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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Inmetro vai desenvolver sistema de certificação de produtos de defesa cibernética


Para incrementar os níveis de segurança cibernética de equipamentos e dispositivos importantes para a segurança e a defesa nacional, o Inmetro e o Exército Brasileiro estão trabalhando juntos no estabelecimento de um programa de avaliação de riscos e conformidade. A ideia é desenvolver metodologias e ensaios para avaliação de ativos de tecnologia da informação e comunicação, como roteadores, switches, firewalls, softwares de email, entre outros, a fim de mitigar a ocorrência de ataques cibernéticos.

Para implementação do projeto, chamado de Sistema Nacional de Certificação e Homologação de Produtos de Defesa Cibernética (SHCDCiber), foi assinado um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Inmetro e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, que possibilitará a contratação de bolsistas, aquisição de equipamentos, participação em eventos científicos, entre outras necessidades.

O instrumento tem prazo de 15 meses e a primeira reunião aconteceu no dia 5 de setembro, no campus de Xerém, envolvendo representantes do Inmetro, do Comando de Defesa Cibernética (Com D Ciber) do Exército e pesquisadores externos. A meta é que, ao fim deste período, esteja pronto um Programa de Avaliação da Conformidade (PAC) para ser usado pelas Forças Armadas.

Além disso, a ideia é que a parceria seja renovada, transformando-se em um projeto mais longo que possa levar, em médio prazo, ao uso voluntário do PAC em aplicações civis e, no longo prazo, ao estabelecimento de programas de avaliação da conformidade e de padrões de segurança voltados não só a equipamentos, mas a setores críticos como Energia, Comunicações ou Transportes. “Estamos começando um projeto que tem um forte viés de pesquisa, que vai gerar publicação de artigos e participação em congressos, mas que também poderá ter impacto muito grande na segurança do País”, falou Raphael Machado, chefe do Laboratório de Informática (Dimci/Dmtic/Lainf) e responsável do Inmetro pelo projeto.
Cerca de 30 pessoas, de diferentes instituições, estão envolvidas no desenvolvimento do SHCDCiber, sendo algumas dedicadas integralmente à iniciativa e outras que darão contribuições pontuais, em aspectos específicos. “Vejo com muita expectativa e satisfação o envolvimento de todos. Com a ajuda de vocês vamos chegar ao nível de segurança que o Exército precisa”, afirmou o major Edgard Honorato Cardoso Bernardo, gestor de projetos do Com D Ciber, durante a primeira reunião.

Para a execução do trabalho será necessário, entre outros passos, especificar requisitos de segurança para os dispositivos e sistemas e definir metodologias de auditoria que permitam atestar a competência de laboratórios na área de segurança. “Temos que definir quais conjuntos de requisitos que estão catalogados em bases internacionais fazem sentido para o cenário brasileiro. Além disso, é preciso fomentar o interesse dos laboratórios em se acreditarem neste escopo, oferecendo um arcabouço documental com orientações sobre o que precisa ser feito, para facilitar o trabalho”, explicou Raphael Machado.

A próxima reunião geral entre o grupo envolvido no projeto deverá acontecer em dezembro. Há, ainda, a intenção de realizar um treinamento para os futuros usuários do PAC (Forças armadas e reguladores) e para os laboratórios e desenvolvedores.


Fonte: Inmetro

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Análises revelam risco de contaminação em mamadeiras

Testes demostram que produtos feitos com silicone liberaram concentrações de contaminantes acima de índices preconizados pela Anvisa


Em seis marcas de mamadeiras o pesquisador avaliou a migração de ftalatos, antioxidantes, aminas aromáticas, nitrosaminas e metais, utilizando cromatografia gasosa e líquida, acopladas à espectrometria de massas, e a espectroscopia. Foto: Antoninho Perri


Sabe-se que plásticos não são inertes e podem interagir com produtos alimentícios, a exemplo dos materiais utilizados na fabricação de mamadeiras que, em decorrência da migração de componentes para o leite, podem expor as crianças a substâncias potencialmente nocivas. Apesar de mais de 50% da população utilizar mamadeiras na alimentação de crianças com até um ano de idade, faltam dados sobre a migração de determinadas substâncias para o alimento, a partir de propileno, Tritan e silicone, materiais comumente utilizados no Brasil para fabricação desses utensílios e de outros destinados em geral ao acondicionamento de alimentos.

