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sábado, 4 de maio de 2013

O fim do “casal” Ação Corretiva - Ação Preventiva


As novas normas de sistemas de gestão, incluindo as próximas ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, muito provavelmente não irão mais incluir o termo "ação preventiva".


Isso se deve às novas exigências da ISO contidas no Anexo SL das diretivas publicadas em 2012 sobre o desenvolvimento e a estrutura das futuras normas de sistemas de gestão.


Muitos profissionais, incluindo este que vos escreve, têm argumentado há vários anos que um dos objetivos de um sistema de gestão é exatamente a ação preventiva, sendo dispensável a utilização do termo a partir da incorporação do "risk-based thinking". Os requisitos 4.1 e 6.1 do Anexo SL (e, portanto, de todas as novas normas de sistemas de gestão) não só abordam a ação preventiva - sem contudo mencioná-la - como também vão bem além...


O requisito 4.1 das próximas normas exige que a organização determine "as questões externas e internas que são pertinentes ao seu propósito e que afetam sua capacidade de alcançar o(s) resultado(s) pretendido(s) de seu sistema de gestão XXX".


Já o requisito 6.1 exige que a organização determine "os riscos e oportunidades que precisam ser tratados para assegurar que o sistema de gestão XXX possa alcançar o(s) resultado(s) pretendido(s); prevenir ou reduzir efeitos indesejados; alcançar a melhoria contínua".


Diretrizes e boas práticas, básicas e avançadas, sobre esses dois novos requisitos são fornecidas na norma ISO 31000 de Gestão de Riscos...


O Anexo SL, além de não falar mais diretamente em ação preventiva (pois se baseia no "risk-based thinking"), inclui e redefine os dois termos a seguir, encerrando com isso uma série de dúvidas que sempre envolveram o "casal" CAPA*:


ação corretiva
ação para eliminar a causa de uma não conformidade e prevenir sua repetição.



correção
ação para eliminar uma não conformidade identificada.



(*) CAPA é a sigla em inglês comumente utilizada para "Corrective and Preventive Action." 

Publicado originalmente em: Gestão de Riscos ISO 31000
Acessado em: 04/05/2013; 20:30 - Horário de Brasília




sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dependência tecnológica: você é um conectholic?

Por Samara Teixeira


É comum observamos pessoas que possuem o hábito de conferir a todo o momento o aparelho telefônico móvel, verificando a todo instante se receberam uma mensagem, ligação, caixa-postal, e-mail, atualizações em redes sociais e, até mesmo, checam os sites de notícias. Todas essas características podem ser atribuídas a um transtorno chamado conectholic ou dependência de celular.


Quem possui o transtorno tende a ser uma pessoa ansiosa que prejudica a rotina de trabalho e particular para se encarregar de checar o celular a todo  momento. “Este transtorno impede que a pessoa realize atividades comuns sem estarem com o celular em mãos a todo o momento, ou seja, em meio a um jantar com amigos ou família a pessoa não terá foco e passará o tempo todo focada no aparelho, causando desconfortos e brigas com os companheiros”, explica Dora Sampaio Góes, psicóloga do Ambulatório de Transtornos do Impulso (ProAmiti) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC).

Segundo a psicóloga a dependência de celular não é enquadrada como um transtorno obsessivo compulsivo (TOC), porém, uma pessoa pode conter o TOC e, também, a dependência por celular.
“Diferente do TOC, que tem por característica atos repetitivos para afastar um pensamento ruim, por exemplo, lavar as mãos a todo o momento serve para prevenir a contaminação de uma doença, por isso, quem possui o transtorno com esta característica lava as mãos a todo o momento. Já o conectholic, não age para prevenir algo pior e sim por curiosidade”, contextualiza a psicóloga.

Qual o tratamento para dependência de celular?


No Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC), existe um grupo sendo analisado e um departamento específico estudando transtornos relacionados com a internet e os celulares. Dentro do departamento são realizadas inúmeras pesquisas que são bases para tratamentos de inúmeros transtornos, no caso, a dependência de celular é uma das pautas.

O tratamento para as dependências possui abordagens multidisciplinares. Após a pré-triagem para averiguar o quadro de sintomas, o psiquiatra realiza uma consulta para avaliação, só então é oferecido ao paciente um plano terapêutico em grupo e/ou individual que constitui de acompanhamento psicológico e psiquiátrico.



