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domingo, 19 de maio de 2019

Unidades de medida: redefinição está prevista para 2018 e é tema do Dia Mundial da Metrologia

Em novembro de 2018, a Metrologia deverá dar um passo histórico com a formalização, durante a 26ª reunião da Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM), da decisão que tornará efetivas as definições revisadas do quilograma, ampere, kelvin e mol (quatro das sete unidades de medida em que se baseia o Sistema Internacional de Unidades – SI). O que há de inovador nisso? As redefinições serão baseadas em constantes físicas, estáveis e imutáveis (de acordo com as teorias científicas atuais): os novos métodos de medição usam fenômenos quânticos (por exemplo, a carga do elétron) e fenômenos relativísticos (como a velocidade da luz no vácuo) como base para padrões de medidas fundamentais. Chegará ao fim, por exemplo, a era da definição do quilograma baseada no protótipo de platina-irídio guardado a sete chaves na sede do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), na França: com a mudança, a unidade de massa do SI passará a ser definida nos termos da constante de Planck, assegurando estabilidade de longo prazo.

Uma vez formalizadas, as redefinições deverão entrar em vigor em 20 de maio de 2019, data em que se comemora o Dia Mundial da Metrologia. Na celebração deste ano, comemorada neste domingo, a redefinição é o tema central da campanha liderada mundialmente pelo BIPM e pela Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML), que traz o mote “Sistema Internacional de Unidades: em constante evolução” e pretende demonstrar como a chamada ciência das medições está em permanente aprimoramento e desempenha papel central na inovação e nas descobertas científicas, na indústria, no comércio internacional, na melhoria da qualidade de vida e na proteção do meio ambiente. No Brasil, o Inmetro é o Instituto Nacional de Metrologia responsável pela disseminação das unidades do SI e, portanto, das mudanças previstas.


Na prática, o que muda?


Quilograma: será definido nos termos da constante de Planck, assegurando estabilidade de longo prazo à unidade de massa do SI (a definição deixará de ser baseada no protótipo de platina-irídio). Sua realização poderá ser realizada por qualquer método viável (exemplos: balança de Kibble - watt - ou o método da determinação da constante de Avogadro, por meio da estimativa do número de átomos em uma esfera de silício). Na prática, os usuários poderão obter rastreabilidade ao SI valendo-se das mesmas fontes atuais (BIPM, INMs e laboratórios acreditados). Comparações internacionais vão assegurar sua consistência. O valor da constante de Planck será fixado para assegurar que não haja mudanças no quilograma. As incertezas oferecidas pelos INMs a seus clientes de calibração não serão afetadas.


Ampere (e outras unidades elétricas): o ampere será definido a partir da carga do elétron e sua redefinição não afetará a grande maioria dos usuários de medições. O volt e o ohm serão definidos a partir da carga do elétron e da constante de Planck; o volt vai mudar cerca de 0,1 parte por milhão e o ohm mudará ainda menos. Profissionais que trabalhem nos níveis mais altos de exatidão precisarão atualizar os valores de seus padrões ou reavaliar sua incerteza padrão.


Kelvin: sua redefinição será nos termos da constante de Boltzmann e não terá efeito imediato na medição prática de temperatura ou na rastreabilidade dessas medições e, para a maioria dos usuários, passará despercebida. A redefinição assenta as bases para futuros aprimoramentos na medição. Uma definição livre de materialização e de limitações tecnológicas permite o desenvolvimento de novas técnicas, aperfeiçoadas, para tornar as medições rastreáveis ao SI, especialmente em temperaturas extremas.

Mol: será redefinido respeitando uma quantidade específica de entidades (tipicamente átomos ou moléculas) e não dependerá mais da unidade de massa, o quilograma. A rastreabilidade continuará podendo ser estabelecida por meio das técnicas já existentes, incluindo o uso de medição de massa juntamente com tabelas de pesos atômicos e a constante de massa molar (que continuará sendo 1 g/mol). Os pesos atômicos não serão afetadas pela mudança. A variação na incerteza será tão pequena que não vai requerer nenhuma mudança nas medições.