Some-se a isso o fato de essas mamadeiras utilizarem pigmentos para coloração do corpo e do bico e nas impressões decorativas, que devem ser levados em conta porque todos esses aditivos podem migrar para o alimento, constituindo fator de risco.

Torna-se imprescindível, portanto, avaliar a segurança desses materiais em relação aos fins a que se destinam, particularmente porque lactentes e crianças de primeira infância representam um grupo vulnerável à toxidade de certos compostos, uma vez que as suas vias metabólicas são ainda imaturas e o consumo alimentar por peso corpóreo é maior que o dos adultos. Evidências sugerem que a exposição precoce a vários destes compostos aumenta o risco do desenvolvimento de determinadas doenças crônicas e neurodegenerativas, alguns tipos de cânceres, além de disfunções nos sistemas endócrino e reprodutor.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece limites máximos de migração específica para aditivos como ftalatos, antioxidantes, nitrosaminas em materiais que entram em contato com alimentos. Até o momento, poucos estudos reportam à migração desses contaminantes a partir de produtos disponíveis no mercado brasileiro. Este cenário orientou o doutorado do engenheiro de alimentos Wellington da Silva Oliveira que teve como objetivo avaliar a segurança dos materiais utilizados para fabricação de mamadeiras, por meio de análises qualitativas e quantitativas de migrantes, simulando a utilização do utensílio pela população.

Em seis marcas de mamadeiras mais comercializadas no Brasil, ele avaliou a migração de ftalatos, antioxidantes, aminas aromáticas, nitrosaminas e metais, utilizando cromatografia gasosa e líquida, acopladas à espectrometria de massas, e a espectroscopia. Avaliou ainda o impacto sensorial da migração através da olfatometria e também a presença de outras substâncias adicionadas não intencionalmente, que resultam de processos de reação, de degradação ou da presença de impurezas nas matérias-primas utilizadas na produção do utensílio.

O trabalho, desenvolvido no Departamento de Ciência de Alimentos, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, foi orientado pela professora Helena Teixeira Godoy, que atua na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos com ênfase em análise de alimentos, em parceria com a pesquisadora Marisa Padula, do Centro de Tecnologia de Embalagens do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Parte da pesquisa também foi realizada na Universidade de Zaragoza, Espanha – sob supervisão da professora Cristina Nerin.

As mamadeiras de polipropileno – predominantes no mercado –, Tritan e silicone foram submetidas às analises instrumentais para avaliar a conformidade dos utensílios. Todos os três materiais estavam em conformidade em relação à migração de metais, nitrosaminas e aminas aromáticas. Por outro lado, embora a migração de ftalatos tenha sido detectada em todas as amostras, somente a mamadeira de silicone liberou concentrações acima do preconizado pela Anvisa. Em relação às substâncias não adicionadas intencionalmente, as amostras de silicone não mostraram conformidade, pois apresentaram migração de substâncias não listadas para uso em materiais de contato com alimentos. Por fim, uma complexa mistura de aromas foi ainda detectada nas mamadeiras de silicone, responsáveis pelo odor forte e desagradável do utensílio.

De modo geral, o autor conclui que “mesmo com limites de migração abaixo do preconizado pela Anvisa, ainda é necessário adequar os utensílios de polipropileno e Tritan de modo a restringir a presença de ftaltos em materiais destinados a crianças. No tocante ao silicone, deve ser reavaliada a sua utilização na fabricação de materiais destinados a crianças”.  Ele acredita que os resultados obtidos possam dar suporte aos órgãos regulamentadores em relação à aprovação de uso de materiais e de novos aditivos e, também, para o gerenciamento do risco à saúde do consumidor.

DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO

As mamadeiras de polipropileno, Tritan e silicone foram avaliadas em relação à migração de substâncias para simulantes de alimentos, constituídos de misturas que os imitam, e não sobre eles mesmos, seguindo as recomendações da Anvisa. Os simulantes, que devem ser postos em contato com os materiais a serem estudados, são adequados a cada grupo de alimento e, para cada um deles, são especificados a temperatura e o tempo de contato.

