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domingo, 13 de maio de 2012

Quanto ganha um consultor?



Com o objetivo de apurar e apresentar dados de referência de honorários de consultoria, treinamento e palestras/conferências e as tendências do mercado brasileiro, o IBCO – Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização realiza há mais de 15 anos a Pesquisa IBCO de Honorários e Tendências da Consultoria no Brasil, um verdadeiro termômetro e referência nacional da atividade.

Desta 11ª Pesquisa, tabulada no início de 2012, participaram consultores de 20 estados de todas as regiões do Brasil: 89% pertencem às regiões Sul e Sudeste (mantendo o perfil da pesquisa de 2009 e compatível com a distribuição geográfica do PIB Brasileiro apontada pelo IBGE, com base em números de 2009: 71,2% concentrado nesses Estados).

O Estado do Rio Grande do Sul,  mesmo sendo apenas o quarto PIB Regional Brasileiro (6,7% ) aparece em segundo lugar – 13%, após São Paulo – 43%. Conforme indicado pelas entrevistas isto se deve à influência do PGQP – Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade sobre o empresariado daquele Estado. – Esta nota me chamou muito a atenção. Fica claro que o PGQP é um exemplo a ser seguido!…

Cerca de 41% dos Consultores que participaram da Pesquisa vieram da indústria e 37% vieram da área de serviços.
A Pesquisa revelou que os principais setores atendidos são o de Mecânica e Siderurgia 19%, seguido pelo Comércio Varejista com 16,5% e de Alimentos 14%, onde a Estratégia, Organização, Sistemas Gerenciais e Gestão de Negócios são os objetivos mais requisitados. A área de Sustentabilidade, Responsabilidade Social e Ética é o setor que menos requisita: 0,5%.

E a mais esperada informação revelada pela Pesquisa é o valor médio da hora do consultor de organização sênior: R$ 209,00 / hora, inferior ao valor médio praticado em 2009 que era de R$ 214,00 / hora. O menor custo está no Estado de Roraima.



Treinamento: O valor médio da hora do consultor de organização sênior mostrou tendência de crescimento entre as pesquisas de 2009 – R$241 – e 2011 – R$287, aproximadamente 20%, mas chamamos a atenção para

o valor único em 2011 de R$2000 no MS que pode distorcer a análise pela média. Em São Paulo, com maior número de respondentes, os valores diminuíram de R$287 em 2009 para R$271 em 2011.



Palestras/Conferências – 2 a 3 horas: O valor médio mostrou estabilidade entre as pesquisas de 2009 – R$2122– e 2011 – R$2117. Em São Paulo, com maior número de respondentes, os valores diminuíram de R$2752 em 2009 para R$2302 em 2011, aproximadamente 17%.


A Pesquisa indicou ainda um aumento no volume de negócios desde março de 2010 e revela perspectivas de aumento para este e os próximos anos. A demanda das PMEs por consultoria aumentou, principalmente na área de gestão, porém o desconhecimento quanto à utilidade da consultoria de organização afasta essas empresas de ter os serviços de Consultoria para o encaminhamento de seus problemas.

A Pesquisa revelou também o aumento da concorrência não profissional e a demanda de novos setores pela Consultoria Organizacional.Segundo comentários dos consultores que responderam à pesquisa, os clientes estão mais exigentes e 70% dos consultores considera que a indicação de clientes é o critério mais importante para a seleção de consultoria. Em seguida, a competência técnica e a experiência testada em consultoria (11% e 7% respectivamente) são apontados como os critérios mais importantes. O que se apresenta menos importante na visão dos respondentes são os métodos de trabalho utilizados pela consultoria.