Publicado originalmente em: Portal Carreira & Sucesso

Acessado em 03/05/2013; 19:50 - Horário de Brasília 


Liderança compartilhada


Consultor em estratégia e gestão de pessoas

Saiba como o crescimento acelerado e sustentável está diretamente ligado à qualidade dos líderes que o empreendedor tem ao seu lado.



Qualquer empresa de sucesso tem o sangue de um grande líder em seu DNA. Não preciso gastar nosso tempo dando exemplos – se você está lendo isto, provavelmente tem uma experiência direta no que estou falando. Mas o empreendedor, por mais brilhante e energético que seja, possui um limite para o tamanho de empresa que ele consegue criar sozinho.

O sucesso sustentável de um empreendimento está diretamente ligado à qualidade dos líderes operacionais que o empreendedor traz para seu lado. E também à qualidade da conexão que eles estabelecem entre si.

No início, a conexão entre o empreendedor e seus líderes operacionais é baseada exclusivamente em resultados. Espera-se que eles respondam pela confiança depositada com saltos de produtividade e margem. O que nem sempre acontece. E algumas empresas se perdem nesta fase, pela incapacidade de estabelecer sinergia entre as duas camadas. Quando há sucesso, porém, um novo patamar de tamanho se abre, e o primeiro grande salto organizacional acontece.

Essas pessoas normalmente crescem e se mantém no negócio por sua capacidade de execução e energia, proporcionais à do líder. No entanto, seu papel é diferente do papel do empreendedor. Seu papel é traduzir o sonho em modelo operacional, traduzir o ímpeto em processos e amplificar a mensagem para todos os colaboradores da empresa.

À medida que o empreendimento evolui no tempo, o papel desta camada de liderança passa a ser o de gerir processos, indicadores e pessoas. E o dele, empreendedor, de orquestrar este processo. Garantir que os valores não se percam. Que o foco não se dilua. Que o empuxo não arrefeça.

Esta fase da organização é muito diferente da primeira. Se o empreendedor continua sendo o visionário e o grande articulador com o mundo externo, para dentro, a sua função muda radicalmente.  Ele passa a ter de funcionar com e por meio da camada instituída de liderança e a entender que o seu sucesso, agora, depende da capacidade de desenvolver, inspirar e engajar estas pessoas.

É um momento duro. O senso de autoria diminui e isso pode ser um grande problema, principalmente para os mais vaidosos. A capacidade de implantar suas ideias ganha um freio, o que é estranhíssimo para alguém acostumado a ser dono inconteste de seu destino. O contato com a realidade da operação e seus detalhes é filtrado e a desconfiança e a insatisfação podem se instaurar. O entusiasmo inicial pode balançar, e a tentação de voltar atrás e conter o crescimento pode facilmente passar pela mente.

Esta é a hora que separa os homens dos meninos. Todo grande empreendedor passa por ela. Os bem-sucedidos aprendem e saem do outro lado amadurecidos em seu novo papel de líder de líderes. Criam uma plataforma de lançamento de grandes empresas. E os outros? Bom, os outros são esquecidos pela história...

Publicado originalmente em: Endeavor Brasil
Acessado em 03/05/2013; 19:40 - Horário de Brasília.







quinta-feira, 2 de maio de 2013

VAMOS APRENDER COM O JAPÃO



1 - Sabiam que as crianças japonesas limpam as suas escolas todos os dias durante um quarto de hora, com os profesores, o que levou ao surgimento de um ageração de japoneses que é modesta e interessada em limpeza?


2 - Sabiam que qualquer cidadão japonês que tem um cão é obrigado a ter uma mala e sacos especiais para recolher as fezes do animal? Higiene e limpeza fazem parte da ética japonesa.


3 - Sabiam que um empregado de limpeza no Japão é chamado de "engenheiro de saúde" e pode auferir um salário que vai de 3500 a 8000 euros por mês? E que são submetidos a testes escritos e orais?

4 - Sabiam que o Japão não tem recursos naturais, e eles estão expostos a centenas de terremotos por ano, mas isso não os impediu de se tornarem a segunda maior economia do mundo?

5 - Sabiam que Hiroshima voltou ao que era economicamente antes da queda da bomba atômica em apenas dez anos?

6 - Sabiam que o Japão impede o uso de telemóvel nos comboios e restaurantes?

7 - Sabiam que no Japão os alunos do primeiro ao sexto ano aprendem a ética no trato com as pessoas?

8 - Sabiam que os japoneses, apesar de serem um dos povos mais ricos do mundo, não têm empregados? Os pais são responsáveis tanto pela casa como pelos filhos enquanto são pequenos.