Inicialmente o trabalho se ateve à identificação dos materiais das mamadeiras encontradas no mercado para que pudesse ser previsto os contaminantes que poderiam ser liberados. A partir daí foram selecionados doze modelos de mamadeiras mais vendidos no Brasil e os utensílios passaram por ensaios para avaliação de parâmetros como altura, peso capacidade volumétrica, espessura e diâmetro. Depois de validadas as metodologias para os grupos ftalatos e nitrosaminas, aminas aromáticas e antioxidantes, e metais como chumbo, zinco e cadmio, entre outros, foram então realizados os ensaios de migração específica utilizando para os ensaios, como simulantes, respectivamente, solução de etanol 50%, ácido acético 3% e saliva sintética, constituída por uma mistura de sais. Como as mamadeiras têm uso repetitivo, os ensaios foram feitos três vezes no mesmo corpo de prova, conforme recomenda a Anvisa.

Tanto o corpo como o bico da mamadeira foram submetidos aos ensaios de migração em condições mais drásticas em termos de tempo de exposição e temperatura daquelas efetivamente praticadas no uso diário. O pesquisador esclarece: “O ensaio com solução de etanol a 50% para determinação dos ftalatos, por exemplo, foi realizado durante duas horas a 70 graus, situação que nunca são cumpridas pelas mães. Com isso se consegue garantir que, se a mamadeira é inerte nessas condições, ela também o será no uso corriqueiro”.

Das 196 amostras totais analisadas, 127 foram fabricadas com propileno, 49 com Tritan e 20 com silicone. Em todas elas, com a utilização do álcool 50%, foram detectadas a migração do dibutil ftalato, mas nas amostras de silicone a migração se mostrou superior aos valores preconizados pela Anvisa. Especificamente nelas detectaram-se também altas concentrações de di-isobutil ftalato, um plastificante não regulamentado para uso em materiais de contato com alimentos. A avaliação de riscos para os ftalatos mostrou que há um potencial de efeito adverso associado ao uso de mamadeiras de silicone. A propósito o pesquisador afirma: “A simples incidência desses contaminantes em mamadeiras já é um fator extremamente preocupante. Tanto a Europa como os Estados Unidos baniram o uso de ftalatos em materiais destinados às crianças e, entre eles, encontram os detectados em nosso estudo. No Brasil essas proibições ainda não existem.”

Os ensaios de migração para ftalatos também foram realizados no leite e revelaram menores concentrações da substância que as encontradas quando do uso do álcool 50% mas, mesmo assim, superiores aos limites estabelecidos pelas normas internacionais adotadas pela Anvisa, embora as condições fossem menos drásticas que as verificadas quando do uso do simulante.

Para a determinação de aminas aromáticas e metais no corpo da mamadeira foi utilizada uma solução de ácido acético a 3%, e para avaliar as nitrosaminas e os metais nos bicos empregou-se um simulador de saliva, porque a capacidade extratora de cada simulante depende do composto que está sendo avaliado.

As migrações dos metais dos bicos das mamadeiras foram simuladas por meio de suas imersões em solução de saliva sintética por 24 horas a 40 graus, conforme o recomendado pela Anvisa, e as presenças de zinco, bário e chumbo situaram-se abaixo dos valores preconizados. Mesmo assim, o autor considera necessário o monitoramento de metais em bicos, em razão da neurotoxicidade associada ao chumbo, principalmente para bebês.

De outro lado, mesmo com a ampla utilização de tinta de impressão nas ilustrações externas ao copo e o pigmento utilizado para colorir o corpo e o bico das mamadeiras, não foram detectadas aminas aromáticas nos copos dos utensílios e nem nos bicos de borracha sintéticas, constituídas de silicone.

Nas mamadeiras de polipropileno, as aminas aromáticas e os antioxidantes, cujos ensaios foram feitos com acido acético a 3%, todos esses compostos migraram abaixo dos limites tolerados. Mas, nas mamadeiras de silicone, foram identificados 17 compostos não intencionalmente adicionados. Essas substâncias, não contempladas nas listas da Anvisa, podem constituir um risco toxicológico para os bebês.

Em relação aos compostos voláteis, dos 45 compostos identificados nas mamadeiras, 84% provinham do uso do silicone. Mereceram particular menção os aldeídos que compõem os compostos voláteis responsáveis pelo odor desagradável da mamadeira de silicone. Nestes casos, revela-se importante a análise olfatométrica, pois os compostos odoríferos podem afetar as propriedades dos alimentos e levar à rejeição do produto, mesmo em baixíssimas concentrações. Com informações da Unicamp

Fonte: LabNetwork© (www.labnetwork.com.br)

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Padrões de internet sem fio serão renomeados



A instituição responsável pela certificação dos padrões de internet sem fio Wi-Fi Alliance anunciou mudanças nas nomenclaturas das suas tecnologias. 
  