Estreantes – Para quem está dando os primeiros passos nesse mercado, os consultores veteranos consideram que entre as características que menos são encontradas nos novatos estão as competências em consultoria (é a menos presente segundo a visão de 49% dos respondentes) e o empreendedorismo (menos presente na visão de 19% dos respondentes). – Dicas preciosas de quem entende desse mercado, que apontam caminhos a seguir para as novas gerações de consultores…

O cenário industrial, econômico, governamental e tantos outros, são avaliados com base em estatísticas, anuários, pesquisas e métodos que constituem fonte confiável para análise. A Consultoria de Organização, através do IBCO, órgão reconhecido pelo renomado The International Council of Management Consulting Institutes – ICMCI, que rege mundialmente a atividade, também tem ferramenta que é a base de consulta confiável para a indústria, o comércio, órgãos governamentais e todos os setores que fazem a história das nações.

“Os resultados da Pesquisa são cada vez mais relevantes à sociedade brasileira, devido à qualidade e seriedade do IBCO na compilação dos dados e na condução da Pesquisa“, afirma Chistian Welsh Miguens, Presidente do IBCO. “É elemento de referência para a participação das Consultorias em licitações públicas e de empresas mistas e instrumento de base para as análises feitas por órgãos governamentais; para os Consultores de Organização, elemento chave para uma visão mais exata do mercado brasileiro que auxilia com precisão as decisões estratégicas dos negócios”, finaliza.

A Pesquisa completa apresenta diversas análises, tabelas e gráficos que permitem uma melhor compreensão dos resultados obtidos. Para obtê-la, entrem em contato com o IBCO, no site www.ibco.org.br ou através do endereço de e-mail ibco@ibco.org.br


O que deve ser abolido (ou evitado) na mesa de trabalho


A sua mesa de trabalho pode estar minando sua reputação na carreira. De acordo com pequisa da Adecco , 57% dos americanos julgam seus colegas de trabalho por causa da maneira como eles mantém a própria mesa.

E o pior: para metade dos participantes da pequisa, falta de organização é um sinal muito claro de preguiça por parte do profissional.

Existem diversas estratégias para banir a desorganização na mesa de trabalho. Mas a principal delas é tirar os excessos de tudo aquilo que não está diretamente ligado às suas atividades profissionais.

"As pessoas dizem: eu me entendo na minha bagunça.  Mas isso é sempre uma mentira", diz Ivo de Abreu, especialista em organização. "A pessoa tem pilhas e pilhas de documentos, nunca vai descobrir onde o papel que precisa, realmente, está". 

Por isso, a dica é eliminar tudo o que está em excesso e que não tem uma relação direta com o seu trabalho:

1. Post-its

Muitas pessoas encaram os post-its como uma ferramenta para organizar a vida e favorecer a memória. Mas, de acordo o especialista, esse é um erro crasso.

“O post-it é um bilhete ou uma anotação, não é um lembrete”, afirma. “Por estar ao alcance dos olhos,o post-it vira uma interrupção".

O especialista alerta ainda que o recurso pode ser ineficaz. "Nosso cérebro tem uma tendência de recompor imagens harmônicas. Com isso, o post-it como lembrete só funciona nos primeiros dez minutos. Depois disso, o cérebro irá recompor a imagem sem o post-it. Quando você perceber poderá ser tarde demais”.

Em outros termos, além de roubar o foco, post-its não são tão eficazes como se pensava. A dica? Organize todos os lembretes na agenda ou calendário.

2. Objetos pessoais

Equilíbrio deve ser palavra de ordem na hora de decidir o que colocar (ou não) na mesa de trabalho. Objetos pessoais até são permitidos mas desde que apareçam com moderação.

“Decorações excessivas, coleções ou outros objetos pessoais mostram que a sua prioridade não é o trabalho em si”, diz o especialista. “O espaço que você tem disponível pertence à empresa, por isso, deve ser destinado ao trabalho”.

3. Trabalhos futuros

Sinal vermelho se você deixa todo o trabalho e projetos futuros acumularem-se sobre a sua mesa. O ideal, de acordo com o especialista, é reservar espaço na mesa apenas para as atividades que você tem que desenvolver naquele momento. “Quanto mais foco no trabalho, mais você presta atenção”, diz.

Como banir as distrações no trabalho


O e-mail não para de emitir alertas de novas mensagens; o telefone, as últimas demandas; seu colega da baia da frente insiste em pedir sua opinião sobre determinado assunto. Tudo isso, enquanto o feed de notícias do Facebook faz de tudo para roubar sua atenção.