9 - Sabiam que não há nenhum teste ou exame do primeiro ao terceiro nível primário, porque o objetivo da educação é incutir conceitos e criar um bom carácter?

10 - Sabiam que, se forem a um restaurante buffet no Japão, vão notar as pessoas a comer apenas aquilo de que precisam, sem qualquer desperdício. Nenhum alimento é deixado fora.

11 - Sabiam que a taxa de comboios atrasados no Japão é cerca de 7 segundos por ano! Eles apreciam o valor do tempo.

12 - Sabiam que as crianças nas escolas escovam os dentes após as refeições, pois eles prezam a sua saúde desde muito cedo?

13 - Sabiam que os estudantes levam meia hora para terminar as suas refeições por forma a garantir uma correcta digestão? Quando perguntaram sobre essa preocupação a um político, ele disse "estes alunos são o futuro do Japão".



Origem desconhecida



Liderança e Humildade Combinam?




Gostaria de falar hoje com vocês dessa qualidade que considero importante em nossas vidas. Afinal, quem gosta de uma pessoa arrogante? No entanto, quando falamos em liderança, costumamos associá-la a alguém durão, que não se dobra ou não se curva. Infelizmente, esse foi o conceito que nos “venderam”. Na verdade, a humildade é uma qualidade que pode estar associada à liderança. Líderes humildes, não quer dizer, líderes fracos ou piegas. A história está cheia de exemplos positivos, de líderes poderosos, mas extremamente humildes e preocupados com o bem estar do próximo.

Podemos citar o próprio Jesus, em minha opinião, o maior líder que já viveu. Não importa se você não acredita que ele seja o filho de Deus. Mas, segundo dados arqueológicos consistentes, ele foi uma pessoa real. Apesar da tremenda influência que exerceu e exerce até hoje, foi um homem extremamente humilde. E isso não o tornou “fraco” ou incompetente.

Será que podemos citar outros líderes? Claro, Abraham Lincoln. Um dos maiores e melhores presidentes da história da maior nação do mundo foi um homem poderoso, no entanto, muito humilde.

Outro líder que gosto de citar nesses casos é Sérgio Vieira de Mello. Você talvez não se lembre do nome, mas se lembrará do episódio que tirou a sua vida. Ele era um alto comissário da ONU e estava em Bagdá no Iraque, em missão de paz. Um caminhão bomba atingiu o prédio em que ele e centenas de funcionários trabalhavam. Após alguns minutos de caos e histeria, as pessoas tomaram consciência do que havia acontecido. Todos os sobreviventes começaram a procurar Sérgio Vieira de Melo, pois temiam por sua vida, e sabiam que poderia ter sido ele o alvo do atentado. Quando a equipe de resgate conseguiu localizá-lo, encontraram-no sob toneladas de escombros. Assim que os soldados fizeram menção de retirá-lo, Sérgio pediu que primeiro retirassem seus colegas. Mesmo sob condições de stress extremo, ele citou por nome as pessoas que também estavam sob os escombros. Disse que eles estavam em piores condições e precisam de ajuda. Quando os soldados finalmente retornaram para resgatá-lo, Sérgio já havia falecido. Seu estado também era grave, mas ele não sabia. Ele colocou seus colegas em primeiro lugar. Mesmo sob as condições adversas, sua preocupação não era com ele, e sim, com seus subordinados, com suas vidas. Que exemplo maravilhoso.

Que lições podemos tirar disso tudo? Que a humildade é uma virtude positiva e que pode ser exercida por qualquer líder. Que liderança não significa tirania, vilania e apenas poder. Mas, significa também servir. Se você é líder, pergunte-se, sou humilde? Gosto apenas de ser servido?

“O líder que espera apenas ser servido, poderá ter seguidores, mas nunca terá seus corações”.

Segundo o Professor Hal Urban, em seu livro Escolhas que podem mudar sua vida – “certamente o mundo seria bem diferente se todos fôssemos um pouco humildes, se concordássemos em admitir que não sabemos tudo, que temos fraquezas e que cometemos erros”. Ele continua. “Será que o mundo inteiro fica melhor se uma pessoa se tornar mais humilde? Não. Será que o mundo dessa pessoa fica melhor se ela se torna mais humilde? Sim.”

Um grande abraço a todos,
Fernando Fernandes

Publicado originalmente em: Programa CASES
Acessado em: 02/05/2013, 10:55 - Horário de Brasília