Conforme o órgão, o padrão 802.11ax se chamará Wi-Fi 6, o 802.11ac será nomeado Wi-Fi 5 e o 802.11n mudará para Wi-Fi 4. 
  
Além dos nomes, a empresa modificou também os símbolos para representar cada um dos padrões. 
  
Edgar Figueroa, presidente e CEO da Wi-Fi Alliance, comentou que por quase duas décadas os usuários das redes sem fio tinham que adivinhar as convenções técnicas de nomes para determinar se seus dispositivos suportavam a mais recente tecnologia de Wi-Fi. Figueroa disse que as novas nomenclaturas serão mais fáceis para os consumidores identificarem. 
  
As novas nomenclaturas serão implementadas a partir do início de 2019, quando a instituição as incluirá no seu programa de certificação. 

Fonte: Fortune

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Simpósio SAE BRASIL de Metrologia 2018 - Seção Rio de Janeiro



A Metrologia, como ciência e ação para medição, é um dos campos do conhecimento técnico com maior aplicação na indústria. Devido à sua grande importância para o desenvolvimento tecnológico, oferece grande contribuição para o aumento da produtividade e competitividade industrial. Estamos à beira da quarta revolução industrial, que caracteriza-se por novas tecnologias tais como a internet das coisas e a robótica avançada. As mudanças tecnológicas que estão em andamento impulsionam a economia mundial e terão um impacto enorme nas linhas de produção. Diante disto, novas tecnologias surgem com a missão de reduzir o tempo de medição, de análise e aumentar a exatidão dos resultados. Mas qual será o impacto dessa mudança na vida dos profissionais?

O tema do Simpósio SAE BRASIL de Metrologia 2018 é “O Futuro da Metrologia”. O conteúdo do evento terá como moldura o mundo conectado que tanto influencia os investimentos em inovação e as decisões estratégicas atuais, mas mantendo o foco nos negócios ligados à metrologia 4.0, compreendido por melhoria do processo de gestão, uso de tecnologias ópticas para medição, revisões das principais normas da qualidade e capacitação do metrologista 4.0. Em sua última edição, empresas e organizações como Embraer, Inmetro, Remesp, Vtech Br, Hexagon Manufacturing Intelligence, Fundação CERTI e Instituto Federal de Santa Catarina, proporcionaram a realização de um Simpósio com elevada profundidade tecnológica e estratégica que resultou em grande sucesso de participação e propagação em diferentes meios.

O Simpósio SAE BRASIL de Metrologia 2018 é uma excelente oportunidade para empresas e organizações que objetivam divulgar seus serviços, produtos, marcas e filosofias de desenvolvimento, pois concentra os mais renomados profissionais e formadores de opinião do mundo da Metrologia, gerando grandes oportunidades para novos negócios e parcerias.

Publicado originalmente em: SAE Brasil
Acessado em 17/08/2018 - 11:55, Horário de Brasília

sábado, 7 de julho de 2018

Robô colaborativo pneumático vence o “German Design Award 2018”

O BionicCobot da Festo, um braço robótico colaborativo inspirado no braço humano, tanto na forma quanto na dinâmica dos movimentos, é o vencedor do “German Design Award 2018”, um dos mais prestigiados prêmios de design do mundo, ganhando Ouro pelo design de produto bem-sucedido.

Extremamente flexível, é dotado de sete juntas, todas desenvolvidas segundo princípios “agonista” (usuário) e “antagonista” (oponente), que permitem sua interação segura com a interface humana. O exclusivo conceito de movimentação possibilita a aplicação de força de forma sempre proporcional à necessidade, assim como a correta rigidez do braço; em caso de colisão, é automaticamente desligado para não oferecer risco ao usuário.

Seu uso é intuitivo e graças a uma interface gráfica própria, com apenas um tablet, o usuário pode ensinar ao robô as manobras a serem executadas. Através da plataforma de uso aberto ROS (Robot Operating System), a sequência de movimentos programada é enviada ao Festo Motion Terminal, que executa e controla todos movimentos.

Publicado originalmente em: NEI.com.br
Acessado em 07/07/2018 - 22:38, Horário de Brasília