Num contexto desse tipo, como conseguir colocar em ordem a lista de missões profissionais diárias, que também está cada vez mais extensa?

“Einstein dizia que ‘a falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de método´”, afirma a especialista em administração do tempo Andrea Piscitelli. “É um mito achar que a pressão do tempo e das tecnologias estão fazendo com que as coisas sejam meio impossíveis. Ninguém é vítima do tempo”, diz.

Para que sua rotina de trabalho não vire uma sucessão de horas sem significado, confira quais os métodos para banir as distrações do expediente:

1. Decrete a morte (temporária) das redes sociais

“Se você olha o feed de notícias do Facebook, vê o quanto as pessoas não estão trabalhando”, diz Andrea, que também é consultora e professora na FGV, FAAP e FIA. A consequência disso? Trabalho acumulado e horas para além do horário do expediente.
Por isso, regra de ouro para fazer seu tempo, realmente, render no expediente? Lime as redes sociais da sua rotina ou determine horários específicos para checá-las.

2. Seja sociável com moderação

É impossível construir uma carreira bem sucedida sem o apoio e parcerias com terceiros. O problema é que, nas palavras da especialista, “as pessoas confundem bom relacionamento com a postura de relações públicas dentro da empresa”.
Muitos profissionais dão mais ênfase para as amizades que constroem no ambiente de trabalho do que às suas funções dentro da corporação. Ser amigável no ambiente de trabalho é essencial. Mas há tempo para tudo. Durante o expediente, o foco tem que estar no trabalho – que é digno de dedicação exclusiva naquele período.

3. Aprenda a dizer não

“O seu sucesso na administração do tempo é diretamente proporcional a sua habilidade de dizer não e fazer negociações”, afirma Andrea. No dia a dia, você precisará ser assertivo para evitar interrupções de terceiros. E a melhor forma para fazer isso?
Sendo claro e objetivo. Não tenha medo de sinalizar um polido cartaz de “não perturbe” imaginário na sua mesa. Admita que aquele não é o melhor momento para discutir um assunto ou atender determinada demanda. Se for o caso, delegue ou determine um horário (após resolver suas tarefas mais urgentes) para responder a interrupção.

4. Seja crítico (e sábio) com o e-mail

“Você não precisa responder a todos os e-mails de bate pronto”, diz a especialista. Por isso, diante de uma caixa de entrada repleta de novas mensagens, foque apenas naquelas que são realmente urgentes.
Não mantenha o hábito de checar seu e-mail o tempo todo. Para tornar sua rotina mais eficiente, determine horários para ler e responder as novas mensagens.

5. Use e abuse da caixa postal

Tenha o mesmo espírito diante do telefone. Se a tarefa exige absoluta concentração, a dica é deixar uma mensagem personalizada para a situação na caixa postal. “Informe quando retornará a ligação e peça para a pessoa deixar uma mensagem. É um jeito profissional de lidar com essa interrupção”, diz Andrea.

6. Seja organizado

“Quanto mais sua mesa estiver limpa, organizada e funcional mais você economizará tempo produtivo”, afirma Andrea. Por isso, dedique-se a manter tudo, desde anotações até arquivos no computador, segundo uma lógica.

7. Encare as pausas com seriedade

De acordo com a especialistas, em média, conseguimos ficar concentrados em uma atividade por até 90 minutos, desde que, durante este período, você faça pequenas paradas de cinco minutos a cada 20 minutos. “Esse é um método para que a sua energia não caia ao longo do dia”, diz.

Mas até estas pausas devem ser, criteriosamente, cronometradas. “Se ultrapassar cinco minutos, a tendência é que sua concentração diminua”, afirma.

Sistema Integrado ou Gestão Integrada? Qual destes termos você utiliza? Explique, por favor.




Talvez seja interessante procurarmos responder também às seguintes perguntas: 


> o que são Sistemas de Gestão (integrados ou não) ? 

> o que é Gestão Integrada?



