécia68.91
2Dinamarca67.96
3Holanda66.32
4Finlândia64.37
5Noruega63.22




PosiçãoPaíses (piores colocações)Pontuação
*EF EPI
50Colômbia45.07
51Panamá44.68
52Arábia Saudita44.60
53Tailândia44.36
54Líbia42.53 


Metodologia

O EF EPI calcula o nível de habilidade com a língua inglesa a partir de três testes de inglês diferentes que incluem seções de gramática, vocabulário, leitura e audição. Participaram dos testes mais de 1.668.769 cidadão de 52 países e dois territórios. Clique aqui para acessar o relatório completo.





quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pensamento: Necessidade x Compreensão


"Como é difícil convencer alguém de que precisa de algo o qual não compreende...

 ...e a pessoa só vai se esforçar em compreender, se realmente precisar"