Adaptado de: Inmetro.gov.br

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Termos e Definições: Produto Químico

produto químico (2.61)substância ou mistura 

produto químico perigoso (2.60)produto químico classificado como perigoso para a segurança, a saúde e/ou o meio ambiente, conforme o critério de classificação adotado 

Referência: ABNT NBR 14725-1:2009 Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente Parte 1: Terminologia
 

quarta-feira, 20 de março de 2019

Fogão de cozinha vai 'perder' a tampa por segurança


Uma das primeiras medidas adotadas pelo Inmetro para deixar o fogão mais seguro é a determinação da retirada de sua tampa (Pixabay)

Uma das primeiras medidas adotadas pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) para deixar o fogão mais seguro é a determinação da retirada de sua tampa.
“A tampa só torna o fogão mais caro e aumenta o risco de acidentes para o consumidor”, defende Marcos André Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro.
Essa mudança faz parte de uma nova regulamentação do produto, que contempla 15% dos acidentes registrados no banco de dados do Inmetro (Sinmac). A eliminação da tampa será feita por meio de uma portaria que deve ser publicada em três meses. Os fabricantes terão 12 meses para se adaptarem.
A alteração segue as normas padronizadas no Mercosul. Além da tampa, também está prevista a redução da eficiência energética em prol da maior segurança do produto. Na prática, isso quer dizer que o consumidor vai gastar um pouco mais de gás para garantir que as grades de mesa do fogão sejam mais seguras.
“A instabilidade das grades responde por 27% dos relatos de acidentes com fogões. Por isso, optamos por abrir mão do selo para que as empresas possam desenvolver grades de espessuras e materiais diferentes que deem maior estabilidade às panelas”, explica Borges, que já adianta que o impacto na conta de gás não será significativo.
Outra medida adotada na portaria é a exigência de válvulas em cada um dos queimadores para garantir o corte do gás caso a chama se apague. O sistema é o mesmo já presente nos fornos, que, pela nova regra, terão grades que saiam mais da caixa do fogão para evitar queimaduras. A nova medida preverá ainda que o produto passe a contar com presilhas de fixação.
O novo regulamento para a fabricação de fogões no Mercosul deve ser publicado este ano. O prazo previsto para a implementação integral é de até quatro anos.
No entanto, Borges reafirma que, tão importante quanto rever as normas de segurança, é ensinar o consumidor a utilizar o eletrodoméstico corretamente. “Por isso, junto com a mudança na regulamentação, vamos fazer uma campanha de conscientização da população para alertar sobre os riscos e chamar atenção para a importância do relato dos acidentes ao Inmetro”, diz.

terça-feira, 5 de março de 2019

A aplicação do conceito de Ciclo de Vida na área de serviços

Muito se fala sobre o ciclo de vida do produto, em geral aplicado à produtos tangíveis, palpáveis. Mas e quando precisamos considerar o CICLO DE VIDA DE UM SERVIÇO?

Conforme ABNT NBR ISO 14001:2015, Ciclo de vida envolve estágios consecutivos e encadeados de um sistema de produto (ou serviço), desde a aquisição da matéria-prima ou de sua geração, a partir de recursos naturais até a disposição final, incluindo mas não se limitando à:
  • aquisição da matéria-prima
  • projeto
  • produção
  • transporte
  • entrega
  • uso
  • tratamento pós-uso
  • disposição final
Considerando esta perspectiva de ciclo de vida, a organização deve determinar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços (dentro do escopo definido no sistema de gestão ambiental), os quais ela possa controlar e aqueles que ela possa influenciar.

Ainda de forma coerente com o exposto acima, a organização deve estabelecer controles, como apropriado, para assegurar que os requisitos ambientais sejam tratados no processo de projeto e desenvolvimento do produto ou do serviço, considerando cada estágio do seu ciclo de vida.

ATENÇÃO: Isto não requer uma avaliação detalhada do ciclo de vida; o pensamento cuidadoso sobre os estágios do ciclo de vida que podem ser controlados ou influenciados pela organização é suficiente.

A matriz abaixo conecta os estágios do ciclo de vida do produto aos principais indicadores de entrada e saída ambientais, demonstrando que impactos ambientais não serão transferidos de um estágio do ciclo de vida para outro, sem que haja um controle ambiental ou ação mitigadora.

Para o exemplo à seguir, consideremos um serviço de treinamento in company:

 Para maiores explicações, assista nosso vídeo:



Referências:
ABNT ISO 14001:2015 - Sistemas de gestão ambiental — Requisitos com orientações para uso
ABNT ISO 14024:2004 - Rótulos e declarações ambientais - Rotulagem ambiental do tipo l - Princípios e procedimentos