Em inglês, é "Integrated Management System"...



 "Sistema Integrado ou Gestão Integrada?" Não é uma questão semântica. É uma questão conceitual... Vamos pensar juntos nos seguintes pontos: 



* As normas ISO 9001, ISO 14001, ISO 27001, OHSAS 18001, etc. tratam do quê? (gestão, sistemas, ou sistemas de gestão?)


* Se integrarmos os elementos dessas normas, estaremos integrando o quê? (gestão, sistemas, ou sistemas de gestão?)

* Quais definições devemos usar?


Como existem inúmeras definições por aí, o recomendável é recorrer aos padrões internacionais... Nesse caso, vamos recorrer à norma ISO 9000:2005, que define esses termos da seguinte forma:




> Gestão (item 3.2.6): atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organização.


> Sistema (item 3.2.1): conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos.

> Sistema de gestão (item 3.2.2): sistema para estabelecer política e objetivos, e para atingir estes objetivos. [Nota: Um sistema de gestão de uma organização pode incluir diferentes sistemas de gestão, tais como um sistema de gestão da qualidade. um sistema de gestão financeira ou um sistema de gestão ambiental].



E agora, chegaram a alguma conclusão? Alguém vai querer mudar o voto? (fiquem à vontade...)


Tem muita consultoria por aí que cabulou as aulas sobre a ISO 9000...


No QSP, desde 1998, a fim de evitar essa "mistura" de gêneros, adotamos o termo Sistema Integrado de Gestão. Assim não ficam dúvidas se o "Integrado" concorda com "Sistema" ou com o termo "Gestão". 

Veja aqui a capa do nosso informativo da época: http://www.qsp.org.br/image/qsp32.jpg

Três dicas para apresentar seu negócio a investidores

Por Cassio A. Spina, do Endeavor


Lembrando que “a primeira impressão é a que fica”, a apresentação para potenciais investidores do seu negócio é uma etapa que precisa ser bem preparada, pois além de ser crítica para o entendimento da oportunidade, serve também como demonstração da capacidade de comunicação do(s) empreendedor(es), uma habilidade fundamental para qualquer negócio.



Usualmente, ela é divida em 3 partes principais:


1.    O Pitch, também conhecido como Elevator Pitch ou “Discurso do Elevador”, é uma apresentação de 2 a 3 minutos em que deve “vender” a sua ideia de forma clara e concisa. Apesar de ser uma apresentação curta, pela necessidade de se conseguir conquistar a atenção do investidor, muitas vezes representa um grande desafio, assim, concentre-se no que é essencial ao seu negócio, aquilo que irá chamar a atenção do investidor. Não se preocupe com os detalhes e procure além de praticar “no espelho”, apresentar para parentes e amigos e perguntar o que eles entenderam, pois é muito comum pelo envolvimento do empreendedor, esquecer-se de dar uma informação básica sobre a essência do seu negócio.

O Pitch deve poder ser feito tanto verbalmente, quanto suportado por uma apresentação de slides (chamada de Deck), caso o empreendedor tenha oportunidade de apresentar em público, lembrando também que não deverá ter mais de 5 a 6 slides, que devem englobar pelo menos as seguintes informações:
a.      O mercado-alvo e a necessidade atendida
b.      Como o produto/serviço atenderá esta necessidade
c.      Sua inovação/diferenciação
d.      O potencial do negócio

2.      O Sumário Executivo é um documento normalmente de 1 a 2 páginas que contém as informações básicas do modelo do negócio e da empresa, incluindo seus sócios e equipe. Ele é utilizado para ser enviado para os investidores que não puderem apresentar o Pitch ou como material complementar ao mesmo.

3.      Uma Apresentação do Modelo de Negócio, normalmente contém de 15 a 20 slides, detalhando cada tópico. 

Cassio A. Spina foi empreendedor por 25 anos, sendo atualmente investidor-anjo.Faz parte da rede de colunistas do Portal Endeavor, é fundador da Anjos do Brasil  e autor do livro “Investidor-Anjo – Guia Prático para Empreendedores e Investidores”